terça-feira, 13 de outubro de 2015


Rosa  Weber   concede

segunda liminar contra

rito  de  'impeachment'

             

Do Estadão:

override-if-requiredA ministra Rosa Weber, do Supremo Tribunal Federal (STF), concedeu uma liminar nesta terça-feira, 13, em que também suspende o rito de um eventual processo de impeachment contra a presidente Dilma Rousseff na Câmara dos Deputados. A regra foi definida em setembro pelo presidente da Casa, Eduardo Cunha (PMDB-RJ). É a segunda liminar da Corte contrária à medida negociada pelo peemedebista com a oposição – antes, o ministro Teori Zavascki também assinou decisão na mesma linha.
A ministra acatou o pedido do deputado Rubens Pereira Jr. (PC do B – MA), que protocolou na semana passada um mandado de segurança tentando impedir uma eventual abertura de processo de impeachment contra a presidente. Na prática, a liminar inviabiliza o acordo previsto entre Cunha e a oposição, pelo qual o presidente da Câmara negaria os pedidos, mas a maioria do plenário poderia revisar tal decisão.
Rosa Weber decidiu no mesmo sentido que Zavascki, relator em um primeiro mandado de segurança de mesmo teor, deferido também nesta terça, feito pelo deputado Wadih Damous (PT-RJ). Outro deputado da base governista, o petista Paulo Teixeira (SP), também acionou o STF para barrar o avanço dos processos de impedimento na Câmara. As medidas têm como base o fato de Cunha ter declarado que recorrerá ao regimento interno da Casa para definir o rito processual de uma possível discussão de impeachment.
Nos três mandados de segurança, os deputados questionam o fato de Cunha não ter analisado um recurso apresentado pela base sobre o assunto. Segundo os deputados, o recurso deveria suspender os efeitos da resposta do presidente da Câmara, apresentada em 23 de setembro, à questão de ordem formulada pelo líder do DEM, Mendonça Filho (PE).

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