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domingo, 6 de março de 2016

Kamel deu  10 minutos a 

Lula no Jornal Nacional

Vai pagar caro...

O Globo é o que é pelo que não deu...



bessinha jim jones
Ali  'Jones', ultrapoderoso diretor do jornalismo 'global', mas nada esperto, lançou no Jornal Nacional de sexta(4) e na Globo News 'ao vivo', dois anos e meses antecipado,  o horário eleitoral para Lula/2018
O livro “O Quarto Poder” reproduz as principais instruções do Roberto Marinho ao seu diretor de jornalismo, Armando Nogueira.


A segunda instrução: “não quero preto nem desdentado” no jornal nacional(A única exceção era o Pelé).

Terceira: "...se o Brizola se jogar na linha do trem para salvar uma criança, se a criança se salvar e o Brizola morrer, mesmo assim você tem que me consultar para saber se pode dar o nome do Brizola no Jornal Nacional..."

(Até sexta-feira-4 de março, essa ordem continuava em vigor. Bastava substituir “Brizola” por “Lula” e “Dilma”.)

E a primeira, síntese perversa e genial de como administrar um poder monopolista de mídia(nem William Hearst, imortalizado no “Citizen Kane” do Orson Welles foi capaz de dar uma ordem tão clara):

- O Globo é o que é não pelo que dá, mas pelo que não dá!

(Ele não se referia “à Globo”, mas ao “Globo”, porque, para ele, a empresa era o Globo, o mundo inteiro, o sistema solar, a Terra, o jornal que ele herdou do pai quando tinha 21 anos.)

O 'Gilberto Freire com “i”'(AK: "Não há rascismo no Brasil") é o mais poderoso diretor de Jornalismo da Globo.

O ansioso blogueiro trabalhou com os outros três e sabe do que fala.

É o mais poderoso, mas o menos esperto.

Kamel desprezou essa regra elementar, cruel, do Dr Roberto e, na sexta-feira, no dia do sequestro do Lula, deu ao Lula DEZ MINUTOS no Jornal Nacional.

Como diz um funcionário do Instituto Lula, foi o melhor horário eleitoral gratuito do PT, desde sua fundação.

Kamel pretendia decompor a 'jararaca' em pedacinhos.

Entrecortava as falas de Lula com a intervenção do William Bonner, inútil e parcial.

Mas, o Kamel não conseguiu cortar a jararaca.

Ao contrário.  
Deu-lhe vida.

Transformou-a no 'dragão da maldade'.

Não se dá dez minutos ao Lula, no Jornal Nacional, impunemente.

Nem a GloboNews deveria ter transmitido a íntegra da fala do Lula, depois do sequestro, na sede do PT em São Paulo.

Outro erro imperdoável.

Estivesse o Dr Roberto vivo, e cabeças já teriam rolado nesse fim de semana.

(Mas, sabe como é, os filhos não têm nome próprio, nem possuem um triplex em Paraty.)

O resultado desse erro fatal do “i” foi a pesquisa(AQUI) Vox Populi, que, arrasadoramente, enrolou o Moro nas tripas da Globo.

Uma pesquisa feita no Facebook, com a chancela de qualidade do Marcos Coimbra, que dá de 10 a zero nesses pesquisólogos do Datafalha e do Globope!

Com os dez minutos no JN e a íntegra na GloboNews – veja na pesquisa que muita gente tomou conhecimento do discurso empolgante, desafiador da 'jararaca' – o Kamel passa a desempenhar na campanha “Lula/2018” o papel que o Agripino Maia, esse Varão da Ética demotucana, desempenhou na primeira eleição da Dilma.

Deu a Dilma a possibilidade de fazê-lo em farelo: "Quem serviu à ditadura foi o senhor, senador, porque eu mentia aos torturadores!"

Triste sina a do Dr Roberto: ver o Armando Nogueira substituído pelo 'Agripino Maia'!

Como diz o Conversa Afiada: o direito de herança destruiu o PiG!

(Paulo Henrique Amorim)

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