Do AMgóes >>> O prefeito do Rio insiste em manter a
indicação, como candidato a sucedê-lo, do jovem/antigo 'aspone'Pedro Paulo (Teixeira). Cria de Eduardo Paes na subprefeitura da Barra da Tijuca/Jacarepaguá(2ª metade dos anos 1990), PP ocupou a função sob César Maia-prefeito(2001/2004), em cujo período balizou sua eleição a deputado estadual(2006), mas voltou ao município, após a vitória do 'guru' Paes-prefeito em 2008, como 'chefe’ da surreal Casa Civil'(?), posto
inédito inventado pelo generoso ‘criador’ para acolher a estimada ‘criatura’, a quem coube 'coordenar' todas as sinecuras da administração municipal.
Em 2010, já filiado à poderosa legenda do PMDB fluminense (controlada
a mão de ferro por Jorge Picciani), PP foi eleito(e reeleito em 2014)
deputado federal, mas compareceu à Câmara em
Brasília(em duas pertinentes ocasiões) apenas para tomar posse, licenciando-se ato contínuo
a fim de
sequenciar a participação na Prefeitura do Rio e afinal assumir em 2015 a
fantasmagórica, embora badalada, 'Secretaria
de Coordenação' da municipalidade, mais uma função instituída especificamente
para abrigá-lo, dessa feita visando a pavimentar sua candidatura às eleições
deste 2016.
Fatos periféricos de natureza
privada, mas com repercussão pública, passaram, entretanto, a complicar nos
últimos tempos a carreira política de PP: a recorrência de agressões físicas à
(ex)mulher, embora ela própria - Alexandra Marcondes - tenha recuado das
denúncias à Polícia e à Justiça, por razões não explicitadas, na linha escorregadia(sob
velada pressão?) do ‘não vem ao caso’. No fim do ano passado ocorreu massiva
manifestação(foto), em que milhares de mulheres, na Cinelândia, desancaram o potencial
candidato de Paes, preservado, com overdoses de 'olímpica' intocabilidade, na encubadora eleitoral do prefeito.
O PT do Rio, caudatário
da 'limpeza social' de Paes
| Posse de Paes e Adilson, na 'Gaiola de Ouro', apelido da Câmara de Vereadores do Rio, advindo do antigo Distrito Federal |
Enquanto isso, o atual vice-prefeito,
Adílson Pires, do PT(óbvio e previsível ‘primeiro’ aspirante ao processo sucessório, mas descartado pelas injunções implícitas da aliança com o ‘manda-chuva’
PMDB de Paes-Picciani-Cabral ‘et caterva’), ocupa com surreal fidelidade a Secretaria de Desenvolvimento Social, trágica ironia à excludente realidade
carioca submetida à notória política de drástica ‘assepsia’ em longevas e consolidadas
comunidades periféricas, deletando-as em rito sumário para implementar projetos de classe média alta, arquitetados há décadas nas pranchetas da especulação imobiliária, com
aval de influentes segmentos do Judiciário estadual.
Contra a assepsia fascista
Oportuno lembrar recentes reações
populares, à luz da ‘urbanização’ e do ‘desenvolvimento social’, sob a ótica de César
Maia e do ex-dileto filhote Eduardo Paes, geradores de modelos ‘frankstein’ tipo
Pedro Paulo e outros robôs da espécie. 'Modernos' reverberadores da ‘escola asséptica’ de Pereira Passos - que ‘afrancesou’ o centro do Rio no começo do século 20, empurrando milhares de desalojados à proliferação desordenada de favelas.
César e o ex-afilhado 'Dudu' também se espelharam no governador Lacerda, o 'corvo', que, entre outras patifarias fascistas, na década de 1960, tocou fogo na Favela do Pinto, à margem do Jardim de Alá/Leblon, forçando desesperados moradores a ocupar, na emergência, a vizinha 'Cruzada São Sebastião', idealizada pelo bispo-auxiliar do Rio, D. Helder Câmara, através do Banco da Providência, para contemplar um contingente já cadastrado no projeto de moradias para famílias de baixa renda.
Igualmente patrocinadas pelo governo da cidade-estado da Guanabara, ocorreu à época extemporânea e compulsória transferência de favelados(que 'desvalorizavam' a rica zona sul carioca) para a Cidade de Deus, em Jacarepaguá, outro empreendimento assistencial da Cúria Católica ocupado sem critério e transformado, no curso das décadas, numa das maiores favelas do Rio de Janeiro, dividida entre poderes marginais e beligerantes de 'milícias' e narcotráfico.
Resistência no Canal do Anil
A Prefeitura de Maia esbarrou, há
quase uma década, em organizada resistência de movimentos sociais, quase uma
década atrás, ao tentar o desmonte da populosa comunidade ‘Canal do Anil’, na
várzea de Jacarepaguá, incômoda e ‘contaminante’
vizinha dos espigões da ‘Vila do Pan’.
No dia 3 de agosto de 2007, face a
petição emergencial da Associação de Moradores do logradouro, o juiz Afonso Henrique Ferreira Barbosa, da 2ª Vara de
Fazenda Pública, em medida cautelar de histórica repercussão, impediu a
Prefeitura de perpetrar novas demolições no Canal do Anil. Consubstanciando seu despacho no Artigo 5º da
Constituição Federal(direito elementar dos cidadãos à moradia), o magistrado foi
enfático: “Estamos diante de residências de pessoas pobres que ali moram há várias
décadas, sem a menor condição de aquisição de imóvel em outra área, se é que
esta realmente foi adquirida, considerando a ausência de título de domínio,
cuidando-se de comunidade construída precariamente, com a tolerância do Estado
e, inclusive, com a concessão de alguns serviços públicos básicos, em um
completo reconhecimento da dificuldade de solução do problema.”
Sobre a resistência no Canal do Anil, LEIA MAIS > AQUI.
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