sexta-feira, 13 de maio de 2016

E as panelas, que não as ouvimos tilintando  para  saudar  o Temer e seus 'fichas sujas'???                  


Resultado de imagem para Charges de panelaçosDo AMgóes 

Parafraseando Bilac: 'Ora, direis, ouvir panelas...' Afinal, onde elas estão que não as escutei tilintando nas varandas da elite 'patriótica', em sons de metálica histeria do 'fora Dilma'?

Preparei-me para ouvi-las nessa quinta cedinho, ecoando em frêmitos orgasmáticos pela admissibilidade do 'impeachment' da presidenta no Senado. Incomodou-me, todavia,  a frustrante expectativa explicitada por um silêncio que sufocou até mesmo o pipilar dos pardais, contumazes visitantes matinais de minha varanda, aqui na Tijuca.

E as panelas? Confesso que, infernizado nos últimos tempos por elas, mal começavam as esporádicas falas de Dilma na TV, acabei absorvendo os recorrentes decibéis, que produziam desde o ano passado nas principais metrópoles brasileiras, com direito a transmissão 'ao vivo' pelo famigerado Jornal Nacional(vídeo abaixo).

'Panelaço' das 'varandas-gourmet'
 em São Paulo (mar/2015)

Meu 'apê' e seu entorno tijucano, no sub-bairro da 'Muda', são constituídos, importante frisar, de moradores-classe média, remediados, servidores públicos, empresários 'meia boca',  aposentados, nenhum de reconhecida 'bala na agulha', longe disso. Alguns ricos, antes aqui residentes, mudaram-se de mala e cuia, faz tempo,  para a 'fashion' Barra da Tijuca, onde, a exemplo do plano-piloto de Brasília, não há esquina nem botequim para se jogar uma conversa fora, e todos se escondem em condomínios cercados de muros, seguranças armados e parafernália eletrônica por todos os lados.

Resultado de imagem para Charges de panelaçosRepito: preparei-me 'espiritualmente', na madrugada de plantão aqui do 'blog', entre essas quarta e quinta-feira, acompanhando a (mais contida) ópera bufa do Senado, prevendo alvorada com 'panelaço'. E nada. Aguardei a tarde-noite de ontem, no pós-posse de Temer e a cambada de 'fichas sujas' de seu ministério golpista. Mais uma vez, nem uma mísera frigideira deu ar da graça para festejar os novos tempos de 'ordem e progresso', na esteira do anúncio de 'redenção' do Brasil.

Concluo, enfim, que os patéticos 'coxinhas et caterva' em meu derredor e alhures, ainda traumatizados com o insólito 'show de horrores' da Câmara em 17 de abril("...em nome de Deus, de minha mulher, de meus filhinhos, de minha mãezinha, da PQP...'), decidiram melancolicamente meter a viola no saco e, sem vaselina,  'o galho dentro', desconfiados de que dias piores virão.

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