quarta-feira, 9 de março de 2016


O ‘Frankstein’  de  Paes
que bate em  mulher e  o
PT de Pires que o  apoia


Resultado de imagem para Fotos de eduardo Paes com Pedro paulo Teixeira


Do AMgóes  >>>   O  prefeito   do   Rio       insiste    em        manter a indicação, como candidato a sucedê-lo,      do    jovem/antigo 'aspone'Pedro Paulo (Teixeira).        Cria   de  Eduardo Paes        na subprefeitura   da   Barra   da Tijuca/Jacarepaguá(2ª metade  dos anos 1990),    PP ocupou a função sob César Maia-prefeito(2001/2004),    em cujo    período balizou sua eleição a deputado estadual(2006),    mas voltou ao município,   após a vitória do 'guru' Paes-prefeito em 2008,   como 'chefe’   da  surreal Casa Civil'(?),  posto inédito  inventado  pelo  generoso ‘criador’ para acolher a estimada ‘criatura’,   a  quem  coube  'coordenar'   todas as sinecuras da administração municipal.

Em 2010, já filiado à poderosa legenda do PMDB fluminense (controlada a mão de ferro por Jorge Picciani), PP foi eleito(e reeleito em 2014) deputado federal, mas compareceu à Câmara em  Brasília(em duas pertinentes ocasiões) apenas para tomar posse, licenciando-se ato contínuo  a fim de  sequenciar a participação na Prefeitura do Rio e afinal assumir  em 2015 a fantasmagórica, embora badalada,  'Secretaria de Coordenação' da municipalidade, mais uma função instituída especificamente para abrigá-lo, dessa feita visando a pavimentar sua candidatura às eleições deste 2016.

Fatos periféricos de natureza privada, mas com repercussão pública, passaram, entretanto, a complicar nos últimos tempos a carreira política de PP: a recorrência de agressões físicas à (ex)mulher, embora ela própria - Alexandra Marcondes - tenha recuado das denúncias à Polícia e à Justiça, por razões não explicitadas, na linha escorregadia(sob velada pressão?) do ‘não vem ao caso’. No fim do ano passado ocorreu massiva manifestação(foto), em que milhares de mulheres, na Cinelândia, desancaram o potencial candidato de Paes,  preservado, com overdoses de 'olímpica' intocabilidade, na encubadora eleitoral do prefeito.

O PT   do   Rio,  caudatário
da 'limpeza social' de Paes

Posse de Paes e Adilson, na 'Gaiola de Ouro', apelido da Câmara
 de Vereadores do Rio, advindo do antigo Distrito Federal
Enquanto isso, o atual vice-prefeito, Adílson Pires, do PT(óbvio e previsível ‘primeiro’ aspirante ao processo sucessório,  mas descartado pelas injunções implícitas da aliança com o ‘manda-chuva’ PMDB de Paes-Picciani-Cabral ‘et caterva’),  ocupa com surreal fidelidade  a Secretaria de Desenvolvimento Social, trágica ironia à excludente realidade carioca submetida à notória política de drástica ‘assepsia’ em longevas e consolidadas comunidades periféricas, deletando-as em rito sumário para implementar  projetos de classe média alta, arquitetados há décadas nas pranchetas da especulação imobiliária, com aval de influentes segmentos do Judiciário estadual.

Contra  a assepsia fascista

Oportuno lembrar recentes reações populares, à luz da ‘urbanização’ e do ‘desenvolvimento social’, sob  a ótica de César Maia e do ex-dileto filhote Eduardo Paes, geradores de modelos ‘frankstein’ tipo Pedro Paulo e outros robôs da espécie. 'Modernos' reverberadores da ‘escola asséptica’ de Pereira Passos - que ‘afrancesou’ o centro do Rio no começo do século 20, empurrando milhares de desalojados à proliferação desordenada de favelas.

César e o ex-afilhado 'Dudu' também se espelharam no governador Lacerda, o 'corvo', que, entre outras patifarias fascistas, na década de 1960,  tocou fogo na Favela do Pinto, à margem do Jardim de Alá/Leblon, forçando desesperados moradores a ocupar, na emergência,  a vizinha 'Cruzada São Sebastião',  idealizada pelo bispo-auxiliar do Rio, D. Helder Câmara, através do Banco da Providência, para contemplar um contingente já cadastrado no projeto de moradias para famílias de baixa renda.

Igualmente patrocinadas pelo governo da cidade-estado da Guanabara, ocorreu à época extemporânea e compulsória transferência de favelados(que 'desvalorizavam' a rica  zona sul carioca) para a Cidade de Deus, em Jacarepaguá, outro empreendimento assistencial da Cúria Católica ocupado sem critério e transformado, no curso das décadas, numa das maiores favelas do Rio de Janeiro, dividida entre poderes marginais e beligerantes de 'milícias' e  narcotráfico.

Resistência no Canal do Anil

A Prefeitura de Maia esbarrou, há quase uma década, em organizada resistência de movimentos sociais, quase uma década atrás, ao tentar o desmonte da populosa comunidade ‘Canal do Anil’, na várzea de Jacarepaguá, incômoda  e ‘contaminante’ vizinha dos espigões da ‘Vila do Pan’.

No dia 3 de agosto de 2007, face a petição emergencial da Associação de Moradores do logradouro, o juiz Afonso Henrique Ferreira Barbosa, da 2ª Vara de Fazenda Pública, em medida cautelar de histórica repercussão, impediu a Prefeitura de perpetrar novas demolições no Canal do Anil.  Consubstanciando seu despacho no Artigo 5º da Constituição Federal(direito elementar  dos cidadãos à moradia), o magistrado foi enfático: “Estamos diante de residências de pessoas pobres que ali moram há várias décadas, sem a menor condição de aquisição de imóvel em outra área, se é que esta realmente foi adquirida, considerando a ausência de título de domínio, cuidando-se de comunidade construída precariamente, com a tolerância do Estado e, inclusive, com a concessão de alguns serviços públicos básicos, em um completo reconhecimento da dificuldade de solução do problema.

Sobre a resistência no Canal do Anil, LEIA MAIS > AQUI.


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