247 - O PT decidiu ir à guerra contra o presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ). Pelo Twitter, o presidente do partido, Rui Falcão, publicou: "Confio em que nossos deputados, no Conselho de Ética, votem pela admissibilidade".
Falcão se referia ao relatório do deputado Fausto Pinato (PRB-SP) que pede a continuidade do processo contra Cunha no Conselho de Ética da Câmara e que é discutido nesta tarde. Cunha é alvo de inquérito no Supremo Tribunal Federal e acusado de receber recursos irregulares por contas secretas na Suíça.
O PT, que tem três deputados no Conselho de Ética, sofria pressão para votar a favor de Cunha em troca do arquivamento, pelo presidente da Câmara, do pedido de impeachment contra a presidente Dilma Rousseff.
Mais cedo, um grupo de deputados federais do PT havia colhido assinaturas e divulgou um manifesto a favor da admissibilidade do processo que pede a cassação de Cunha.
Abaixo, a íntegra do abaixo-assinado:
"Nós, Deputados Federais abaixo-assinados, junto com outros que ainda virão a assinar o presente documento, demandamos, mais uma vez, o imediato afastamento do Deputado Eduardo Cunha da Presidência da Câmara dos Deputados, bem como a admissão e prosseguimento da representação contra ele ajuizada no Conselho de Ética.
Com efeito, o Deputado Eduardo Cunha tem revelado, diuturnamente, a falta de qualquer pudor em utilizar sua posição de direção da Câmara Federal em proveito próprio, inclusive promovendo e patrocinando o cancelamento de sessão do Conselho de Ética, atacando Instituições e praticando toda sorte de chantagens.
A oposição, por sua vez, até poucos dias atrás legitimou todas as ações do Deputado Eduardo Cunha, beneficiando-se desta relação de conveniência. Agora, ao passar a defender o afastamento de Eduardo Cunha, o faz obstruindo toda e qualquer votação de interesse do País.
Devemos pois, nos manifestar firmemente contra qualquer tentativa do Deputado Eduardo Cunha em se utilizar do cargo para beneficiar sua defesa, em detrimento dos interesses da Sociedade Brasileira.
Demandamos que o Conselho de Ética decida pelo prosseguimento da representação ali ajuizada, tendo em vista a contundência das provas até então apresentadas contra o Deputado Eduardo Cunha."

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