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sexta-feira, 3 de abril de 2020


Record fez matéria picareta com suposta professora que pediu militares na rua a Bolsonaro

                

KIKO NOGUEIRA, no DCM


A “professora” que fez um dramático apelo a Jair Bolsonaro na saída do Alvorada, na quinta-feira (02), é, na verdade, dona de uma empresa em Brasília, a ABZ Caligrafia, e aposentada.   Fátima Montenegro Ayres pediu que o presidente ponha “militares na rua”, alegando que não tinha dinheiro para alimentar sua filha.   >>>   Fátima excluiu seu Facebook depois que sua verdadeira identidade vazou, mas a conta no Twitter(AQUI)  continua ativa, com todo o repertório bolsominion.   Tudo sugere armação e tem cara de 'casting'  de peça de propaganda: o texto, a interação com o sujeito, o posicionamento das câmeras.   >>>   A cereja do bolo é a participação da Record, que fez uma “matéria” com Fátima endossando a versão oficial no mesmo dia de seu “desabafo”.   A emissora não informa nada sobre Fátima.   Antes, pelo contrário, compra a balela, abre espaço para Bolsonaro contar o que fará pelos pobres e termina com o choro da “professora Fátima” em seu “desespero”.   >>>  Ela aparece com o figurino apropriado: blusa branca, calça jeans, a humildade em pessoa.    “Eu só quero ter minha vida, Tiago”, diz ela ao repórter. “Eu e milhões e milhões de pessoas”.
Eis a verdadeira Fátima em seu esplendor:


Fátima é bolsonarista-raiz


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