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quinta-feira, 11 de fevereiro de 2016

Moro desfecha  o golpe do Carnaval:

Lula vai ser sitiado pela PF e pelo MP

em Atibaia 

    heil
O juiz Sérgio Moro, diga-se o que se disser dele, é um obcecado por seus próprios planos.
Chegou aonde queria e ardentemente trabalha, há dois anos, por chegar.
Usando, como há anos já enunciava, em seus artigos sobre a operação “Mãos Limpas”, “jornais e revistas simpatizantes”.
Já não precisa da afirmação hipócrita de que “Lula não é investigado”.
É e sempre foi.
Aliás, é seguido, monitorado e bisbilhotado desde sempre e muito  mais depois que deixou o Governo.
Seus passos são controlados ao ponto de saberem que foi, nestes quatro-cinco anos, 111 vezes ao sítio, não 110 ou 112.
O despacho de Moro, em pleno Carnaval, mandando investigar crime de peculato em relação ao sítio de Atibaia, propriedade de particulares não exercentes de cargos públicos,  tem endereço certo:
Art. 312 – Apropriar-se o funcionário público de dinheiro, valor ou qualquer outro bem móvel, público ou particular, de que tem a posse em razão do cargo, ou desviá-lo, em proveito próprio ou alheio:
Pena – reclusão, de dois a doze anos, e multa.
§ 1º – Aplica-se a mesma pena, se o funcionário público, embora não tendo a posse do dinheiro, valor ou bem, o subtrai, ou concorre para que seja subtraído, em proveito próprio ou alheio, valendo-se de facilidade que lhe proporciona a qualidade de funcionário.
Está na cara, não?
Lula, presidente, não usava o sítio, mas “concorreu para” que nele se fizessem reparos e ampliação, “em proveito próprio ou alheio”,  “valendo-se da facilidade que lhe proporciona a qualidade de funcionário”.
Concorreu como? Não vem ao caso.
Serve qualquer coisa.
Porque qualquer coisa no Brasil está sob a jurisdição de Sérgio Moro, da Polícia Federal do Paraná e dos rapazes furiosos do MP.
Lula está pronto para ser levado ao Galeão, digo, a Curitiba.
Onde não vai poder responder aos canalhas sem um “data vênia”
A única esperança da democracia no Brasil é que os até aqui indiferentes se assustem com o poder monárquico de Sérgio Moro, o Collor togado.
Triste sina a de um país que, depois de um golpe a primeiro de abril, vê outro se desfechar na terça de Carnaval.

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