Cunha não tem poder para dar andamento a impeachment, diz ministro do Supremo
Cunha aceitou o pedido de impeachment contra Dilma feito pelos
juristas Hélio Bicudo, Miguel Reale Jr. e Janaína Paschoal. O presidente da
Câmara afirmou que a decisão tem "natureza técnica".
"Ele não toca o processo, quem toca é o colegiado. Não há
esse poder do presidente da Casa receber ou não receber a notícia da prática
que leva ao impeachment", explicou Marco Aurélio. Ele afirmou que cumpre
agora a Cunha constituir uma comissão, que deve ser formada, tanto quanto for
possível, por parlamentares de todos os partidos.
"Essa comissão que dará um parecer, e esse parecer será
submetido a um colegiado. O colegiado deve dizer se o pedido merece ou não
deliberação e enviar de volta à comissão para que ela determine o recebimento
ou não", disse o ministro.
O ministro evitou fazer declarações sobre a legitimidade de
Cunha em abrir o processo de impedimento contra a presidente. No mês passado,
no entanto, Marco Aurélio defendeu o afastamento do presidente da Câmara
durante a tramitação do processo contra ele no Conselho de Ética da Casa.
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