Vítor Santiago: paraplégico
e amputado, vítima da 'pacificação' do PMDB no Rio
Na realidade, realizaram uma espécie de 'favela-bairro' da Segurança Pública('favela-bairro', aquele programa de obras superficiais nas comunidades periféricas, da infraestrutura enganosa propriamente dita aos direitos à moradia jamais conferidos de papel passado, conforme prometido em campanhas eleitorais dos anos 1990).
Tal qual a falaciosa promessa de 'nova vida' do projeto de César Maia e Luiz Paulo Conde, as UPP, afora 'remendos' pontuais no dia a dia das comunidades 'pacificadas', foram elas mesmas entregues a logísticas diversas dos(escamoteados) planos originais, ensejando homeopática reapropriação de antigos 'domínios' por grupos marginais.
Efetivamente, o poder público, ato contínuo à ofensiva da repressão policial-militar, reforçada por contingentes federais, malgrado 'balões de ensaio' semeadores de vãs esperanças, a pouco e pouco afrouxou o laço, postergando às calendas inadiáveis programas socioeconômicos de integração comunitária, destinados a inibir eventual recrudescimento(já recorrente em vários locais) das atividades criminosas cuja erradicação fora celebrada com foguetório, bandas de música e hasteamento da bandeira nacional.
Não raras vezes, como a protagonizada neste 'post' por Vítor Santiago, morador do complexo da Maré, irreversíveis consequências têm implicado, parafraseando uma referência bíblica, 'gemidos e ranger de dentes', afora a perda de vidas por conta do descontrole psicológico dos agentes da lei, pesadamente armados, que puxam o gatilho diante da neurótica desconfiança de alguém, já enquadrado na mira do fuzil, constituir-se 'suspeito' e 'inimigo da ordem pública' mantida a(subreptício, diuturno e ultraestressante) 'toque de recolher'.
Via Maré Vive, no Facebook
Maré Vive adicionou um novo vídeo: VITOR SANTIAGO.
Ontem fez um ano que o carro em que Vitor Santiago estava foi fuzilado por militares do Exercito Brasileiro, aqui na Maré. A pacificação é uma farsa. Queremos justiça!
Via Justiça Global
"12 de Fevereiro de 2015. Depois do carnaval, o ano efetivamente iria começar para Vitor Santiago, que utilizava a indenização recebida de seu último trabalho para concluir um curso de segurança do trabalho. Naquele 12 de fevereiro, Vitor, jovem morador da Maré, saiu com amigos para assistir a um jogo de futebol em um bairro próximo a sua casa. No retorno, o carro em que estavam Vitor e outros 4 jovens foi fuzilado por militares do Exército. O primeiro tiro atingiu Vitor no tórax, perfurando sua medula e deixando-o em estado de paraplegia. O segundo foi dado em sua perna, quando Vitor já estava fora do veículo. A perna teve que ser amputada para que Vitor não perdesse a vida.
Há um ano, Vitor e sua mãe, Irone Santiago, lutam por reparação e justiça. No fim de 2015, com o auxílio de militantes da Campanha Reaja ou Será Morta, Reaja ou Será Morto, Vitor e Irone descobriram que não há sequer inquérito aberto para apurar o crime cometido contra a sua vida e integridade física. No único procedimento aberto, Vitor consta apenas como testemunha do incidente que mudou completamente sua história.
Neste 12 de fevereiro, a Justiça Global relembra a luta de Vitor Santiago, um sobrevivente da violência do Estado no Rio de Janeiro, vítima da ocupação do exército na Maré."
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