O petista, o coxinha
e o judeu André Falcão 
A coisa está tão absurda que não há como não recordar os
judeus e a perseguição que sofreram até descambar no maior genocídio da
história recente. Não é devaneio. Nem complexo de perseguição. Basta você, que
não seja, ou que ainda não tenha se transformado num coxinha incapaz de ver do
lado, assistir à qualquer película sobre aquele espetáculo de preconceito e
crueldade insana, para que a comparação com os primeiros passos da ofensiva
contra aquele povo se estabeleça. Guardadas as diferenças várias que possam ser
(e seriam) alinhavadas, fica a sensação de uma perseguição que já se mostra
evidente, tão odiosa quanto insana, tão pretensiosa quanto ignorante, e tão
patética quanto bestial.
O coxinha imbecil agride quem veste
vermelho (por ora verbalmente), quem votou em Lula e Dilma, ou é, ou foi,
autoridade desse governo, mesmo no exercício da vida privada. O desgraçado
ameaça de morte apresentador de TV por emitir opinião contrária à dele, no caso
ao impeachment da presidenta, contra a qual não há o mais mínimo indício de
desonestidade (ainda houvesse teria direito de opinar e não ser ameaçado, muito
menos de morte); manda-a tomar no c… em rede internacional de televisão, pro
mundo inteiro testemunhar sua baixeza; confecciona ou põe em seu veículo
adesivo pornográfico que a retrata, risonha, sendo f… por uma mangueira de
posto de combustível. Esse tipo atira bomba no Instituto Lula(AQUI), enquanto calhordas da
mídia grande, pagos para isto, relevam o ato, como se se tratasse da bolinha de
papel jogada no Serra — acerca da qual, entretanto, fizeram à
época um alarde patético —, e as autoridades persecutórias do estado preferem
prender quem já está preso, desde que seja o mais próximo possível do alvo
certo e determinado, aquele que se deixarem politicamente vivo vencerá as
próximas eleições.
A alcunha 'coxinha' nasceu como uma piada
criada na disputa eleitoral para tirar onda com os eleitores que repetem o que
a mídia grande diz. Em princípio não seriam traficantes do ódio. Como não o
seriam os primeiros destinatários do antissemitismo da propaganda nazista.
Mas, como lá, as crias midiáticas
começam a se transformar numa espécie perigosa. Elas destilam ódio. E todos lhe
são destinatários, basta entendam que o governo legitimamente eleito pela
maioria do povo brasileiro deva concluir o seu mandato.
O coxinha do ódio é assim. Não tem
graça. Não conhece história. Se conhecesse, começaria a pensar. Porque petista
(ou quem quer que como tal seja marcado) não é judeu.
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