Atos pelo Brasil denunciam as medidas de Temer para acabar com direitos históricos
Railídia Carvalho 
As paralisações desta quinta-feira (22) denunciaram ao país as ameaças contras direitos trabalhistas, previdenciários e sociais representadas pelo governo de Michel Temer.Os atos reuniram centrais de trabalhadores, juventude, entidades do campo, educadores, servidores públicos e bancários, entre outras categorias.O objetivo é preparar uma greve que pare o país,que se vê diante de um cenário de retrocessos em direitos sociais históricos. Cerca de 20 estados realizaram atos de protesto.
No Rio Grande do Sul, os protestos aconteceram nas cidades de Rio Grande, Pelotas e em Porto Alegre. Na capital gaúcha, a Brigada Militar usou spray de pimenta, bombas e gás lacrimogêneo para impedir a paralisação nas garagens de ônibus. “Eles estão agredindo aqueles que hoje defendem não só os direitos do conjunto da classe trabalhadora, mas também manifestando contrariedade ao parcelamento dos salários dos próprios brigadianos”, declarou o presidente da Central de Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil-RS, Guiomar Vidor.
O dirigente avaliou como positiva a manifestação que denunciou a tentativa do governo Temer de precarizar as condições de trabalho e atacar a Consolidação das Leis Trabalhistas (CLT). “Atingimos nosso objetivo, conseguimos mobilizar um grande número de trabalhadores, a partir da unidade construída pelas centrais e outras entidades”, avaliou Vidor.
"A grande marca foi da unidade contra o governo Temer e sua política antinacional e antipopular", afirmou José Marcos Araújo, presidente da CTB-PA. O ato em Belém realizou uma passeata que percorreu 3,5 km saindo da região do Mercado de São Braz até o centro da cidade, na praça da República. Segundo informações da CUT Pará, a manifestação também protestou contra a intransigência dos banqueiros. A exemplo da nacional, a greve no Pará completou nesta quinta-feira 17 dias.
Goiás
Os protestos reivindicaram a libertação dos “presos políticos de Goiás”. No dia 17 de setembro foram presos 40 estudantes que realizaram ocupações na sede do Conselho Estadual de Saúde. Desde abril, estão presos lideranças do Movimento dos Trabalhadores rurais sem Terra (MST).
Ailma afirmou que os atos são uma “preparação para a greve geral”. De acordo com ela, a “luta é pelos direitos legítimos conquistados e em defesa do Brasil.
Espírito Santo
O sindicalista afirmou ao Portal CTB que a manifestação é uma “preparação para a greve geral para defendermos os nossos direitos, que conquistamos a duras penas. Além de defendermos a democracia e as Diretas Já para o país voltar ao rumo do desenvolvimento autônomo”.
São Paulo
Após ato, que reuniu dirigentes de nove centrais sindicais emfrente à Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp) na avenida Paulista, a manifestação continuou no Museu de Arte de São Paulo (Masp) com uma assembleia de educadores que seguiu em passeata até a praça da República. Em Diadema, Osasco, Santo André, Sorocaba e São Bernardo os trabalhadores realizaram paralisações, assembleias e passeatas contra a retirada de direitos.
Bahia
Ceará
Nesta quinta-feira pela manhã trabalhadores de diversas categorias pararam uma das principais avenidas de Fortaleza, a avenida Duque de Caxias. Durante a tarde a manifestação continuou no bairro de Fátima, em frente a uma das maiores empresas da capital, a Contax.
“O povo informado, mobilizado nas ruas, cumpre papel importantíssimo. Só a acumulação de forças é capaz de garantir nossas conquistas históricas. Não vamos aceitar que o preço da crise seja colocado nas costas do trabalhador. Quem fez a crise que pague por ela”, enfatizou Simplício.
Minas Gerais
As passeatas e paralisações foram realizadas também nos Estados da Paraíba, no Distrito Federal, Santa Catarina, Paraná, Piauí, Pernambuco, Sergipe, Rio Grande do Norte, Mato Grosso e Mato Grosso.
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