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terça-feira, 11 de agosto de 2015

Barões golpistas: freio
de mão contra tiro
no próprio pé

          Resultado de imagem para Charges sobre  FIESP e FIRJAN fora do golpe contra Dilma
Do AMgóes - As recentes notas públicas da FIESP e da FIRJAN, coadjuvadas por bombásticos e ‘solidários’ editoriais das organizações Globo e Folha/SP(a ‘Veja’ ainda rosna, isolada e pré-falimentar) foi dissimulado ‘autopuxão’ de orelhas do baronato empresarial, face à perspectiva de tiro no próprio pé com a crise política engendrada por conta da quarta, consecutiva e ‘intolerável’ vitória do projeto capitaneado pelo Partido dos Trabalhadores, determinante  da inclusão de compatriotas historicamente à margem de nosso contexto socioeconômico.  

Resultado de imagem para Imagens do recuo da mídia golpistaConquanto o eco que nos chega, face à intencional e estratégica reprodução midiática do 'basta' intramuros, as entidades dos ditos 'setores produtivos'(contumazes dependentes de mútuos oficiais a fundo perdido) pressentiram, nas entrelinhas da espiral golpista, a possibilidade de um contragolpe em horizonte subsequente à eclosão de previsível e generalizada instabilidade. Preocupados, desde que o mundo é mundo, em preservar os festejados anéis, estão a anos-luz  de admitir a perda dos queridos dedos. Assim, para eles , dado o iminente descompasso, ‘dos males, o menor’.

Afinal, não mais vivemos sob a desinformadora ordem vigente em 1964 e o embolorado discurso contra 'os perigos' da 'república comuno-sindical'(massificado com precioso adjutório de eminências cardinalícias da Igreja Católica(majoritariamente refratárias, no Brasil, à conciliar opção pela ‘Mater et Magistra’ de  João XXIII), não cola mais, salvo no astigmatismo ‘cerebral’  de empedernidos e pândegos herdeiros dos falaciosos(quão oportunistas ou insipientes) fiadores  da 'redentora', meio século atrás.

Todavia, a súbita 'mudança' de intenções, refreando a histeria fascistoide da noviça 'coxinhagem' nacional, ávida em destilar, no próximo domingo(16), sua baba peçonhenta pró-impeachment de Dilma e delirantes apelos à ‘volta dos militares’ (agora sem apoio formal de Aécio e seus tucanos, em prudente revoada de ‘meia volta, volver!’),  deve ser entendido, salvo melhor juízo, como matreira alteração na logística da rota golpista em curso.

Assim, qualquer arrefecimento, justificado por simplista dedução de que os contumazes desafetos da democracia, arrependidos, estariam em marcha-à-ré, implicará graves consequências para o país ora em promissora(embora penosa) etapa de construção cidadã. Ocupar os espaços públicos, sem medo de ser feliz, com as cores da guerra libertária que nos compete protagonizar, é pertinente tarefa dos comprometidos com o novo país, reconhecida potência emergente rechaçada sem contrarrazões  pelas hordas ‘paneleiras’, representativas do atraso social.

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