Conciliação
de Classes do PT pariu um monstro de múltiplas cabeças
Do AMgóes >>> Tomo a liberdade de recorrer
ao árido tema da CONCILIAÇÃO DE CLASSES, bandeira implícita da majoritária CONSTRUINDO
UM NOVO BRASIL (antiga 'Articulação'),
tendência do ex-presidente Lula e outras figuras de proa do Partido dos Trabalhadores,
como via preferencial, sem traumas
fratricidas, na luta das forças populares pelo poder.
Perceptível, todavia, pelo leigo minimamente arguto que os relevantes avanços socioeconômicos, experimentados
em pouco mais de uma década de governos petistas, careceram de uma solidez
ideológica para inibir(e erradicar) previsíveis
arreganhos do pérfido conservadorismo derrotado nas urnas.
Ao trocar figurinhas com desafetos conceituais,
o grupo do carismático Lula engendrou a afoiteza de atraí-los à órbita de seu
exitoso(conquanto inconsistente) espectro político. Seria uma aceitação tácita
dos novos rumos, por osmose, numa boa, porque
afinal ‘somos todos irmãos’ etc e tal.
As consequências nefastas desse projeto de
'conciliação com o inconciliável', que pretendeu harmonizar – como se possível - realidades diametralmente opostas, a partir da
celebrada ascensão de históricos 'excluídos', brotaram avassaladoras mal Lula
assumiu em 2003, sob o discurso udenofascista, de receituário neoliberal, para
genérico e feroz combate à corrupção,
escamoteadas, por óbvio, as raízes dessa endemia infestadora do planeta desde
que o homem passou a interagir com seu semelhante.
Os agentes corruptos, das poderosas empresas
sob controle do governo às pequenas repartições cartoriais, provêm, convenhamos, da malversação do patrimônio público pelos
donos do capital determinados à apropriação do Estado, que o querem mínimo e
submisso à roda viva de seus deletérios interesses corporativos.
Por seu turno, os conglomerados midiáticos, nas
vozes de exegetas da ‘moral e dos bons costumes’, tipo Bonner, Waack, Miriam Leitão,
Sardenberg, Casoy, Boechat e outros mais ou menos votados, promovem
diuturnamente, impunes e à exaustão, o descrédito das instituições democráticas,
cooptando simpatias e aplausos, por sacrossanta ignorância, até de crédulos
beneficiários do vigente projeto de inserção cidadã.
Em recente pesquisa de opinião, para que se
elencassem os graves problemas do cotidiano, a corrupção figurou disparada no topo da lista, descartada, embora tragicamente
palpável, a desigualdade como maior chaga crônica de nosso passivo social.
Malogradas, porém, as expectativas de justas oportunidades para
todos, diluídas na sanha antropofágica do andar de cima, um dia entenderemos,
para além da retórica acadêmica de obstinados marxistas, que a CONCILIAÇÃO DE
CLASSES é uma falácia burilada a fim de
preservar conformada a escumalha, em seu devido lugar de dependência
e inação.
Enfim, ao distender
nosso ânimo desde sempre reprimido, chegaremos à conclusão, há anos-luz adormecida
em proverbial tibieza, de que bom cabrito mesmo é aquele que berra mais alto.
Nenhum comentário:
Postar um comentário