'Operação Abafa': como
o tucanato se mantém
no poder em São Paulo
Desde o 'propinoduto' e o caso 'Alstom' até a
'máfia da merenda', reportagem lista 16
escândalos que os tucanos habilmente
abafaram na imprensa e na Câmara...
Tatiana Carlotti

Mais um escândalo envolvendo governos
tucanos veio à tona. Desta vez, a acusação é o superfaturamento em contratos
para o fornecimento de merenda escolar à Secretaria de Educação e mais 22
prefeituras do estado de São Paulo. Em delação, na “Operação Alba Branca”,
dirigentes da Cooperativa Orgânica Agrícola Familiar (COAF) citaram o deputado
Fernando Capez (PSDB-SP), presidente da Assembleia Legislativa do Estado de São
Paulo (Alesp), e o ex-chefe de gabinete da Casa Civil do Governo Alckmin, Luiz
Roberto dos Santos, o Moita, como participantes do esquema. Ambos negam.
Segundo denúncia do Ministério
Público Estadual (MPE), o superfaturamento chegava a 25% no valor de cada
contrato firmado entre a cooperativa e o setor público. O dinheiro era escoado
do Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE). O MPE aponta, ainda, o
pagamento de propina pela Coaf para burlar a disputa com outras cooperativas no
fornecimento da merenda. A fragilidade na fiscalização do Governo Alckmin já
havia sido denunciada pelo Tribunal de Contas da União (TCU). Em artigo
publicado no Diário do Centro do Mundo e republicado aqui, na Carta Maior, Mauro Donato detalha o esquema.
Denúncias relativas à “Máfia da
Merenda” não são de hoje. Em 2000, as empresas de Sérgio de Nadai, De Nadai
Alimentação e Convida Alimentação, foram tema de investigação por contratos sem
licitação durante o Governo Covas. Em 2009, a Convida Alimentação estava na
lista das empresas do cartel para o fornecimento de alimentos. Aliás, a
denúncia citava até mesmo a participação do cunhado de Alckmin, Paulo César
Ribeiro, no direcionamento de contratos de uma das empresas envolvidas no
cartel, a Verdurama.
Em 2012, o MPE denunciou o cartel da merenda à Justiça,
apontando fraudes em licitação em 57 municípios paulistas, entre 2001 e 2011.
Apesar de todas as denúncias, como destaca a reportagem(AQUI) da Carta Capital, de 14.01.2016, nos últimos anos
(2001 a 2015) foram fechados vários contratos entre a empresa de Sérgio de
Nadai e as secretarias do Governo Alckmin - Educação, Planejamento e Saúde –
totalizando R$ 75 milhões em vendas.
Com apoio da mídia e folgada maioria
entre os parlamentares na Alesp, os tucanos têm trânsito livre para comandar e
derrubar investigações e CPIs na Casa legislativa. Uma verdadeira “operação
abafa” como comprova o destino dos principais escândalos envolvendo os governos
de Mário Covas (1995 a 2001), Geraldo Alckmin (2001-2006 / 2011 até hoje) e
José Serra (2007 a 2011).
Confiram alguns:
1 - Crise no
abastecimento de água. Ocultamento de informações e da
real situação da crise de abastecimento de água em São Paulo, durante a disputa
eleitoral de 2014. Os gastos com publicidade saltaram, enquanto se mantinha o
discurso da ausência de racionamento, à revelia do que atestava a população nas
periferias. Ficou patente a má gestão e a omissão dos governos Alckmin e Serra
diante dos alertas sobre riscos no Sistema Cantareira, como, por exemplo, o
alerta da Fundação de Apoio à USP, em 2009 (FSP, 13.03.2014). Em meio à crise, também foi denunciado, pelo
MPE, o favorecimento de 13 empresas de engenharia em contratos realizados pela
Sabesp, entre 2008 a 2013, no escopo do programa de redução de perdas de água
no estado (OESP, 21.05.2014). Com ativos privatizados na Bovespa e
na Bolsa de Nova York, em março de 2015, Alckmin anunciou o pagamento de uma
dívida de R$ 1 bilhão para cobrir os rombos financeiros da "estatal".
A crise escancarou a quem realmente serve a “estatal” tucana. Criada na Câmara
Municipal de São Paulo, a CPI da Sabesp defendeu a necessidade de criação de
uma autoridade fiscalizadora municipal para monitorar a política de saneamento
básico. Autoridades tucanas permanecem intocáveis. Alckmin, inclusive, foi
agraciado com o “Prêmio Lucio Costa de Mobilidade, Saneamento e Habitação”. O
documentário “O escândalo(AQUI) da Sabesp” produzido pelo Diário do Centro do
Mundo detalha as irregularidades na “estatal” tucana.
2 - Socorro à
Folha, Estadão e Veja. Gastos de mais de R$ 3,8
milhões na compra de 15.600 assinaturas da Folha, Estadão e Veja, utilizando-se
verbas do orçamento da Secretaria de Educação. As assinaturas foram destinadas
às escolas da rede estadual de ensino em um projeto chamado “sala de leitura”,
como mostra a reportagem (AQUI)publicada por Altamiro Borges do Centro de
Mídia Barão de Itararé.
3 - Propinoduto
tucano. O esquema envolvendo
multinacionais da área de transporte sobre trilhos em sucessivos governos
tucanos – desde 1998 - veio à tona em meados de 2012. Documentos encaminhados
pela Justiça Suíça ao Conselho Administrativo de Defesa Econômica (CADE)
apontavam fraudes em licitações de trens e metrôs, pagamento de propina, superfaturamento
de obras e subcontratação de empresas derrotadas em concorrências. O escândalo
só foi descoberto porque a Siemens estava sendo investigada pela Justiça
suíça. Reportagem(AQUI) da Isto É (16.08.2013) apontava que na delação
da multinacional, foram citados nomes de várias autoridades tucanas, como os
secretários de Transporte Metropolitano, José Luiz Portella (Governo Serra) e
Jurandir Fernandes (Governo Alckmin). Entre 2008 e 2013, segundo reportagem(AQUI) da Rede Brasil Atual, mais de 15 representações
haviam sido encaminhadas aos ministérios públicos Estadual e Federal pela
oposição paulista. Entre os indiciados até agora estão os executivos das
empresas envolvidas.
4- Pedágios
abusivos e concessões de Rodovias. Irregularidades e distorções
nos contratos de concessão das rodovias de São Paulo, gerando preços
exorbitantes na cobrança dos pedágios – o estado cobre a mais alta taxa no
país. Em maio de 2014, durante a CPI dos Pedágios na Alesp, além dos preços
elevados, a oposição colocou em suspeita contrações de consultorias pela
Agência de Transporte do Estado de São Paulo (Artesp), que representavam 2/3 da
receita da agência. Também foi questionada a prorrogação de contratos firmados
em 1998 - assinada em aditivos no final de 2006 - permitindo às concessionárias
o direito de estenderem concessões, com base em novos tributos que passaram a
incidir após a assinatura dos contratos. Presidida pelo tucano Bruno Covas
(PSDB-SP) - e com maioria da base aliada - a CPI foi esvaziada e concluiu não
haver nenhuma irregularidade nos contratos.
5 - Nova
Marginal Tietê. Em 2012, no escopo das
investigações sobre o bicheiro Carlinhos Cachoeira, o ex-diretor da Dersa,
Paulo Vieira de Souza, mais conhecido como Paulo Preto, tornou-se suspeito por
contratos firmados entre a Dersa e a Delta Construções. Quando da denúncia,
Alckmin afirmou sobre os contratos à Folha: “Nem sei se tem, se tem são ínfimos”. Porém,
levantamento do blog Transparência SP apontava que, de 2002 a 2011, a Delta
Construções havia fechado pelo menos 27 contratos com empresas e órgãos
públicos do governo do Estado de São Paulo.
Entre os contratos suspeitos: a
ampliação da Nova Marginal Tietê. Com valor previsto em R$ 1 bilhão, em 2008; a
obra superou o valor de 1,75 bilhão, sem estar concluída. A Delta venceu a
concorrência do segundo lote da Nova Marginal Tietê, recebendo aditivos de R$
71 milhões que despertaram denúncias no MPE. Entre os suspeitos, estava seu
ex-diretor-executivo Fernando Cavendish, suspeito de ter fraudado(AQUI) a concorrência. Parlamentares da oposição ao governo
paulista também protocolaram(AQUI) um requerimento no Ministério Público para
investigar o aumento dos valores na obra da empreiteira, denunciando outros
consórcios entre órgãos públicos do estado e a Delta: um total de R$ 800
milhões – R$ 664 milhões celebrados na gestão Serra e R$ 140 milhões na gestão
Alckmin.
6 - Rodoanel 1. Em
2010, durante as investigações da Construtora Camargo Corrêa, no escopo da
Operação Castelo de Areia, a PF encontrou um pen drive e documentos que
indicavam o pagamento de propina pela empreiteira a autoridades tucanas.
Reportagem da revista Época (14.05.2010) apontava que entre os nomes
citados pela PF estavam Arnaldo Madeira, ex-chefe da Casa Civil (Governo
Alckmin), responsável pela checagem das obras do Rodoanel e do Metrô; Luiz
Carlos Frayze David, presidente do Metrô entre 2003 e 2007; e o ex-diretor da
Dersa, Paulo Preto. Coordenador do programa de governo de Aécio Neves na última
eleição, Madeira negou ter recebido dinheiro ou doações de campanha da
empreiteira. Luiz Carlos saiu do governo 40 dias após o acidente nas obras da
Estação Pinheiros. Já o ex-diretor da Dersa, Paulo Preto – acusado naquele ano
de ter desaparecido com cerca de R$ 4 milhões da campanha de Serra - foi
demitido oito dias após a inauguração do trecho sul do Rodoanel. No dia 5 de
abril de 2011 a operação Castelo de Areia foi anulada pela 6ª Turma do Superior
Tribunal de Justiça.
7 - Rodoanel 2. Em novembro de 2009, três vigas de um viaduto em obras no
trecho sul do Rodoanel caíram sobre a Rodovia Régis Bittencourt, na cidade de
Embu. Técnicos do TCU haviam soltado um laudo, em abril daquele ano, denunciando superfaturamento na
construção do trecho sul do Rodoanel, incluindo compras com valores, em média
30% acima do orçamento. O laudo apontava, também, alteração de métodos
construtivos pelas empresas para reduzir custos: por exemplo, a diminuição do
número de vigas utilizadas. A oposição tentou emplacar uma investigação,
denunciando a “pressa” do então governador José Serra em inaugurar o Rodoanel
em março de 2010, ano eleitoral. Dois anos depois, o TCU aceitou as explicações dadas pelo
Governo do Estado e pela Dersa, comandada à época, por Paulo Preto.
8 - Caso
Alstom. Em 2008, documentos da Justiça
suíça, enviados ao Ministério da Justiça do Brasil, evidenciavam o pagamento
sistemático de propinas pela empresa francesa a autoridades dos governos
tucanos. Entre 1998 a 2001, o dinheiro foi repassado por empresas offshore
(paraísos fiscais), em troca da assinatura de contratos no setor energético
paulista. Um dos engenheiros da Siemens apontava o sociólogo Claudio Mendes, assessor de Covas e secretário-adjunto de
Robson Marinho (Casa Civil), como intermediário nas negociações. À frente da
Secretaria de Energia, na época dos contratos, estiveram David Zylbersztajn,
genro do ex-presidente FHC; o deputado Andrea Matarazzo; e Mauro Arce,
ex-secretário estadual dos Transportes. José Serra se esmerou para bloquear a
CPI, impedindo que as ligações entre Alstom e Governo fossem
investigadas ou mesmo discutidas.
A multinacional francesa fechou um
acordo na Justiça, aceitando pagar R$ 60 milhões para se livrar do processo.
Robson Marinho, um dos fundadores do PSDB e chefe da Casa Civil de Covas,
permanece como o réu na ação do Ministério Público, como destaca a Folha de S. Paulo (22.12.2015).
9 - CPI da
Eletropaulo. Privatizada em 1998, a
Eletropaulo foi vendida para o consórcio Lightgás, liderado pela AES
Corporation, por R$ 2 bilhões - parte do valor financiado pelo BNDES. À frente
da negociação, estava o governador Geraldo Alckmin, na época presidente do Programa
Estadual de Desestatização (PED) do Governo Covas. Após a demissão de metade
dos funcionários da estatal e das suspeitas sobre o baixo valor da venda,
parlamentares da oposição tentaram instalar uma CPI. Apenas em 2008, após o
escândalo Alstom vir à tona, ela pode ser instalada. Além do baixo preço da
venda, os deputados denunciavam (veja aqui) ilegalidades formais e improbidade administrativa
praticada pelo BNDES na concessão do empréstimo. Os parlamentares também pediam
que se incluísse a Alstom no bojo das investigações. A CPI foi encerrada
naquele, sem mencionar a multinacional francesa em seu relatório. Em 2013, nova
tentativa de investigação foi enterrada pelos deputados da situação na Alesp.
10 - Cartões de
Pagamento. Em 2008, no auge das denúncias sobre
cartões corporativos do Governo Federal, a Folha de S. Paulo trouxe uma matéria
apontando que o Governo Serra havia gastado R$ 108,3 milhões(AQUI) em cartões de pagamento de despesas. A
denúncia motivou o primeiro pedido de CPI da bancada petista naquele ano,
enterrada pela situação na Alesp. Três anos depois, outra reportagem do jornal, afirmava que em dez anos, o Governo
paulista gastara R$ 609 milhões em cartões de pagamento. “O valor é 70% maior
que o registrado pelo governo federal no período”, afirmava o texto.
11 - Cratera do
Metro. Em novembro de 2004, começaram
as obras da Linha 4 – Amarela do Metrô, com previsão de inauguração em 2008. Em
janeiro de 2007, porém, ocorreu um desmoronamento vitimando sete pessoas e
abalando a estrutura de vários imóveis na região. Dados do Sindicato dos
Metroviários, à época, apontavam a existência de 11 acidentes desde o início
das obras na Linha 4, um deles com vítima fatal. Em junho de 2008, laudo do
Instituto de Pesquisa Tecnológicas (IPT)denunciava a execução inadequada do projeto, culpando o
Consórcio Via Amarela pelo acidente. Em agosto de 2008, o laudo final do
Instituto de Criminalística (IC) apontava falhas na fiscalização do Metrô. O processo foi lentamente
arrastado pela Justiça paulista. Reportagem(AQUI) da Rede Brasil Atual, em 2014, denunciava a
impunidade e o fato de ninguém ter sido julgado pelas mortes.
12 - Companhia
de Desenvolvimento Habitacional e Urbano (CDHU). A
Operação Pomar, deflagrada em 2007, apontava um esquema de superfaturamento e
fraudes em licitações para construção de casas em 23 municípios paulistas. A
partir do exame do livro-caixa da empreiteira FT Construções, entre(AQUI) os suspeitos estavam prefeitos, vereadores,
empresários, diretores da CDHU e o ex-secretário de Habitação de Alckmin, Mauro
Bragato, absolvido pelo Conselho de Ética da Alesp.
Em novembro de 2007, o Legislativo
paulista chegou, inclusive, a mudar pareceres do TCE que indicava
irregularidades em quatro obras das gestões Alckmin e Covas. O novo parecer do TCE foi elaborado por Bruno Covas (PSDB),
neto do ex-governador que afirmara ser obrigação do Legislativo analisar os
casos julgador irregulares pelo TCE, referendando ou reformando a decisão.
Houve uma CPI da CDHU, mas sob a presidência do deputado José Augusto (PSDB) e
sem dar o prazo necessário às investigações, como demandavam os parlamentares
da oposição, ela foi(AQUI) encerrada em 2009.
13 - CPI das
obras do Tietê. Em 2005, o rebaixamento da calha do
Tietê foi tema de várias reportagens questionando os gastos acima de R$ 1
bilhão, a partir de aditivos e acréscimos aos valores iniciais do
empreendimento. O acerto prévio pelo financiamento do JBIC (banco japonês),
garantia que não seriam toleradas elevações de preços superiores ao limite
legal de 25%. O Governo Alckmin, porém, fez alterações no contrato da obra,
contratou consultorias, aumentando os valores iniciais em 148%, como denunciava
reportagem da FSP. A oposição tentou instaurar uma
CPI, mas jamais conseguiram.
Além das suspeitas de
irregularidades, como detalha Henrique Costa, no artigo As tragédias anunciadas(AQUI) do Rio Tietê, neste site (15.05.2011),
após a entrega da obra de ampliação da calha do Tietê, técnicos alertaram que a
eficiência da obra (que custou quase R$ 2 bilhões) dependia, fundamentalmente,
da limpeza da calha do rio. O sucessor de Alckmin no Estado, José Serra não deu
atenção ao alerta: retirou do rio apenas 200 mil m3 de resíduos, quando a média
anual necessária deveria ficar entre 400 e 600 mil m2.
14 - Nossa
Caixa. Esquema de favorecimento da
Nossa Caixa – banco estadual na época e terceiro maior banco público do país –
para distribuição de verbas públicas para deputados ligados à base aliada do
Governo Alckmin. A denúncia dizia respeito a irregularidades nas verbas
publicitárias do banco, que operou por um ano e meio com contratos vencidos (R$
28 milhões no total) com duas agências de publicidade: Colucci & Associados
Propaganda Ltda. e Full Jazz Comunicação e Propaganda Ltda. O gerente de
marketing Jaime de Castro Júnior foi afastado e uma sindicância interna
encaminhada ao Tribunal de Contas Estadual. Em posse dos documentos, a Folha de
S. Paulo publicou uma reportagem – Banco estatal(AQUI) beneficiou aliados de Alckmin (23.03.2006)
– afirmando que o Palácio dos Bandeirantes “interferiu para beneficiar com
anúncios e patrocínios” deputados da base aliada na Assembleia Legislativa. Com
a quebra do sigilo da correspondência de Castro Júnior, foi revelado que os
pedidos de benefício haviam partido de Roger Ferreira, então assessor-chefe de
comunicação de Geraldo Alckmin, e também assessor da presidência da Nossa
Caixa. Ele atuou nas equipes de marketing das campanhas presidenciais de
Fernando Henrique Cardoso e José Serra. Geraldo Alckmin exonerou Roger Ferreira
após as denúncias. Duas tentativas de se convocar uma CPI sobre o assunto
foram abafadas.
15 - Aeroporto
Fantasma. Em 2005, o governo Alckmin
investiu pesado em obras no aeroporto Antônio Nogueira Junior, em Itanhaém, com
85 mil habitantes à época. Batizado de “aeroporto fantasma", o movimento
médio de passageiros naquele ano não ultrapassou 5 pessoas por dia. O total
gasto pelo governador na obra chegou a R$5,5 milhões, com direito a uma pista
capaz de receber até mesmo um Boeing 737, como denunciava a Folha de São Paulo. Tentativa de investigações foram abafadas
pelos tucanos.
16 - Compra de
votos. Em julho de 2005, reportagem da Folha de S. Paulo trazia à tona uma
conversa telefônica entre os deputados estaduais Romeu Tuma Jr. (PMDB-SP) e
Paschoal Thomeu (PTB-SP), às vésperas da eleição do novo presidente da Alesp.
Entre os candidatos estava Rodrigo Garcia (PFL), apoiado por Tuma Jr. e Edson
Aparecido (PSDB), apoiado por Alckmin. Na gravação, Thomeu afirmava que votaria
em Edson Aparecido, alegando que suas "seis firmas" estavam em
situação muito difícil e mencionava a venda de terras para a CDHU. Dizia ainda
que o governador em pessoa havia lhe prometido ajuda. Confrontado com a
gravação, o deputado afirmou que a conversa foi uma desculpa que inventou(AQUI) para não magoar Tuma, como apontava a reportagem do
jornal.
Dada a quantidade de escândalos, a
reportagem continua.
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