domingo, 3 de abril de 2016

Ministro da Justiça: "O momento é de resistir às tentativas de golpe"  

                    

O ministro da Justiça, Eugênio Aragão, inaugura as sessões de trabalho da Comissão de Anistia em 2016, lembrando os 52 anos do golpe militar de 1964O ministro da Justiça, Eugênio Aragão, disse nessa sexta-feira (1°/4), que, diante da crise política no país, o momento é de ter disposição para defender as conquistas sociais e populares que marcaram os últimos anos e manter a democracia.

Neste momento não podemos mostrar fraqueza. Porque se mostrarmos fraqueza seremos dominados e corremos risco de retrocesso. É importante para cada um de nós resistir. Não temos de temer nada. Não podemos ter medo porque é o medo o que nos paralisa. Temos de ir para frente com serenidade, mas também com muita disposição”, disse Aragão durante a abertura das sessões de trabalho de 2016 da Comissão de Anistia do Ministério da Justiça. A cerimônia também lembrou os 52 anos do golpe militar de 1964.


O momento é de mostrar nossa disposição e nossa garra. Conclamo todos a resistir a todas as tentativas de golpe”, disse o ministro.

Segundo Aragão, o momento atual do país se parece, em diversos pontos, ao cenário que se via na época em que o regime militar tomou o poder. “Esta data(1º de abril) tem de ser, para todos nós, um momento de reflexão sobre tolerância, sobre diálogo e sobre a necessidade de construirmos pontes, para que aquilo que aconteceu há 52 anos não volte a se repetir.

Aragão disse que seu Ministério está atento a pessoas que estão tomando iniciativas de ódio e de intolerância, e que não querem a democracia que, “com muito custo e muita dor”, foi conquistada no Brasil.

As pessoas que ultrapassam a linha vermelha, e que tratam seus semelhantes com violência ou desprezo, seja no mundo real ou no mundo virtual, terão a devida resposta deste ministério”, enfatizou.

O ministro criticou o processo de impeachment contra a presidenta Dilma Rousseff e disse que a tentativa contraria a decisão das urnas. “Não podemos tolerar que aqueles que não conseguiram ganhar na eleição queiram agora no tapetão quebrar a ordem democrática, fazendo um discurso jurídico que nada mais é do que um discurso oportunista e ideológico", disse.

Aragão disse que Dilma deve prosseguir seu mandato e “garantir qualidade de governança” para manter conquistas sociais alcançadas nos governos do PT. 

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