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quarta-feira, 12 de agosto de 2015

E Sérgio Moro,  agora sem os holofotes da Globo,
‘faz diferença’?

Fernando Brito                              

          laerte
Uma das mais intrigantes questões, agora que parecem se confirmar as suposições que se fez um pacto político-empresarial para “acabar com o frege”, a desordem, como dizia a minha avó, na vida política brasileira, é o que será do Dr. Sérgio Moro, com suas ideias ferozes que lhe fluem sob modos aparentemente calmos.
Curiosamente, sua situação é semelhante à de Eduardo Cunha; tal como ele, conserva o poder mas tende a perder o estrelato.
Paulo Nogueira, no Diário do Centro do Mundo(AQUI), foi o primeiro a aventurar-se a responder à pergunta sobre se Sérgio Moro, a esta altura, faz mesmo diferença.
Paulo aposta que Moro irá “estrategicamente tirar o pé do acelerador”, até porque o trunfo que tinha em mãos – a decretação da prisão de Lula – parece , a esta altura, impossível de ser jogado sobre a mesa.
Tendo a concordar com ele, com as reservas que aprendi a usar em relação a homens devastados pela vaidade e pela sensação de poder, desde que assisti a  “O homem que queria ser rei"(AQUI), o genial filme de John Houston.
Em três dias saberemos, porque será a sexta-feira, dia predileto das decisões 'morísticas', suficientes para a capa da Veja no sábado e a tempo para insuflar (ou tentar insuflar) as manifestações de domingo.
Cujo provável “murchamento” já é perceptível – e a charge do genial Laerte Coutinho, que ilustra o post, é um sinal –  e isso agora será destacado pela mídia.
O serenar de ânimos na política será a porta de entrada para sucessivos alívios na situação econômica, porque havíamos invertido os sinais e é ( ou era a) política quem construía, em boa parte, o agravamento da crise da economia, numa inversão ao que normalmente ocorre.
Haverá mais inconformismo com este pacto à esquerda do que à direita, ainda que seja esta a maior perdedora, pois está trocando o poder de direito que não tem pela anulação parcial  do poder de quem o tem, legitimamente.
Bom se guardar e evitar as fanfarras de um bisonho núcleo de poder que, incapaz de ser vitorioso, é capaz de sair comemorando sua própria capitulação.
Afinal, para muitos, o exercício do poder é o cargo, não a transformação da vida.

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