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sexta-feira, 11 de dezembro de 2015

O que transforma um

tucano  num  fauno?  

A sensação  de  poder

raeboi
Para um sujeito tido e havido como antipático, o que teria feito José Serra se inebriar com seu próprio “charme irresistível”  e “mandar”, assim, do nada, o tal “namoradeira” que (a ministra)Kátia Abreu  diz que foi a causa do desperdício de vinho que praticou no rosto do senador paulista?
Se Kátia Abreu não está amenizando os termos do “elogio” – acho provável – algo se passou com o tucano para fazê-lo um fauno(*).
Serra não é, de forma alguma, um homem mentalmente decrépito – embora suas ideias sejam totalmente esclerosadas. Fosse, e teria sido tratado com a indulgência que se dá aos velhinhos “gagás”.
Também não acho que Kátia Abreu não suporte nem um grama de desaforo. Afinal, ouviu vários no Senado e dos manifestantes que sempre a saudavam como “Miss Desmatamento”.
Não, positivamente a coisa foi além disso e fiquei elaborando aqui o que poderia ter provocado tal transtorno de vaidade em José Serra.
E… bingo!
Lembrei que Serra amanheceu, no dia da festa fatídica, Ministro poderoso do “Governo Temer”. Segundo os jornais, nome certo, apontado como o “peso pesado” que iria para a área da economia.
Inchou como a rã da fábula infantil, porque grandes perspectivas não cabem mesmo em almas miúdas.
Kátia Abreu, que não é flor de nossos jardins,  pode ter exagerado – ou não, se o 'namoradeira' não foi algo, digamos, mais ousado, como acho que foi.
Mas numa coisa acertou: na frase “é por isso que você nunca vai ser Presidente da República”.
O ministério de Serra , ao que parece, foi nessa última quarta  por vinho abaixo.
(*)  Fauno: deus semi-humano dos bosques e dos rebanhos na mitologia romana. Os faunos correspondiam aos sátiros da mitologia grega. Tinham orelhas pontudas, chifres curtos e uma cauda. Suas pernas eram ás vezes representadas com forma humana, outras vezes como que recobertas de pêlo encrespado e com patas de cabra. Os faunos eram seguidores de Pã, deus dos campos e das florestas, e de Baco, deus do vinho. Eram geralmente representados como criaturas travessas. 

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