“NU D’ÊS É BÃO…”:
NÃO HÁ COMO SALVAR RODRIGO JANOT

O
título desta nota não contém erro ortográfico. Remete a uma das frases
preferidas de Rodrigo Janot em legítimo mineirês, também disseminada como “lei
da nudez”: “nu d’ês é bão, no meu não!“. ||| A frase denuncia escapismo, atitude de quem não gosta de
enfrentar riscos a si. Quem a escolhe como moto de vida profissional demonstra
não ser um líder, no sentido próprio da palavra, alguém que sobressai por
virtudes que possam ser tomadas como exemplo a ser seguido pelos outros. Nenhuma
sociedade sobreviveria regulada pela “lei da nudez” e, muito menos, uma
instituição. ||| O episódio revelado em fragmentos na noite
de ontem é mais um espécime prático de aplicação da lei da nudez. Rodrigo Janot
se contorceu para explicar o inexplicável e concluir: “no
meu não“. ||| Reconheceu o óbvio: as gravações de Joesley
foram fabricadas em casa, por instigação da equipe do Procurador-Geral da
República e sem autorização judicial. Insistiu, porém, em que, como provas,
seriam íntegras, plenamente aproveitáveis. Afinal, não seria a “suposta”
molecagem de Marcelo Miller, seu ex-auxiliar, que colocaria tudo a perder. “No meu não“...
A íntegra de EUGÊNIO ARAGÃO, ex-ministro da Justiça
e subprocurador-geral da República, aposentado, no
DCM.
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