terça-feira, 8 de setembro de 2015

Infoglobo: números revelam até

32% de queda nas vendas dos

impressos dos Marinho

Da Redação                                 


















As recentes demissões dos jornais do Infoglobo, que congregam os diários O Globo, Extra e Expresso, além da revista Época, estariam relacionadas diretamente á queda nas vendas dos impressos. Divulgado pelo blogueiro Ivson Alves, os números representam as vendas nos últimos três anos. Mas vale atentar para um detalhe: embora as vendas caiam, a receita com anúncios, das esferas privada e pública, permanece crescente. Portanto este argumento não serve para justificar as recentes demissões. O que ocorre é a perda de credibilidade e consequente  desinteresse pelos produtos. 


Os números do Infoglobo



Por Ivson Alves

Minhas fontes também devem andar um tanto injuriadas com os '
passaralhos'
. Só encontro essa explicação para a rapidez com que responderam ao pedido de informações sobre como anda a circulação dos principais veículos do Infoglobo e da EdGlobo (para efeito de comparação), elas que são sempre tão reservas e lentas. Aqui estão eles e, logo abaixo de cada, uma análise - rápida porque não precisa ser analista de cenário para ler os gráficos e tabelas, cujos números e curvas são quase autoexplicativos.
































































1. Nos últimos 36 meses (agosto/2012 a julho/2015), a circulação somada dos dois principais jornais do Infoglobo caiu 25% (perda de 1 a cada 4 leitores em três anos), de 438.423 para 328.576, com viés de queda constante, especialmente no caso do Globo. Esse quadro explicaria a decisão de Frederic Kachar de fazer com Ascânio Seleme (O Globo) e Octávio Guedes (Extra) reportem-se diretamente a ele, o que, certamente, limitará a autonomia de ambos, se não de imediato, no médio prazo.

2. O caso mais grave é do Extra, com redução de 32% (menos 1 a cada 3 leitores), de 199.993 (agosto/2012) para 135.815 (julho/2015). Essa forte queda talvez explique a ordem para que Octávio Guedes dedique-se exclusivamente ao jornal, deixando sua função na CBN.

3. Embora melhor, a situação do Globo não se mostra nada confortável. Houve uma queda de 21,6% ( defecção de 1 a cada 5 leitores), de 248.430 para 194.761 (menos do que o Extra há três anos), no período enfocado. Outro fator a considerar: olhando a curva, observa-se que a queda do Globo é mais constante do que a do Extra, que ainda comporta alguns picos, embora não cheguem a alterar significativamente a trajetória de queda.





































4. Dentro deste quadro, a Época pode ser considerada um caso de sucesso - talvez por isso, Frederic Kachar tenha sido transferido da EdGlobo para a Infoglobo: a queda foi de apenas 2,5%, de 389.698 para 380.018 exemplares, tomando-se por base o período de 36 meses entre julho de 2012 e junho de 2015. No entanto, há que se observar dois pontos:

a. A resiliência dos leitores de revista é maior em comparação com os de jornal no momento de abandonar a publicação - traduzindo: quem compra revista demorar mais a deixar de lê-la do que os de jornal, especialmente quando se trata de cancelar assinaturas.

b. Olhando-se a tabela e a curva mais de perto, observa-se que entre o pico de novembro de 2013 (412.265 exemplares) e o final do período (junho/2015) a queda de circulação acentuou-se, chegando a 7,8% .



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