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segunda-feira, 1 de fevereiro de 2016


Conciliação de Classes do PT pariu um monstro de múltiplas cabeças

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Do AMgóes >>> Tomo a liberdade de recorrer ao árido tema da CONCILIAÇÃO DE CLASSES, bandeira implícita da majoritária CONSTRUINDO UM NOVO BRASIL       (antiga 'Articulação'), tendência do ex-presidente Lula e outras figuras de proa do Partido dos Trabalhadores,  como via preferencial, sem traumas fratricidas,  na luta das forças populares pelo poder.

Perceptível, todavia, pelo leigo minimamente arguto que os relevantes avanços socioeconômicos, experimentados em pouco mais de uma década de governos petistas, careceram de uma solidez ideológica para  inibir(e erradicar) previsíveis arreganhos do pérfido conservadorismo derrotado nas urnas.

Ao trocar figurinhas com desafetos conceituais, o grupo do carismático Lula engendrou a afoiteza de atraí-los à órbita de seu exitoso(conquanto inconsistente) espectro político. Seria uma aceitação tácita dos novos rumos, por osmose,   numa boa, porque afinal ‘somos todos irmãos’ etc e tal.

As consequências nefastas desse projeto de 'conciliação com o inconciliável', que pretendeu  harmonizar – como se possível - realidades diametralmente opostas, a partir da celebrada ascensão de históricos 'excluídos', brotaram avassaladoras mal Lula assumiu em 2003, sob o discurso udenofascista, de receituário neoliberal, para genérico  e feroz combate à corrupção, escamoteadas, por óbvio, as raízes dessa endemia infestadora do planeta desde que o homem passou a interagir com seu semelhante.

Os agentes corruptos, das poderosas empresas sob controle do governo às pequenas repartições cartoriais,  provêm, convenhamos, da malversação do patrimônio público pelos donos do capital determinados à apropriação do Estado, que o querem mínimo e submisso à roda viva de seus deletérios interesses corporativos.

Por seu turno, os conglomerados midiáticos, nas vozes de exegetas da ‘moral e dos bons costumes’, tipo Bonner, Waack, Miriam Leitão, Sardenberg, Casoy, Boechat e outros mais ou menos votados, promovem diuturnamente, impunes e à exaustão, o descrédito das instituições democráticas, cooptando simpatias e aplausos, por sacrossanta ignorância, até de crédulos beneficiários do vigente projeto de inserção cidadã.

Em recente pesquisa de opinião, para que se elencassem os graves problemas do cotidiano, a corrupção figurou disparada  no topo da lista, descartada, embora tragicamente palpável,  a desigualdade como maior chaga crônica de nosso passivo social.

Malogradas, porém,  as expectativas de justas oportunidades para todos, diluídas na sanha antropofágica do andar de cima, um dia entenderemos, para além da retórica acadêmica de obstinados marxistas, que a CONCILIAÇÃO DE CLASSES é uma falácia burilada a fim  de preservar conformada a escumalha, em seu devido lugar de dependência e inação.

Enfim, ao distender nosso ânimo desde sempre reprimido, chegaremos à conclusão, há anos-luz adormecida em proverbial tibieza, de que bom cabrito mesmo é aquele que berra mais alto.

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