segunda-feira, 3 de abril de 2017

Temer  e  Meirelles,  perdidos e  incapazes  tanto  de  fazer     quanto  de  compreender         

Janio de Freitas                        

 Resultado de imagem para Fotos de Temer e Meirelles preocupados

Nem a complacência interessada com que o poder econômico, a dita imprensa escrita e a TV tratam Michel Temer (conduta que serve de proteção para um lado e ilusão para o outro), consegue escapar desta realidade deprimente: Temer e Henrique Meirelles estão aturdidos, perdidos no emaranhado de suas afirmações e subsequentes recuos, incapazes tanto de fazer quanto de simplesmente compreender.
E a verdade daí decorrente é que, em dez meses, a situação do Brasil só se agravou, arrastando nesse despenhadeiro todos os não-dotados de recursos fartos. Sob o domínio da incompetência e da perplexidade, o Brasil sufoca.
Em um só dia - o já estigmatizado 31 de março - as páginas iniciais nos sites dos principais jornais davam, com diferentes níveis de exibição, estas informações: "Corte orçamentário atinge transporte, habitação e defesa". O governo superestimou as receitas, prática que dizia repelir, daí resultando um rombo de 58 bilhões e 200 milhões de reais nas suas contas. Como remendo, já em março Meirelles achou necessário o corte de mais de R$ 42 bilhões nos investimentos do governo. Só as obras do PAC perderão mais de R$ 10 bilhões. Os investimentos do governo são, historicamente, o que ativa a economia. Logo, o corte é contrário à recuperação econômica.
Outra manchete: "Contas públicas têm pior resultado para fevereiro em 16 anos", quer dizer, desde que começado esse registro em 2001. A despesa do governo no menor mês foi de R$ 23 bilhões e 500 milhões maior do que a receita.
E mais: "PIB recua 3,6% em 2016". É o país empobrecendo. Meirelles propalou, nos primeiros meses do governo Temer, que antes do fim do ano passado a recuperação econômica já estaria em curso. Com o correspondente resultado no PIB. As previsões, todavia,  vieram caindo em voz baixa. E o resultado real é o desastre noticiado.
E esta aqui: "Governo Temer é aprovado por 10%"(segundo pesquisa CNI/Ibope, que em dezembro indicava 13%). Esse número reflete o tamanho da suposta ‘legitimidade’ com que Michel Temer se põe a agravar as distorções da Previdência. E reduzir ainda mais o valor do trabalho, com a terceirização indiscriminada(que sancionou na sexta-feira-31 de março, na calada da noite).
Para encurtar, por desnecessidade de mais: "Brasil tem 13 milhões e 500 mil sem emprego e a economia continua em retração". Esses milhões são o cálculo do IBGE para os que procuraram emprego. Incluídos os que desistiram de procurá-lo ou não chegaram a fazê-lo, há estimativas que vão a 20 milhões. Se "a economia continua em retração", a probabilidade de desemprego é crescente. E suas consequências, também.
É o Brasil de Michel Temer em poucas linhas. O governante dos recuos empurrando o país para a calamidade.
Em tal situação, disseminar notícias precipitadas de êxitos governamentais é mais do que fantasiar incertezas. O governo não se entende com a economia e não é verdade que se entenda com o Congresso, a menos que sucessivos recuos não sejam apenas falta de entendimento, de avaliação e competência. E de moralidade, com tantos símbolos da corrupção revigorados nos cargos ministeriais e palacianos recebidos de Michel Temer.
Na História brasileira, não há nada semelhante a esse governo que perde, em média, um figurão por mês, levado por acusação de improbidade (em um caso, pelo menos,  por tê-la encontrado dentro do próprio palácio presidencial). 

Devastado pelos bandoleiros dos subornos, negociatas, desfalques, e estelionatos com nome de "sobras de campanha", este país agora está sofrendo a ameaça de ser destroçado por um governo de ineptos, protegido em troca de alguns gravíssimos retrocessos de legislação.

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