sexta-feira, 7 de setembro de 2018


Estagnado, Bolsonaro ganha rejeição recorde e Haddad dispara, diz pesquisa
 
Do Infomoneyque finge desconhecer Lula disparaado em 1º nas pesquisas): 

Bolsonaro lidera mas é rejeitado por 62%, enquanto 4 candidatos aparecem empatados, mostra XP/Ipespe.   A exatamente 1 mês do primeiro turno, o deputado ultradireitista mantém nível de apoio mesmo sob ataque, ao passo que Fernando Haddad e Ciro Gomes embolam segundo pelotão com Marina Silva e Geraldo Alckmin; pesquisa foi feita antes do atentado a Bolsonaro em Juiz de Fora (MG).   |||   Após cinco dias de campanha no rádio e na televisão, o deputado Jair Bolsonaro (PSL) mantém a liderança da corrida presidencial sem sofrer desgaste em seu nível de apoio, a despeito dos crescentes ataques sofridos e do pouco espaço nos meios tradicionais para apresentar defesa.   |||   Por outro lado, o parlamentar viu sua rejeição renovar máxima a um mês do primeiro turno, chegando a 62%. É o que mostra a pesquisa XP/Ipespe realizada entre os dias 3 e 5 de setembro, antes do atentado contra o parlamentar durante ato de campanha em Minas Gerais. O levantamento, registrado no TSE (Tribunal Superior Eleitoral) com o código BR-00339, ouviu 2.000 entrevistados e tem margem de erro de 2,2 pontos percentuais.   |||   De acordo com o estudo, Bolsonaro tem 23% das intenções de voto, mesmo patamar registrado no levantamento anterior, e agora conta com vantagem de 12 p.p em relação aos adversários que dividem a segunda posição: a ex-senadora Marina Silva (Rede), que oscilou 2 p.p. para baixo, e o ex-governador do Ceará Ciro Gomes (PDT), que cresceu 3 p.p. nas últimas 3 semanas.   |||   Ambos contam com apoio de 11% dos eleitores e estão tecnicamente empatados com o ex-governador paulista Geraldo Alckmin (PSDB), que manteve 9% das intenções de voto e o ex-prefeito paulistano Fernando Haddad (PT), que voltou aos 8%, seu maior patamar na série histórica do levantamento.   |||   Apesar de deter cerca de 40% do horário de propaganda eleitoral no rádio e na televisão, Alckmin ainda não conseguiu melhorar seu desempenho nas pesquisas. Há uma pressão de aliados e correligionários para que o tucano apresente resultados mais satisfatórios a partir da próxima semana, quando se espera que as propagandas surtam efeito.   |||   Para alguns analistas políticos, Alckmin agora também deverá enfrentar dificuldades para reconquistar apoio de antigos eleitores tucanos que hoje declaram apoio a Bolsonaro, após ataque a facada sofrido pelo parlamentar ontem, em Juiz de Fora (MG). O parlamentar é o principal herdeiro do desencanto de eleitores antilulistas com o PSDB.   |||   Na esquerda, Haddad voltou ao seu maior patamar na série histórica da pesquisa e atingiu 2% no cenário espontâneo, quando o eleitor responde em quem pretende votar sem que lhe sejam apresentados nomes de candidatos.   |||   Neste cenário, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva ainda é apontado por 18% dos eleitores, mesmo após o plenário do TSE, por 6 votos a 1, indeferir seu pedido de registro de candidatura e determinar sua substituição até 11 de setembro, sob pena de o PT ficar sem representante na eleição presidencial.   |||   Tido como “plano B” do partido, Haddad vê suas intenções de voto subirem para 14% quando seu nome é associado a um endosso de Lula. Neste caso, a transferência de votos do ex-presidente ao seu vice é de 35%, menor do que esperam petistas para daqui a um mês, mas hoje suficiente para alçá-lo à segunda posição da disputa, a 6 pontos percentuais do líder Bolsonaro, e em empate técnico no limite da margem de erro com Ciro Gomes, que aparece com 10% nesta simulação alternativa (veja gráfico do cenário 3 abaixo).   |||   O cenário em que Haddad é apresentado como candidato “apoiado por Lula” ajuda a projetar a migração dos votos ao provável herdeiro do ex-presidente na corrida. De acordo com o levantamento, 21% dos eleitores dizem não conhecer suficientemente o ex-prefeito de São Paulo.  |||   A pesquisa XP/Ipespe também confirmou o descolamento do empresário João Amoêdo (Novo) entre os candidatos considerados “nanicos”. Embora desconhecido por uma ampla faixa do eleitorado, o novato na disputa chegou a 4% no cenário espontâneo – mesmo patamar de Alckmin e tecnicamente empatado com Ciro Gomes (5%), perdendo apenas para Lula (18%) e Bolsonaro (16%) – e 5% no cenário estimulado com Lula candidato pelo PT. O desempenho do candidato do Novo já é numericamente superior ao do senador Álvaro Dias (Podemos). Henrique Meirelles (MDB), Guilherme Boulos (PSOL) e Cabo Daciolo (Patriota) não passam dos 2% das intenções de voto cada nas simulações feitas, ao passo que outros candidatos não pontuaram.   |||   O grupo dos “não voto” (brancos, nulos e indecisos) chega a somar 46% do eleitorado no cenário espontâneo, resultado 4 p.p. abaixo do observado uma semana antes. Nos cenários estimulados, essa faixa atinge 28%, mesmo percentual da última pesquisa. A exatamente um mês do primeiro turno e em meio a intensa campanha dos candidatos e propagandas no rádio e na televisão, o interesse pela eleição apresentou poucas variações nas últimas três semanas.   |||   Segundo a pesquisa, 31% dos entrevistados se dizem muito interessados na corrida presidencial, ao passo que 21% declaram interesse médio e 47% afirmam estar pouco ou nada interessados no processo. Tais números reforçam o grau de imprevisibilidade da presente disputa, com fatia expressiva dos eleitores ainda alheia ao que vai acontecer em 7 de outubro.

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