é uma resistência coletiva
Estudantes são exemplos da construção de lutas no
Brasil...
Valéria Herrera
Vivemos uma fase difícil, é
necessário e urgente uma luta solidária e coletiva. Construir caminhos de
resistência contra a violência que enfrenta os países da nossa região. Essas
batalhas estão na rua com a pujança que vem contra injustiças sociais. Marchas,
protestos, concentrações, tiros, manifestações. As ruas e espaços públicos são
seus cenários.
Uma Marcha Nacional em defensa da Educação nas universidades públicas aconteceu em Buenos Aires, em frente ao
Ministério da Educação. A Universidade de Buenos Aires (UBA) como o restante
das Universidades Nacionais, enfrenta uma crise no orçamento. O valor aprovado
para gastos de funcionamento não contempla nenhum incremento em comparação com
2015, e não permitirá financiar todas as atividades da universidade. Além
disso, o investimento salarial do Governo Nacional para os docentes universitários
é insuficiente.
Estudantes organizados contra máfia
na merenda
escolar ocupam ALESP. Foto: Mídia Ninja
Enquanto isso no Brasil, país que
atravessa uma crise politica e a possível destituição de Dilma Rousseff, tem o
seu cenário de lutas também nas ruas. Os estudantes do Estado de São Paulo
tomaram o posto com ousadia e valentia.
O movimento estudantil protesta
contra um plano executado pelo governador Geraldo Alckmin, do PSDB, partido de
oposição ao governo de Dilma Rousseff, que no ano passado foi obrigado a rever
o fechamento de escolas de toda a rede depois de ver a reação da comunidade
escolar com a ocupação de 211 escolas. A ação da policia foi criticada por agir
com truculência contra os estudantes.
A força dos jovens foi demonstrada
novamente com ação e luta.
Neste momento, cerca de 20 escolas
estão tomadas em São Paulo. Uma dessas escolas é o Centro Paula Souza, sede
administrativa de escolas técnicas da capital. Os estudantes tomaram o Centro
durante 8 dias e foram expulsos do estabelecimento com violência, golpes,
arrastados, com especial agressividade contra negros, e houve um jornalista
feridos com escudo, a base de uma ordem judicial que autorizou, depois de
muitas idas e voltas, a Secretaria de Segurança Pública do governo Alckmin o
uso de armas. Novamente a ação violenta não permitiu que os jornalistas
registrassem a ação, enquanto a policia filmava com câmeras Go Pro de última
tecnologia em primeiros planos todos os manifestantes.
Violência policial reprime movimentos
organizados
contra corrupção no sistema escolar. Foto: Mídia Ninja
Essa é a luta coletiva dos estudantes
que demonstram em cada ação um grande conhecimento sobre as reivindicações e
organização. Assim ocuparam a Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo
muitos que integram a União Brasileira de Estudantes Secundaristas (UBES) e a
União Paulista de Estudantes Secundaristas (UPES), sacudindo muitos setores de
direita da sociedade paulista.
Cerca de 75 estudantes chegaram ao
plenário em meio a uma sessão e ocuparam o lugar pedindo uma Comissão Especial
que investigue a fraude no orçamento da merenda escolar. Deputados e o
Presidente da Câmara, Fernando Capez, do PSDB, são acusados de receber propina
para facilitar contratos superfaturados. A comida às vezes é a única recebida
pelos alunos que passam fome. “Muitos não tem dinheiro para comprar um
sanduíche na cantina, não vamos aceitar que nosso país pague pela corrupção. Há
meses estabelecemos uma luta democrática contra o "ladrão da
merenda". Sabemos o valor que tem a democracia e a importância de
respeitá-la”, dizem.
O novo
movimento estudantil tem suas bases na internet
e naocupação de
prédios públicos. Foto: Mídia Ninja
O governo os reprimiu e decidiu
pressioná-los economicamente com uma multa a cada estudante ocupante de 30 mil
reais. “Seguimos em luta pela abertura da Comissão Parlamentar, pela condenação
dos ladrões da merenda e por uma escola que deveríamos ter”, afirmaram os
jovens.Tanto a Assembleia Legislativa como em todas as outras ocupações, os
estudantes demonstraram que as coisas se modificam em ação e união. Deusinha
Rocha, docente, expressou o impulso de milhares e milhares de pessoas nas redes
sociais em apoio a esta luta. "Tenho orgulho de ter alunos com essa
consciência política", afirmou a professora.
“Não vamos sair, não desistimos e
nada vai nos fazer parar. Nossa luta, graças a esta ocupação, alcançou um nível
inesperado e histórico. Paralisamos o Estado de São Paulo para que todos os
deputados nos escutem”, exclamaram.
A manifestação mostrou suas
exigências pela defesa dos direitos, e a força que é gerada no coletivo de
lutas. Com esta ocupação se escreveu um capítulo da história do Brasil. Depois
de muito tempo o povo ajusta as contas com o parlamento estadual, e se põe na vitrine
de uma sociedade hostil, que todavia, tem medo de gritar por seus direitos.
Eles demonstraram que a resistência é coletiva.
é uma resistência coletiva
Estudantes são exemplos da construção de lutas no
Brasil...
Valéria Herrera
Uma Marcha Nacional em defensa da Educação nas universidades públicas aconteceu em Buenos Aires, em frente ao
Ministério da Educação. A Universidade de Buenos Aires (UBA) como o restante
das Universidades Nacionais, enfrenta uma crise no orçamento. O valor aprovado
para gastos de funcionamento não contempla nenhum incremento em comparação com
2015, e não permitirá financiar todas as atividades da universidade. Além
disso, o investimento salarial do Governo Nacional para os docentes universitários
é insuficiente.
Estudantes organizados contra máfia
na merenda
escolar ocupam ALESP. Foto: Mídia Ninja
Enquanto isso no Brasil, país que
atravessa uma crise politica e a possível destituição de Dilma Rousseff, tem o
seu cenário de lutas também nas ruas. Os estudantes do Estado de São Paulo
tomaram o posto com ousadia e valentia.
O movimento estudantil protesta
contra um plano executado pelo governador Geraldo Alckmin, do PSDB, partido de
oposição ao governo de Dilma Rousseff, que no ano passado foi obrigado a rever
o fechamento de escolas de toda a rede depois de ver a reação da comunidade
escolar com a ocupação de 211 escolas. A ação da policia foi criticada por agir
com truculência contra os estudantes.
A força dos jovens foi demonstrada
novamente com ação e luta.
Neste momento, cerca de 20 escolas
estão tomadas em São Paulo. Uma dessas escolas é o Centro Paula Souza, sede
administrativa de escolas técnicas da capital. Os estudantes tomaram o Centro
durante 8 dias e foram expulsos do estabelecimento com violência, golpes,
arrastados, com especial agressividade contra negros, e houve um jornalista
feridos com escudo, a base de uma ordem judicial que autorizou, depois de
muitas idas e voltas, a Secretaria de Segurança Pública do governo Alckmin o
uso de armas. Novamente a ação violenta não permitiu que os jornalistas
registrassem a ação, enquanto a policia filmava com câmeras Go Pro de última
tecnologia em primeiros planos todos os manifestantes.
Violência policial reprime movimentos
organizados
contra corrupção no sistema escolar. Foto: Mídia Ninja
Essa é a luta coletiva dos estudantes
que demonstram em cada ação um grande conhecimento sobre as reivindicações e
organização. Assim ocuparam a Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo
muitos que integram a União Brasileira de Estudantes Secundaristas (UBES) e a
União Paulista de Estudantes Secundaristas (UPES), sacudindo muitos setores de
direita da sociedade paulista.
Cerca de 75 estudantes chegaram ao
plenário em meio a uma sessão e ocuparam o lugar pedindo uma Comissão Especial
que investigue a fraude no orçamento da merenda escolar. Deputados e o
Presidente da Câmara, Fernando Capez, do PSDB, são acusados de receber propina
para facilitar contratos superfaturados. A comida às vezes é a única recebida
pelos alunos que passam fome. “Muitos não tem dinheiro para comprar um
sanduíche na cantina, não vamos aceitar que nosso país pague pela corrupção. Há
meses estabelecemos uma luta democrática contra o "ladrão da
merenda". Sabemos o valor que tem a democracia e a importância de
respeitá-la”, dizem.
O novo
movimento estudantil tem suas bases na internet
e naocupação de prédios públicos. Foto: Mídia Ninja
e naocupação de prédios públicos. Foto: Mídia Ninja
O governo os reprimiu e decidiu
pressioná-los economicamente com uma multa a cada estudante ocupante de 30 mil
reais. “Seguimos em luta pela abertura da Comissão Parlamentar, pela condenação
dos ladrões da merenda e por uma escola que deveríamos ter”, afirmaram os
jovens.Tanto a Assembleia Legislativa como em todas as outras ocupações, os
estudantes demonstraram que as coisas se modificam em ação e união. Deusinha
Rocha, docente, expressou o impulso de milhares e milhares de pessoas nas redes
sociais em apoio a esta luta. "Tenho orgulho de ter alunos com essa
consciência política", afirmou a professora.
“Não vamos sair, não desistimos e
nada vai nos fazer parar. Nossa luta, graças a esta ocupação, alcançou um nível
inesperado e histórico. Paralisamos o Estado de São Paulo para que todos os
deputados nos escutem”, exclamaram.
A manifestação mostrou suas
exigências pela defesa dos direitos, e a força que é gerada no coletivo de
lutas. Com esta ocupação se escreveu um capítulo da história do Brasil. Depois
de muito tempo o povo ajusta as contas com o parlamento estadual, e se põe na vitrine
de uma sociedade hostil, que todavia, tem medo de gritar por seus direitos.
Eles demonstraram que a resistência é coletiva.
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