terça-feira, 16 de maio de 2017

A  lição  de  Djamila  Ribeiro   a Cardozo ao confrontar Moro em Londres —  e  que  Cardozo  não aprenderá
  

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Djamila Ribeiro
José Eduardo Martins Cardozo, ex-ministro da Justiça e ex-advogado de Dilma no impeachment, desperdiçou uma grande chance, no sábado passado, de defender de maneira altiva a democracia.   Participou de uma palestra na London School of Economics, no último fim de semana, ao lado de Sergio Moro.  >>   Primeiro a ter a palavra, Cardozo falou de “medidas cautelares alternativas” e da “banalização” das conduções coercitivas.  >>  Dizem que os ricos finalmente estão sendo tratados como pobres. Mas eu gostaria que todos, ricos e pobres, fossem tratados de acordo com o Estado Democrático de Direito”, declarou.    (...)  E só. Nada sobre a Lava Jato, o recente depoimento de Lula ou as delações dos marqueteiros de Dilma procurando incriminar sua cliente.  >>    Nada sobre os três anos de perseguição judicial a Lula, casada com a mídia, nem sobre José Dirceu.   >>   Poderia ter abordado, por exemplo, o fato do irmão de um procurador ser advogado de defesa de João Santana. Passou batido.  Cardozo preferiu, surpresa, ser “republicano”. Moro recebeu a bola pingando, matou no peito e partiu para o abraço.  (...)  Coube à filósofa Djamila Ribeiro, ex-Secretária-Adjunta de Direitos Humanos de São Paulo, fazer o que Cardozo não fez.  Ao microfone, Djamila condenou a tal “aplicação ortodoxa da lei” citada por Moro, que só prende negros, lembrou do caso do ativista Rafael Braga Vieira e lembrou do juiz que mandou fechar o Instituto Lula “com uma canetada”. >>  Ainda acusou: “Juiz não deveria ter lado, juiz não deveria ter partido”. Moro se virou como pôde.   >>  A diferença entre a atitude de Cardozo e a de Djamila ajuda a explicar porque, sob o PT, o grupo representado por Sergio Moro surfou à vontade no Brasil.

Leia mais KIKO NOGUEIRA no DCM.

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