sexta-feira, 9 de outubro de 2015

Do TCU à casa de Cunha,

o covil do impeachment

urubus

Logo depois do voto do homem acusado no STF de embolsar dinheiro do Fisco. Augusto Nardes, a oposição reuniu-se(AQUI) na casa do homem acusado de receber propinas nos negócios da Petrobras e de manter dinheiro ilegal em contas na Suíça, Eduardo Cunha.

Entre os convivas um dos mais ilustres, quem sabe, , o líder do DEM, Agripino Maia, objeto de um (não, de dois!) inquéritos por corrupção no Supremo.

O motivo? Debater como, com o voto de um e com as manobras regimentais de outros, se derrubará do governo uma presidente que não tem, contra si, qualquer acusação de corrupção.

Para isso, contam com os votos garantidos  de boa parte dos deputados (do PP, sobretudo) sob cujo apoio Paulo Roberto Costa montou a sua “base de apoio” na Petrobras na diretoria de Abastecimento, como Cunha a montou na diretoria Internacional da empresa.

Que, afinal, faz tempo que foram se bandeando para a oposição, porque a “acusada” demitiu Costa e Ceverós.

Esse é o resumo sem retoques do que está se passando hoje.

Então, com o apoio da mídia 'moralizadora', aqueles homens da moral assumirão o poder e o exercerão segundo os preceitos morais que já demonstraram.

Bom enredo para um romance, uma obra de ficção.

Para um país de verdade, do tamanho do nosso, uma ópera bufa ou, dependendo do seu desfecho, uma tragédia.

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