sexta-feira, 30 de outubro de 2015


'Operação J. Hawilla' não deixará pedra sobre pedra


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247 – A Polícia Federal vem conduzindo uma ampla investigação a partir de denúncias feitas pelo empresário J. Hawilla, dono da Traffic, ao FBI. A informação é da colunista Sonia Racy('Direto a Fonte', no Estadão), que aponta que a proposta é não deixar 'pedra sobre pedra'.

A investigação global teve início com o escândalo de corrupção no futebol, que resultou na prisão de altos dirigentes da Fifa, atingindo o ex-presidente da CBF José Maria Marin, mas passa por contratos de transmissão firmados entre Hawilla e a Rede Globo, dos irmãos Marinho. A emissora tem os direitos de transmissão de todos os torneios do Brasil, mesmo quando paga menos aos organizadores.
Réu confesso no processo, Hawilla revelou neste mês à Justiça Americana que, desde 1991, tem a prática de pagar propinas por contratos de direitos de transmissão de competições oficiais. E disse ter consciência de que a prática era ilegal. As confissões são relatadas em documentos liberados há 15 dias pelas autoridades dos EUA.
Segundo o empresário brasileiro, o pagamento de propina a dirigentes ligados à Fifa e à Conmebol era feito por ele desde 2013. Os documentos apontam que o dono da Traffic selou contratos de direitos de transmissão de competições como Copa América, Copa Ouro e Copa do Brasil, além de patrocínios à Seleção Brasileira, por meio dessa prática.
Nesta semana, Marin aceitou ser extraditado aos Estados Unidos, onde ficará preso em seu próprio apartamento, em Nova York, com vista para a badalada 5ª Avenida. A princípio, quando foi detido, em junho deste ano, negou todas as acusações de envolvimento com esquemas de corrupção no futebol, mas depois mudou o tom e mostrou apenas frustração com J. Hawilla, que o gravou pedindo propinas para a Copa do Brasil.
Relação com a Globo
A relação entre Hawilla e a Globo, no entanto, vai além de contratos de transmissão de competições de futebol. O empresário é dono da TV TEM, afiliada da emissora, sócio de João Roberto Marinho, filho de Roberto Marinho e responsável pelo jornal O Globo, na TV Aliança Paulista. Outra sociedade de Hawilla é formada com o executivo Paulo Daudt Marinho, filho de José Roberto Marinho e diretor do canal Gloob, na TV São José do Rio Preto.
Em seu noticiário sobre o escândalo de corrupção no futebol, a Globo tem informado que grupos de mídia não estão envolvidos no esquema.

E se Verônica Serra fosse filha de Lula?  

Paulo Nogueira                  

   Verônica Serra

Verônica Serra
Este texto está sendo republicado, dada sua atualidade.
Um título do site Viomundo, trazido ao Diário pelo atilado leitor e comentarista Morus, merece reflexão.
E se o filho de Lula fosse sócio do homem mais rico do Brasil?
Antes do mais: certas perguntas têm mais força que mil repostas, e este é um caso.
Bem, o título se refere a Verônica Serra, filha de Serra. Ela foi notícia discreta nas seções de negócios recentemente quando foi publicado que uma empresa de investimentos da qual ela é sócia comprou por 100 milhões reais 20% de uma sorveteria chamada Diletto.
Os sócios de Verônica são Jorge Paulo Lehman e Marcel Telles. Lehman é o homem mais rico do Brasil. Daí a pergunta do Viomundo, e Marcel é um velho amigo e parceiro dele.
Lehman e Marcel, essencialmente, fizeram fortuna com cerveja. Compraram a envelhecida Brahma, no começo da década de 1980, e depois não pararam mais de adquirir cervejarias no Brasil e no mundo.
Se um dia o consumo de cerveja for cerceado como o de cigarro, Lehman e Marcel não terão muitas razões para erguer brindes.
Verônica se colocou no caminho de Lehman quando conseguiu dele uma bolsa de estudos para Harvard.
Eu a conheci mais ou menos naquela época. Eu era redator chefe da Exame, e Verônica durante algum tempo trabalhou na revista numa posição secundária.
Não tenho elementos para julgar se ela tinha talento para fazer uma carreira tão milionária.
Ela não me chamou a atenção em nenhum momento, e portanto jamais conversei mais detidamente com ela.
Mas ali, na Exame, ela já era um pequeno exemplo das relações perigosas entre políticos e empresários de mídia. Foi a amizade de Serra com a Abril que a colocou na Exame.
Depois, Verônica ganhou de Lehman uma bolsa para Harvard. Lehman, lembro bem de conversas com ele, escolhia em geral gente humilde e brilhante para, como um mecenas, patrocinar mestrados em negócios na Harvard, onde estudara.
Não sei se Verônica se encaixava na categoria dos humildes ou dos brilhantes, ou de nenhuma das duas, ou em ambas. Conhecendo o mundo como ele é, suponho que ela tenha entrado na cota de exceções por Serra ser quem é, ou melhor, era.
Serra pareceu, no passado, ter grandes possibilidades de se tornar presidente. Numa coluna antológica na Veja, Diogo Mainardi começou um texto em janeiro de 2001 mais ou menos assim: “Exatamente daqui a um ano Serra estará subindo a rampa do Planalto”. (Os jornalistas circularam durante muito tempo esta coluna, como fonte de piada e escárnio.)
Cotas para excluídos são contestadas pela mídia, mas cotas para amigos são consideradas absolutamente normais, e portanto não são notícia.
Todos os filhos são iguais, mas alguns são mais iguais que outros
Todos os filhos de políticos são iguais para a mídia , mas alguns são mais iguais que outros
Bem, Verônica agradou a  Lehman, a ponto de se tornar, depois de Harvard, sócia dele.
O nome dela apareceu em denúncias – cabalmente rechaçadas por ela – ligadas às privatizações da era tucana.
Tenho para mim que ela não precisaria fazer nada errado, uma vez que já caíra nas graças de Lehman, mas ainda assim, a vontade da mídia de investigar as denúncias, como tantas vezes se fez com o filho de Lula, foi nenhuma.
Verônica é da turma. Essa a explicação. Serra é amigo dos empresários de mídia. E mesmo Lehman, evidentemente, não ficaria muito feliz em ver a sócia exposta em denúncias.
Lehman é discreto, exemplarmente ausente dos holofotes. Mas sabe se movimentar quando interessa.
Uma vez, pedi aos editores da Época Negócios um perfil dele depois da compra de uma grande cervejaria estrangeira. Recomendei que os repórteres falassem com amigos, uma vez que ele não dá entrevistas.
Rapidamente recebi um telefonema de João Roberto Marinho, o Marinho que cuida de assuntos editoriais. João queria saber o que estávamos fazendo.
Lehman ligara a ele desgostoso. Também telefonara a seus amigos mais próximos recomendando que não falassem com os repórteres da revista. Ninguém falou, até mais tarde Lehman autorizá-los depois de ver os bons propósitos da reportagem.

Lehman patrocinou o curso em Harvard para Verônica e depois a fez sócia
Lehman patrocinou o curso em Harvard para Verônica e depois a fez sócia
A influência de Lehman sobre João Roberto se deve, é verdade, à admiração que Lehman e seu lendário Grupo Garantia despertavam na família Marinho.
Mas é óbvio que a verba publicitária das cervejarias de Lehman falam alto também. Um amigo me conta que em Avenida Brasil os personagens tomavam cerveja sob qualquer pretexto.
Isto porque as cervejarias de Lehman pagaram um dinheiro especial pelo chamado ‘product placement’, ou mercham, na linguagem mais vulgar.
O consumidor é submetido a uma propaganda sem saber, abertamente, que é propaganda. Era como se realmente os personagens tivessem sempre motivos para tomar uma gelada.
Verônica Serra, por tudo isso, esteve sempre sob uma proteção, na grande mídia, que é para poucos. É para aqueles que ligam e são atendidos pelos donos das empresas jornalísticas.
O filho de Lula não.
Daí a diferença de tratamento. E daí também a força incômoda, por mostrar quanto somos uma terra de privilégios, da pergunta do site Viomundo.

Por que  a Operação Zelotes  não bate  na    vice-presidência    de Relações Institucionais da Globo?

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Diretoria de lobby da Globo e Operação Zelotes:           tudo a ver

Por Helena Sthephanowitz, para a Rede Brasil Atual
A busca e apreensão na empresa de Luís Cláudio da Silva, o Lulinha, filho do ex-presidente Lula, tentando associar a prorrogação de uma medida provisória de 2009 com um negócio da empresa – de 2014 –, dada a fundamentação frágil que a justifica, parece pretexto para se fazer uma devassa na empresa, na expectativa de se encontrar qualquer coisa que renda manchetes aos portais e jornais. 
Lembra outro episódio mais ou menos recente, quando a promotora Márcia Milhomens Corrêa, do Ministério Público do Distrito Federal, pediu uma devassa sobre telefonemas de um certo local dando apenas as suas coordenadas geográficas. A alegação era investigar uma informação que, logo depois, mostrou ser mais um factoide lançado pela imprensa: o suposto uso de telefone celular pelo ex-ministro José Dirceu, quando estava preso em regime fechado. O problema é que a promotora “esqueceu” de mencionar que as coordenadas geográficas eram do Palácio do Planalto. Ou seja, na prática, a ação possibilitaria bisbilhotar todo e qualquer telefonema na sede da Presidência da República.
Se for para fazer busca e apreensão com bases tão frágeis, os investigadores da Operação Zelotes teriam de dar uma batida na vice-presidência de Relações Institucionais da Globo, pois existem também coincidências interessantes por lá.
“Vice-presidente de Relações Institucionais” é o nome comumente dado no mundo das grandes empresas ao executivo encarregado de fazer lobby junto a autoridades governamentais, parlamentares e, pelo visto recentemente, até nos tribunais e Ministério Público. Quem ocupa o cargo no grupo Globo, desde 2011, é Paulo Tonet Camargo. Uma busca na agenda pública de autoridades do Ministério das Comunicações mostra que Tonet é assíduo frequentador dos gabinetes do ministério. Seu papel é defender interesses das Organizações Globo junto ao governo.
Mas o que chama atenção é o currículo anterior de Tonet. Largou a carreira no Ministério Público do Rio Grande do Sul e, após passar pelo Ministério da Justiça como diretor do Departamento Penitenciário Nacional, de 1995 a 1997, no governo FHC, foi trabalhar na RBS (afiliada da TV Globo no Rio Grande do Sul e Santa Catarina), onde foi diretor-geral em Brasília e vice-presidente jurídico e institucional, de 1998 a 2011, quando foi promovido para a matriz da Globo.
O cargo na RBS já foi ocupado anteriormente por Augusto Nardes, atual ministro do Tribunal de Contas da União (TCU), também implicado pelos investigadores na Operação Zelotes da Polícia Federal.
A RBS é uma das empresas investigadas. Documentos apontam pagamento de propina de R$ 11,7 milhões a um conselheiro do Conselho Administrativo de Recursos Fiscais (Carf) para anular ou reduzir uma vultosa dívida tributária da empresa com a Receita Federal. Pelo cargo de vice-presidente jurídico e institucional que ocupava na RBS, estaria dentro de suas atribuições lidar com esse assunto, a autuação milionária da Receita, além de fazer gestões junto a órgãos públicos no interesse da empresa.
Não fosse um diretor da Globo, esse conjunto de fatos seria prato cheio para repórteres inescrupulosos fazerem ilações e pressão para a Polícia Federal fazer uma devassa em seus endereços e sigilos fiscais, telefônicos e bancários. Mas o fato é que, sem uma evidência mais clara da participação da pessoa na autoria do ilícito, não há base que justifique buscas e quebras de sigilo apenas por cargos que ocupou e negociações de que participou, da mesma forma que se Luís Cláudio não fosse filho de Lula seria preciso algo bem mais concreto do que ilações sobre uma medida provisória necessária para o Brasil, de quatro anos antes, para justificar medidas judiciais invasivas.
Mas Tonet é da Globo. E Luís Cláudio Lula da Silva nem sequer é propriamente o alvo da ação política. O alvo é o pai. Parodiando frase de 1950 de Carlos Lacerda sobre Getúlio Vargas, a perseguição política em curso visa primeiro a que Lula não seja candidato à Presidência em 2018. Se for candidato, que não seja eleito. Se eleito, que não tome posse. Empossado, que seja derrubado.

Os recordes da Petrobras, a "incompetente"

(Vídeo mostra como foram alcançados)

      pre
Da Diretora de Exploração e Produçao da Petrobras, Solange Guedes, em palestra(AQUI) na Offshore Technology Conference Brasil, que se realiza aqui no Rio de Janeiro:
– a produção de petróleo no pré-sal tripilicou em 30 meses. Isso dá um crescimento médio de 3,73% a cada mês, dificilmente registrado em qualquer atividade econômica.
– O índice de eficiência da exploração naquela área atingiu um índice  de 92,4 %, ou seja: em realção a metas definidas como 100 em custos e prazos, chegou-se a 92,4.
– Um destes indicadores: o tempo de perfuração dos poços – no total, entre água, rocha e camada de sal, alcançam 7 mil metros – diminui de 57$. Ou seja, se um poço gastava 100 dias para  ser perfurado e completado, hoje leva 43. E um dia, na perfuração de um poço em águas ultraprofundas, custa bem mais de meio milhão de dólares, entre aluguel da sonda (entre 400 e 500 mil dólares, em geral), pessoal e a caríssima logística de levar equipamentos  e suprimentos por mar e ar a torres situadas a 200 ou 300 km da costa.
– Isso, portanto, permitiu uma economia de US$ 1,77 bilhões (R$ 7,5 bi) na perfuração dos poços do pré-sal e,com a eficiência em sua operação, baixaram o custo de extração para US$ 9 dólares por barril, contra uma média de US$ 15 de outras grandes companhias petroleiras.
Este último dado é  essencial dentro do modelo de partilha.
É que o custo de produção é debitado do preço do barril extraído antes de partilhar quanto dele será  dividido entre o Governo Brasileiro e o concessionário, Menor custo, maior o valor restante a ser partilhado, maior a parcel do Governo.
Uma diferença de seis dólares, com o preço do barril em torno dos 50 dólares, significa um ganho de 12% com essa redução de custos.
Abaixo,  um curto vídeo sobre as conquistas tecnológicas da Petrobras que permitiram esse 'milagre' de eficiência.
         
Leia Mais:http://politica.estadao.com.br/noticias/geral,comandante-do-exercito-demite-general-que-pediu-despertar-de-luta-patriotica,10000000900
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Perdeu,  Mourão!   Exército rebaixa general que falou o que não podia                        

Juiz fala nos autos. General não fala!
mourão.jpg
Mourão basta um...(aquele, do golpe, que disse: "Em matéria de política, sou uma vaca fardada...)
O amigo navegante deve se lembrar do post "general Mourão(AQUI), cale o bico , por favor!".  Pois é...
Comandante do Exército demite general 
que pediu 'despertar de luta patriótica'
Brasília - O Comandante do Exército, general Eduardo Villas Boas, decidiu demitir o general Antonio Hamilton Martins Mourão, do comando Militar do Sul e transferí-lo para a Secretaria de Economia e Finanças do Exército, em Brasília. O general Mourão, assim, perde o poder de falar para tropa. A decisão foi em virtude das declarações dadas por ele em fala a oficiais da reserva fez duras críticas à classe política e convocou os presentes para "o despertar de uma luta patriótica". A fala do general foi questionada nesta quinta-feira, 29, pelo senador Aloysio Nunes, presidente da Comissão de Relações Exteriores, que questionou o ministro da Defesa, Aldo Rebelo sobre a fala do general, que teria dito que "ainda tínhamos muitos inimigos internos, mas que eles se enganavam achando que os militares estavam desprevenidos" e que teria feito uma provocação, incitando os militares ao dizer: "eles que venham!'".
(...)
Do AMgóes - Pronto! Os velhinhos de pijama, com suas estrelas emboloradas, 'acantonados' no Clube Militar, devem estar promovendo o maior  fuzuê, defendendo 'golpe-Jáááá!' Nada melhor que um comprimido de Rivotril para levá-los de volta ao 'combate' com as peças nos tabuleiros de dama e xadrez, onde, entre muxoxos de alucinações conspiratórias, traçam planos de como 'salvar o Brasil'. Com certeza, entre eles, a frase de 'entre-dentes': "Esse Villas Boas traidor é mesmo um comunista..."
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Provável: Sérgio Moro escreveu

texto  de  juíza  que  autorizou  

buscas  na  empresa  de Lulinha 

Miguel do Rosário                
Moro03
É o fundo do poço do golpismo judicial, o herdeiro do golpismo militar de 1964.
******
Do Facebook de Laerte Braga(AQUI):
Os advogados de defesa dos réus na Operação Lava Jato notaram que a decisão da juíza Célia Regina Ody Bernardes, que determinou as buscas na empresa do filho de Lula, traz trechos idênticos aos usados pelo juiz Sérgio Moro em suas decisões. São várias as cópias de partes das decisões de Moro. Isso significa com clareza que o texto da juíza foi feito por Moro e assinado por ela.
É um golpe que joga o Judiciário mais ainda no fundo do poço da corrupção, desqualifica juízes, no caso juíza, e explica os elogios de Moro à sua “colega”, feitos publicamente. Onde está o CNJ (Conselho Nacional de Justiça)? E onde fica o Supremo Tribunal Federal (STF)? Uma juíza que se presta a esse tipo de papel, além de ser parte do golpe, se mostra incompetente para uma decisão de natureza simples.
O caso é grave, gravíssimo, não pode passar em branco sob pena de cumplicidade dos tribunais superiores e do CNJ com esse tipo de prática. O Judiciário refém de um juiz corrupto, ligado a um partido político e em franca atividade golpista. Por que acusados tucanos são tratados de forma diferenciada? Por que o nome de Aécio, citado várias vezes pelo doleiro Youssef não aparece? O Brasil, em todas as manobras golpistas, no Judiciário e no Legislativo, respaldadas pela mídia e pelas elites interessadas em recolonizar o País, está mergulhando numa crise sem tamanho - e nem faço juízo de mérito do governo Dilma, do qual discordo - cuja saída será dolorosa se não houver reação.

Jurista Fábio Comparato: os BANCOS são os vilões da crise global

Pensadores alertam para o enfraquecimento da democracia e o crescimento da desigualdade, como consequências da crise...
(da Redação)                                    
REPRODUÇÃO/CC
especulação
"Muitos países hoje podem ser arruinados de um dia para o outro, como na Grécia, através de um ataque especulativo"
Em evento realizado nessa quarta-feira (28), em São Paulo, o sociólogo português Boaventura Souza Santos, professor da Universidade de Coimbra, e o jurista Fábio Konder Comparato, professor aposentado da Faculdade de Direito da USP, analisaram a crise do capitalismo financeiro global que o mundo está enfrentando atualmente.
Em debate promovido pela Escola de Governo, com o tema 'A Crise Global Contemporânea', os pensadores afirmam que, como consequência, a democracia ficou fragilizada, as nações perderam autonomia e cresceu a desigualdade, como mostra a reportagem de Caroline Campos, para o Seu Jornal, da TVT.
Comparato enfatizou que o mundo está nas mãos dos banqueiros. Para ele, um dos principais problemas é que os bancos só visam ao lucro, com investimentos em fundos, e, por isso, não ajudam na distribuição da riqueza. "Antigamente eram os industriais que davam as cartas, até no campo político e internacional. Hoje são os banqueiros. Ora, o banco não produz nenhuma riqueza", refletiu o jurista.
Boaventura, por sua vez, acrescentou que essa crise global também coloca em risco a democracia, porque o modelo atual de governo das nações é desigual na distribuição de riqueza. "Muitos países, hoje, podem ser arruinados de um dia para o outro, como a gente viu na Grécia, por meio de um ataque especulativo. Isso criou uma instabilidade política extraordinária, porque a organização política das sociedades é nacional, mas há um mercado global financeiro que controla a política nacional", analisou o sociólogo português.
"Na crise de 1929, os bancos, sobretudo nos EUA, pegavam os depósitos dos clientes e aplicavam em especulação na bolsa. Quando a bolsa caiu, os clientes foram lá para tirar o dinheiro do banco e não tinha mais. Está se fazendo a mesma coisa. Ou seja, é o crime financeiro organizado", disse Comparato, defendendo como medida urgente a separação das atuações dos 'bancos de depósito' dos 'bancos de investimento'.
Já Boaventura constatou que, no Brasil, nos últimos anos, assistiu-se a um processo importante de distribuição de riquezas, sobretudo por meio do Bolsa Família, mas que isso se deu em um ambiente hostil. "No momento em que as coisas se tornam mais difíceis, imediatamente, instala-se a crise", afirmou.
Fábio Comparato enfatizou que o fundamental é exercer, a todo momento, a denúncia: "É preciso mostrar a todos, sobretudo ao povão, que ele está sendo explorado por pessoas que ele nem enxerga, e que o governo é refém dos bancos", alertou.

A fala sem rodeios de Lula ao PT, inversamente  ao   que   destila   diariamente   a  mídia  golpista    

"Temos que voltar a despertar a esperança no Brasil", disse o ex-presidente...
Como não consegui gravar durante a transmissão, esperei o PT postar o vídeo da fala de Lula para republicar aqui.
Infelizmente, a maneira burocrática(da comunicação petista)  com que fazem isso  tira, neste momento crucial, o alcance  da fala do ex-presidente.
Então, apesar de ser um “exército de um homem só, baixei as mais de duas horas do vídeo petista – para editar dois “compactos” que possam, com um mínimo de eficiência, ser difundido pela internet e pelas redes sociais.
Ainda estão longos, não apenas porque Lula fala muito, mas porque eu quis preservar a inteireza de seus pensamentos, exceto sobre a questão da educação que, por extensa, tive de eliminar, a contragosto.
No primeiro, Lula fala dos problemas políticos imediatos a serem enfrentados.
No segundo, delineia propostas para reaquecer a economia.
Vendo e ouvindo, você perceberá que tem pouco a ver com que os jornais noticiam serem as suas supostas “sabotagens” às ações econômicas do governo Dilma.
Parte 1 – A situação política
Parte 2 – As ações econômicas

Intimação de filho de Lula, às 23 horas, é prova do “país da meganhagem”

meganha
Tenho afirmado aqui que o Brasil virou o país da “meganhagem”.
A Polícia passou a servir para produzir espetáculos políticos.
A polícia ter ido  ao apartamento(AQUI) de Luis Cláudio Lula da Silva   por volta das 23 horas da terça-feira, logo após ele ter chegado, com a mulher grávida, da festa de aniversário do pai,  é reveladora dos métodos que se empregam quando, em lugar de apurar, busca-se intimidar e humilhar.
Não é difícil acreditar que, até, os policiais estivessem de “campana” próximos ao Instituto Lula para segui-lo e intimá-lo assim que chegasse em casa.
Trata-se, é bom lembrar, de pessoa que não é acusada de nada, não está indiciada, tem endereço certo – aliás, apontado como suspeito por ter sido cedido por seu padrinho de batismo!
O tal depoimento seria hoje, quinta-feira, e havia obvio tempo hábil para que fosse feita, por exemplo, na manhã seguinte.
De novo, não é por ser apenas em relação ao filho do ex-presidente, é em relação a qualquer pessoa que não tem uma ordem de condução judicial, que apenas é intimada a prestar esclarecimentos.
É que quando se faz o que é desnecessário, é claro, está se fazendo algo com deliberada intenção em algo.
E, neste caso, o de provocar constrangimento.
Havia “risco de fuga”? Indicio de crime em flagrante? Qual o perigo que representava um rapaz com sua mulher grávida para ser perturbado neste horário? Onde estavam os policiais, “campanando” um ato particular onde se encontrava a Presidente da República? Com que fim, já que havia endereço sabido e não era aquele?
Infelizmente, não há na Polícia Federal chefes com capacidade de convocar seus subordinados a jusificarem  uma notificação feita naquelas circunstâncias e não segundo os procedimentos de praxe.
E não há, no Ministério da Justiça, quem chame a direção da Polícia Federal às falas.
Porque aquilo é uma instituição da República e não o playground da meganhagem para fazer a sua politicagem de cabecinhas de pitbull.