terça-feira, 1 de dezembro de 2015

FINAL FELIZ!

Documentário traça histórico do    casamento   homoafetivo no  Brasil                                               

Resultado de imagem para bandeira lgbtA partir da celebração da própria união, diretoras de 'Vestidas de Noiva' propõem reflexão sobre o preconceito contra pessoas que só querem ser felizes e amar...
 Xandra Stefanel        
IVSON / DIVULGAÇÃO
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Fabia e Gabi, diretoras de Vestidas de Noiva, feito para 'desmistificar e quebrar tabus'
Em maio de 2013, o Conselho Nacional de Justiça emitiu resolução em que determinava: nenhum cartório do Brasil pode se negar a realizar casamentos entre pessoas do mesmo sexo. A cineasta Gabriela Torrezani realizou assim um sonho que cultivou por anos. O amor de sua vida, Fabia Fuzeti, já vivera uma união estável de 17 anos e não fazia questão das formalidades, mas, pela namorada, topou a "maratona" de cartório e festa. E ambas se deram conta de que nunca tinham participado de uma cerimônia de casamento homoafetivo. "Isso fez com que a gente se questionasse: por que casais homoafetivos não estão se casando com a frequência que a gente gostaria, agora que podemos?"
O casal documentou a própria união como proposta de reflexão. No filme Vestidas de Noiva, Fabia e Gabi registram a organização da celebração, contam outras histórias de amor e entrevistam ativistas LGBT, advogados e políticos que carregam essa bandeira. "O mais relevante é dar visibilidade aos casamentos homoafetivos. É uma maneira de desmistificar, quebrar tabus, mostrar que é um casamento como qualquer outro e que é importante, sim, que casais homossexuais se apropriem de seus direitos", diz Gabi.
O comerciante Luiz André Moresi e seu marido, o cabelereiro Sergio Kauffmam Moresi, relembram o dia em que decidiram transformar a união estável em casamento civil, o primeiro no país, em junho de 2011, em Jacareí (SP). Quando recebeu o documento com o pedido do casal, o procurador de Justiça José Luiz Bednarski foi totalmente favorável. "Existe uma igualdade de direito entre todas as pessoas, de acordo com a Constituição. Então, por que umas pessoas podem se casar e outras não?", questiona. "Eu acho que as pessoas daqui a 100, 200 anos, quando descobrirem que antigamente os casais do mesmo sexo não tinham os mesmos direitos civis que os demais, vão achar um absurdo.
O longa explica a diferença entre união estável e casamento civil e equilibra relatos pessoais com informação legal. "O trabalho celebra conquistas já alcançadas e aponta para o que ainda precisa ser feito", declara Fabia.
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O filme, em DVD
Um dos pontos altos do filme é quando as diretoras vão ao Rio de Janeiro acompanhar a 5ª Cerimônia Coletiva de Casamento Homoafetivo, que reuniu 160 casais. "Para a gente, é a afirmação do que é ser família. Eu sou um cidadão, pago impostos e respondo ao mesmo código civil que todo mundo. Meu direito é igual ao de todos", diz Jonatan Lopes, um dos entrevistados.
"O filme é otimista, é romântico, é feliz. Queremos que os espectadores saiam da sala com a certeza de que o preconceito fere pessoas que só querem ser felizes e amar, o preconceito deve ser combatido", declara Gabi. "Achamos importante que pais, famílias que tenham membros homossexuais assistam ao filme e entendam que essas pessoas devem ser respeitadas e apoiadas por eles."
Com 50 minutos de duração, o documentário estreou em meados de novembro em circuito alternativo. E será apresentado gratuitamente em instituições, universidades,  organizações  não-governamentais     e                                                       cineclubes.

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