Alckmin quer barrar pesquisa do Datafolha para evitar 'ultrapassagem' de
Haddad

No VIOMUNDO
Geraldo Alckmin tenta barrar, no TSE, uma pesquisa Datafolha com divulgação prevista para a semana que vem. O motivo alegado é que Fernando Haddad, apresentado como candidato do PT ao Planalto, ainda não foi oficializado como cabeça de chapa. Mas, a motivação pode ser outra: considerando o potencial de transferência de votos, Haddad pode aparecer adiante de Alckmin no levantamento. O sinal mais evidente disso foi “escondido” pela mídia ao divulgar a mais recente pesquisa Ibope. ||| O potencial de transferência de votos entre Lula e Haddad saltou 9% em duas semanas. A notícia foi dada discretamente pelo Estadão. 39% dos entrevistados disseram que votariam com certeza ou poderiam votar em Haddad apoiado por Lula. 53% não votariam de jeito nenhum. O texto enfatiza que “os pErcentuais se referem ao universo total de entrevistados”. Ou seja, mesmo com os 22% que com certeza votarão em Haddad apoiado por Lula, o ex-prefeito de São Paulo empataria, hoje, com Jair Bolsonaro, que apareceu com 22% no Ibope, mais ou menos 2% da margem de erro. ||| O trecho da nota do Estadão(AQUI) sobre o assunto: A parcela que, nessa hipótese, votaria “com certeza” no ex-prefeito subiu nove pontos porcentuais, de 13% para 22%, desde 20 de agosto, quando o Ibope fez pela primeira vez essa pergunta. E os que “poderiam votar” passaram de 14% para 17%. Os percentuais se referem ao universo total de entrevistados, não apenas aos que simpatizam com Lula. Os que não votariam em Haddad apoiado por Lula em nenhuma hipótese ainda são a maioria absoluta do eleitorado, mas essa parcela caiu de 60% para 53% em duas semanas.
Potencial de crescimento de Haddad é maior no Nordeste
Em termos geográficos, o local com maior potencial de crescimento para Haddad é o Nordeste: lá, cerca de um terço do eleitorado declara intenção de votar nele “com certeza” quando é citado como o candidato de Lula. Se essa transferência de votos se concretizar, os adversários que mais terão a perder serão Ciro Gomes (PDT) e Marina Silva (Rede). Seis em cada dez eleitores de Ciro admitem seguir a orientação de Lula e votar em Haddad . No caso de Marina, metade de seu apoio poderia migrar para o petista.
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