quinta-feira, 2 de fevereiro de 2017

Artigo de Hildegard Angel sobre Dona Marisa derruba o seu blog

                                                          Portal Fórum

A jornalista Hildegard Angel publicou um artigo, em janeiro de 2011, sobre a Dona Marisa Letícia. Na última sexta-feira(27/jan), em função da repercussão da internação de Dona Marisa em decorrência de um  AVC, ela resolveu republicar este mesmo artigo. A procura foi tão grande, cerca de 11 mil acessos simultâneos, que acabou provocando um “engarrafamento virtual”, tirando o blog do ar, fato que foi justificado pela própria jornalista. Leia aqui a reprodução do artigo.
DONA-MARISA-E-LULA  
Marisa Letícia Lula da Silva: as palavras que precisavam ser ditas 
Hildegard Angel
Foram oito anos de bombardeio intenso, tiroteio de deboches, ofensas de todo jeito, ridicularia, referências mordazes, críticas cruéis, calúnias até. E sem o conforto das contrapartidas. Jamais foi chamada de “a Cara” por ninguém, nem teve a imprensa internacional a lhe tecer elogios, muito menos admiradores políticos e partidários fizeram sua defesa. À “companheira” número 1 da República, muito osso, afagos poucos. Ah, dirão os de sempre, e as mordomias? As facilidades? O vidão? E eu rebaterei: E o fim da privacidade? A imprensa sempre de olho, botando lente de aumento pra encontrar defeito? E as hostilidades públicas? E as desfeitas? E a maneira desrespeitosa com que foi constantemente tratada, sem a menor cerimônia, por grande parte da mídia? Arremedando-a, desfeiteando-a, diminuindo-a? E as frequentes provas de desconfiança, daqui e dali? E – pior de tudo – os boatos infundados e maldosos, com o fim exclusivo e único de desagregar o casal, a família? Ah, meus queridos,Marisa Letícia Lula da Silva precisou ter coragem e estômago para suportar esses oito anos de maledicências e ataques. E ela teve.
Começaram criticando-a por estar sempre ao lado do marido nas solenidades. Como se acompanhar o parceiro não fosse o papel tradicional da mulher mãe de família em nossa sociedade. Depois, implicaram com o silêncio dela, a “mudez”, a maneira quieta de ser. Na verdade, uma prova mais do que evidente de sua sabedoria. Falar o quê, quando, todos sabem, primeira-dama não é cargo, não é emprego, não é profissão? Ah, mas tudo que “eles” queriam era ver dona Marisa Letícia se atrapalhar com as palavras para, mais uma vez, com aquela crueldade venenosa que lhes é peculiar, compará-la à antecessora, Ruth Cardoso, com seu colar poderoso de doutorados e mestrados. Agora, me digam, quantas mulheres neste grande e pujante país podem se vangloriar de ter um doutorado? Assim como, por outro lado, não são tantas as mulheres no Brasil que conseguem manter em harmonia uma família discreta e reservada, como tem Marisa Letícia. E não são também em grande número aquelas que contam, durante e depois de tantos anos de casamento, com o respeito implícito e explícito do marido, as boas ausências sempre feitas por Luís Inácio Lula da Silva a ela, o carinho frequentemente manifestado por ele. E isso não é um mérito? Não é um exemplo bom?
Passemos agora às desfeitas ao que, no entanto, eu considero o mérito mais relevante de nossa ex-primeira-dama: a brasilidade. Foi um apedrejamento sem trégua, quando Marisa Letícia, ao lado do marido presidente, decidiu abrir a Granja do Torto para as festas juninas. A mais singela de nossas festas populares, aquela com Brasil nas veias, celebrando os santos de nossas preferências, nossa culinária, os jogos e as brincadeiras. Prestigiando o povo brasileiro no que tem de melhor: a simplicidade sábia dos Jecas Tatus, a convivência fraterna, o riso solto, a ingenuidade bonita da vida rural. Fizeram chacota por Lula colar bandeirinhas com dona Marisa, como se a cumplicidade do casal lhes causasse desconforto. Imprensa colonizada e tola, metida a chique. Fazem lembrar “emergentes” metidos a sebo que jamais poderiam entender a beleza de um pau de sebo “arrodeado” de fitinhas coloridas. Jornalistas mais criteriosos saberiam que a devoção de Marisa pelo Santo Antônio, levado pelo presidente em estandarte nas procissões, não é aprendida, nem inventada. É legitimidade pura. Filha de um Antônio (Antônio João Casa), de família de agricultores italianos imigrantes, lombardos lá de Bérgamo, Marisa até os cinco de idade viveu num sítio com os dez irmãos, onde o avô paterno, Giovanni Casa, devotíssimo, construiu uma capela de Santo Antônio. Até hoje ela existe, está lá pra quem quiser conferir, no bairro que leva o nome da família de Marisa, Bairro dos Casa, onde antes foi o sítio de suas raízes, na periferia de São Bernardo do Campo. Os Casa, de Marisa Letícia, meus amores, foram tão imigrantes quanto os Matarazzo e outros tantos, que ajudaram a construir o Brasil.Marisa Letícia1 Marisa Letícia Lula da Silva: as palavras que precisavam ser ditas
Marisa Letícia soube valorizar o artesanato brasileiro na moda como nenhuma outra primeira-dama. Vejam, nos looks acima, a bolsa é de fuxico e as rendas são tipicamente brasileiras.
Outro traço brasileiro dela, que acho lindo, é o prestígio às cores nacionais, sempre reverenciadas em suas roupas no Dia da Pátria. Obras de costureiros nossos, nomes brasileiros, sem os abstracionismos fashion de quem gosta de copiar a moda estrangeira. Eram os coletes de crochê, os bordados artesanais, as rendas nossas de cada dia. Isso sim é ser chique, o resto é conversa fiada. No poder, ao lado do marido, ela claramente se empenhou em fazer bonito nas viagens, nas visitas oficiais, nas cerimônias protocolares. Qualquer olhar atento percebe que, a partir do momento em que se vestir bem passou a ser uma preocupação, Marisa Letícia evoluiu a cada dia, refinou-se, depurou o gosto, dando um olé geral em sua última aparição como primeira-dama do Brasil, na cerimônia de sábado passado, no Palácio do Planalto, quando, desculpem-me as demais, era seguramente a presença feminina mais elegante. Evoluiu no corte do cabelo, no penteado, na maquiagem e, até, nos tão criticados reparos estéticos, que a fizeram mais jovem e bonita. Atire a primeira pedra a mulher que, em posição de grande visibilidade, não fez uma plástica, não deu uma puxadinha leve, não aplicou uma injeçãozinha básica de botox, mesmo que light, ou não recorreu aos cremes noturnos. Ora essa, façam-me o favor!
Marisa Letícia 2 Marisa Letícia Lula da Silva: as palavras que precisavam ser ditas
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O estilo de dona Marisa Letícia evoluiu ao longo do período em que foi primeira-dama. Na montagem acima, bons momentos em que demonstrou sua elegância.
Cobraram de Marisa Letícia um “trabalho social nacional”, um projeto amplo nos moldes do Comunidade Solidária de Ruth Cardoso. Pura malícia de quem queria vê-la cair na armadilha e se enrascar numa das mais difíceis, delicadas e técnicas esferas de atuação: a área social. Inteligente, Marisa Letícia dedicou-se ao que ela sempre melhor soube fazer: ser esteio do marido, ser seu regaço, seu sossego. Escutá-lo e, se necessário, opinar. Transmitir-lhe confiança e firmeza. E isso segundo declarações, dadas por ele, ela sempre fez. Foi quem saiu às ruas em passeata, mobilizando centenas de mulheres, quando os maridos delas, sindicalistas, estavam na prisão. Foi quem costurou a primeira bandeira do PT. E, corajosa, arriscou a pele, franqueando sua casa às reuniões dos metalúrgicos, quando a ditadura proibiu os sindicatos. Foi companheira, foi amiga e leal ao marido o tempo todo. Foi amável e cordial com todos que dela se aproximaram. Não há um único relato de episódio de arrogância ou desfeita feita por ela a alguém, como primeira-dama do país. A dona de casa que cuida do jardim, planta horta, se preocupa com a dieta do maridão e protege a família formou e forma, com Lula, um verdadeiro casal. Daqueles que, infelizmente, cada vez mais escasseiam.

Este é o meu reconhecimento ao papel muito bem desempenhado por Marisa Letícia Lula da Silva nesses oito anos. Tivesse dito tudo isso antes, eu seria chamada de bajuladora. Esperei-a deixar o poder para lhe fazer a Justiça que merece.
             20090925214420 106617 large marisa leticia e michelle obama Marisa Letícia Lula da Silva: as palavras que precisavam ser ditas             
Com Michelle Obama. Duas lindas mulheres. Foto: reprodução


LULA ANUNCIA MORTE
 DE MARISA letícia   E doação DOS  ÓRGÃOS 

         

 Ricardo Stuckert/Instituto Lula
Por Luiz Inácio Lula da Silva, em seu Facebook 
A família Lula da Silva agradece todas as manifestações de carinho e solidariedade recebidas nesses últimos 10 dias pela recuperação da ex-primeira-dama Dona Marisa Letícia Lula da Silva. A família autorizou os procedimentos preparativos para a doação dos órgãos.
Confira reportagem da Agência Brasil sobre a morte de Dona Marisa: 
Ex-primeira dama Marisa Letícia
tem morte cerebral
A ex-primeira-dama Marisa Letícia Lula da Silva, 66 anos, teve morte cerebral hoje (2). Ela está na unidade de terapia intensiva (UTI) do Hospital Sírio-Libanês desde o dia 24 de janeiro.
Segundo boletim médico, foi realizado um doppler transcraniano que identificou a ausência de fluxo cerebral na paciente. Diante do resultado e com autorização da família, foram iniciados os procedimentos preparativos para a doação de órgãos.
Pelo Facebook, a família da ex-primeira-dama agradeceu as manifestações de afeto recebidas no últimos dias. "A família Lula da Silva agradece todas as manifestações de carinho e solidariedade recebidas nesses últimos 10 dias pela recuperação da ex-primeira-dama Dona Marisa Letícia Lula da Silva. A família autorizou os procedimentos preparativos para a doação de órgãos", diz a mensagem na rede social.
A ex-primeira-dama foi internada após sofrer um acidente vascular cerebral (AVC) hemorrágico. Marisa foi acompanhada pelas equipes coordenadas pelos médicos Roberto Kalil Filho, Milberto Scaff, Marcos Stávale e José Guilherme Caldas.
Mulher discreta
Marisa Letícia Lula da Silva, nasceu em São Bernardo do Campo (SP), em 1950, sob o nome de Marisa Letícia Casa. Figura discreta ao lado do marido, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, Marisa começou a trabalhar aos nove anos, como babá na casa de um sobrinho do pintor Cândido Portinari. Cresceu em uma família de onze irmãos e casou-se aos 19 anos com o taxista Marcos Cláudio da Silva. Três meses depois e grávida do primeiro filho, Marisa viu-se viúva após Marcos Cláudio ser assassinado durante um assalto.
Em 1973 conheceu Lula no Sindicato dos Metalúrgicos. Sete meses após se conhecerem, casaram. Com Lula, teve três filhos. Também compõem a família Marcos, filho do primeiro marido, e a enteada Lurian, filha de outro relacionamento de Lula. Marisa esteve ao lado de Lula durante sua ascensão política, desde os tempos de sindicato, passando pela fundação do PT – que ajudou a criar – até a presidência da República, em 2003.
Marisa foi condecorada, em 2003, com a Grã-Cruz da Ordem do Mérito Real, concedida pelo rei Haroldo V e a rainha Sônia da Noruega, durante a visita ao Brasil. Também foi condecorada por Portugal com a Ordem da Liberdade, também em 2003, e a Ordem Militar de Cristo, em 2008.
Durante os anos no Palácio da Alvorada, Marisa não encabeçou projetos sociais, função comum às primeiras-damas anteriores, e deixava os holofotes para o marido. Mas durante as corridas presidenciais participava, junto com ele, de comícios, passeatas e outros compromissos de campanha. Em 2011, incentivou Lula a realizar os exames que descobririam um câncer na laringe. Foi Marisa que cortou os cabelos e a barba do marido, antecipando os efeitos da quimioterapia.
Em 2016, a ex-primeira dama viu seu nome envolvido nas investigações da Operação Lava Jato. Tornou-se ré nas investigações após a Justiça acatar a denúncia do Ministério Público Federal contra ela e Lula no caso do triplex no Guarujá (SP). Mesmo aceitando a denúncia, o juiz Sérgio Moro "lamentou"(ironicamente) as acusações envolvendo Marisa Letícia. Segundo o juiz, há dúvidas se a esposa de Lula tinha conhecimento dos supostos crimes envolvendo acertos de propina no esquema da Petrobras.

Dona  Marisa  não  tem  fluxo cerebral  e  quadro  clínico é irreversível, diz cardiologista

 

Do Extra:
Resultado de imagem para Fotos de D. Marisa Letícia Lula da SilvaO    quadro    clínico   da ex-primeira-dama Marisa Letícia  Lula  da Silva é irreversível, segundo informou  o     cardiologista Roberto Kalil Filho na noite dessa quarta-feira(1º). Dona Marisa  não tem mais fluxo    cerebral,     está sedada e respira com ajuda de aparelhos, de acordo  com    o médico. Ela está  na   UTI do Hospital Sírio-Libanês,  em São Paulo, acompanhada de familiares.
Kalil relatou que a ex-primeira-dama apresentou sinais de melhora no início do dia. Na terça-feira, os médicos que a acompanham haviam retirado os sedativos que a mantinham em coma induzido desde terça-feira da semana passada. O estado de saúde de dona Marisa piorou a partir das 16h dessa quarta-feira(1º), levando a equipe do Sírio a retomar a aplicação dos remédios.
Segundo o cardiologista, três motivos levaram à piora do estado de saúde da ex-primeira-dama. A inflamação e o edema causados pelo AVC não regrediram, a pressão intracraniana aumentou e houve vasoespasmos (contrações de vasos sanguíneos) no cérebro.
Dona Marisa passou mal no apartamento em que mora em São Bernardo do Campo, no ABC paulista, no início da tarde de 24 de janeiro. Ela foi levada a um pronto-socorro da cidade, de onde, após exames constatarem o AVC, foi transferida de ambulância para o Sírio-Libanês, na capital paulista. A ex-primeira-dama chegou consciente ao hospital por volta das 15h30 daquele dia.


A PF entre  os  almofadinhas

e  os (verdadeiros) policiais  

O delegado Egor chegou à sede da Polícia Federal, um pouco chateado com o sucesso recém-conquistado do policial hipster, que saiu em várias reportagens de jornal. Afinal, a cara da Polícia Federal precisa ser o Delegado Yuppie, bem penteado, bem vestido, não um hipster qualquer que bota um rabo-de-cavalo e sai ocupando espaços, flashes, reportagens de jornal como um plebeu invadindo o castelo reservado à nobreza da PF.
Não, não podia perder a grande batalha depois de meses de trabalhos exaustivos, na grande disputa por uma tira nos jornais, um espaço nos online ou pela suprema glória de um minuto nos jornais televisivos. Não, não jogaria fora o esforço diário de pensar no tema mais manchetável, na barganha com o setorista("...eu te passo um vazamento, você mais adiante me paga com uma manchete...".
Por isso mesmo, lembrou da canção que o pai lhe cantava, 'levanta, sacode a poeira, dá a volta por cima', e foi com esse estado de espírito que escolheu o terno mais alinhado, a camisa engomada, com a marca de grife que ele selecionou no site modaparamacho.com, a gravata italiana que comprou em uma viagem internacional de cooperação, o coldre elegante Pistol Hoster, adquirido na Alibaba, pois detestava coldres vulgares, tipo Bope, e se preparou para o grande desafio do dia. A
Antes de sentar na poltrona,  se preparou como quem vai para a guerra, vestiu o blusão cáqui sobre a camisa e a gravata italiana, o que lhe deu um ar blasé aventureiro dos grandes secretas, olhou de soslaio a imagem refletida no monitor e, seguindo o exemplo da autoconfiança dos times de vôlei antes das grandes batalhas (que ele aprendera na ESPN) encarou a imagem refletida no monitor e gritou esmurrando o ar com o punho fechado.
- Dá-lhe, Tom Cruise!
E deu início ao ritual diário.
No e-mail privativo da PF recebeu a informação sobre um novo nome que surgira nas delações: o professor Camarosano, ao que parece vidente e astrólogo.
Imediatamente, tomou as providências de praxe.
Investigador atilado, primeiro se logou no banco de dados da COAF, para saber se havia alguma movimentação estranha em nome de Camarosano.  Depois, no servidor da Receita, para conferir suas declarações de renda.  Na sequência, olhou em volta para se prevenir de eventuais atos terroristas e avançou sobre o banco de dados eleitoral, para pegar seu endereço.  No Banco Central, levantou os gastos com cartão de crédito e as contas de previdência do misterioso Camarosano.
Depois imprimiu tudo, bateu o carimbo e passou para a frente. E aproveitou para dar uma passadinha pelo Facebook e mandar um sinal de positivo para as fãs.
Terminava assim, mais um dia de trabalho heroico e estafante do Delegado Egor, similar ao dia anterior, ao trasantonte, como se dizia nos seus tempos de classe média baixa, antes de se tornar personagem global. Como ele não é acomodado, também desenvolveu uma boa técnica de pesquisar o Google e o Facebook.
Vez ou outra, a rotina era quebrada por ação. Algumas diligências espalhafatosas em locais sem risco, busca, apreensão e condução coercitiva de pessoas que não resistiam. E, depois, correr para o abraço na frente das câmeras.
A parte efetivamente difícil da empreitada era escolher um tema que lhe garantisse um bom espaço em entrevistas na mídia. O último repórter que o procurou mostrou-se mais exigente que procurador em delação premiada: só o entrevistaria se fizesse afirmações de maior impacto que a entrevista do delegado anterior.
- Se não me fornece o lide, não tem conversa – lhe disse o repórter, definitivo como um procurador da Lava Jato.
Residia ali o maior desafio do Delegado Egor: como transformar consultas a bancos de dados em episódios heroicos? Certamente não daria manchete a cena dele invadindo a casa do suspeito, entrando no quarto do casal e fuçando na penteadeira da esposa. Nem inserindo sua senha no banco de dados da COAF, apesar do tom épico que imprimia ao gesto de apertar a tecla ENTER. Afinal, todo o treinamento para dar o ENTER no banco de dados do COAF não tinha apelo televisivo.
Passou o dia ensimesmado, pensando no que poderia oferecer ao repórter. Os colegas, ao lado, percebiam seu ar preocupado e imaginavam o que estaria trabalhando o Delegado Egor, qual estratégia fantástica estaria nos seus planos?

Os delegados presenciais

O Delegado Egor, personagem de ficção obviamente, hoje em dia se tornou a cara da PF. E aí se comete uma enorme injustiça para com a corporação. A PF não são os delegados simulacros de yuppies, com seu exibicionismo vulgar, tornando-se literalmente um herói de quadrinhos, que só corre riscos virtuais e jamais encara os perigos reais que os delegados e agentes de verdade acostumaram-se a correr.
São homens que não foram forjados na linha de frente do combate ao crime. Antigamente, mesmo o pessoal da inteligência da PF recebia ensinamentos dos policiais da linha de frente, para atuar em todas as áreas e, em alguns momentos, corriam risco efetivo de vida.
Compare-se esse pesquisador de bancos de dados almofadinha com as verdadeiras lendas da PF, como o delegado aposentado Antônio Celso, o homem que desvendou o golpe do assalto ao cofre do Banco Central em Fortaleza.
O planejamento da operação deixaria no chinelo feitos como o assalto ao trem pagador brasileiro, ou o assalto ao trem pagador inglês, cometido por Ronald Bigs, e considerado até então o roubo do século – levou US$ 4,2 milhões, em dólares da época (1963).
Em Fortaleza, os assaltantes cavaram túneis, tiraram R$ 164,7 milhões dos cofres do banco e sumiram na poeira, deixando a polícia embasbacada(AQUI).
A quadrilha foi montada com a convocação de vários grupos de marginais, dos altamente perigosos, pertencentes ao PCC, aos de baixa periculosidade.
De Fortaleza foram para o Paraguai, montaram assalto semelhante, foram pegos, mas conseguiram um acerto com a polícia de lá. Mesmo saindo ilesos, deixaram pistas que a PF tratou de seguir.
Durante um ano o delegado Antônio Celso monitorou a quadrilha e descobriu que planejavam um grande assalto em Porto Alegre. O planejamento do assalto parecia roteiro de filme hollywoodiano.
Primeiro, compraram um prédio no centro de Porto Alegre, leiloado pelo INSS, depois de retomado de um devedor. Criaram uma empresa de prestação de serviços, especializada em reformas de imóvel. Colocaram na empresa todos os fichas limpas que faziam parte da quadrilha.
A empresa ocupou o prédio, simulou reformá-lo, colocou caçambas enormes na frente. Todo dia cavavam o túnel em direção à agência de um banco e despejavam os detritos nas caçambas. Havia estrito controle de todo mundo que entrava no prédio.
Como o prédio ficava em região de muitas agências bancárias, a ambição falou mais alto e decidiram abrir um ramal no túnel, em direção a um segundo banco. Foi ali que o monitoramento os alcançou.
Trabalhavam todos os dias, fim de semana, feriado. E a PF monitorando.
Na semana decisiva, o delegado Antônio Celso instalou duas câmeras para permitir que o então delegado-geral da PF, Paulo Lacerda, pudesse acompanhar todos os detalhes da operação.
O prédio ficava de frente para o porto. Uma das câmeras ficou em uma sala no porto, e a outra em um prédio em frente, onde a PF alugou uma sala estrategicamente colocada.
Os assaltantes, até então, não usavam armas. As armas só viriam no dia decisivo. A força tarefa da PF já tinha em seus radares o grupo de São Paulo que levaria as armas para o dia do assalto. A quadrilha teria que ser detida antes de pegar os armamentos.
Definiriam que a operação seria deflagrada dois dias antes da chegada das armas.
Antes das 6 da manhã os monitores da PF em Brasília já mostram a operação em Porto Alegre. Às 6:30 chega o ônibus do Comando de Operações Táticas da PF. Quinze minutos depois, Antônio Celso telefona para Paulo Lacerda, que o vê falando ao telefone com ele próprio. No chão, 33 assaltantes algemados, sem que se tivesse disparado um só tiro.
Pergunto: dá para comparar com os delegados online? É evidente que não.
Portanto, não cometa a injustiça de considerar que a PF são os 'almofadinhas'. Há grandes servidores públicos, policiais e agentes efetivamente treinados na arte de investigar e não no trabalho burocrático de cruzar bancos de dados, de se exibir no Facebook e candidatar-se a celebridade da mídia.

EM   EDITORIAL,   GLOBO PROPÕE  A EIKE BATISTA DELAÇÃO CONTRA LULA   

   

Responsável  pela  denúncia do  chamado triplex do  Guarujá (SP),  a Globo, maior monopólio de  comunicação do mundo,    transformou a destruição do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva em sua razão de existir.


Essa guerra, que já dura mais de três anos, contribuiu decisivamente para a quebra das construtoras brasileiras e para a maior recessão da história do País.
No entanto, a Globo parece não estar convencida de ter encontrado sua 'bala de prata' contra Lula.
Por isso mesmo, em editorial publicado nessa quarta(1º), em seu jornal,  as Organizações Globo praticamente falam em nome do Poder Judiciário e oferecem a chave da liberdade ao empresário Eike Batista: uma delação premiada contra Lula.
O problema é que Eike, antes de tentar ser um símbolo do capitalismo de compadrio que a Globo condena, foi o protagonista de uma das maiores fraudes privadas de todos os tempos. Com o aval de bancos de investimento e de grupos de comunicação, incluindo a Globo, Eike levantou bilhões no mercado de ações, iludindo milhares de investidores.
Foi só quando percebeu que seus negócios poderiam ruir que ele tentou se socorrer no Estado. Eike, no entanto, sempre afirmou ser persona non grata na Petrobras – o que é mérito do corpo técnico da estatal. E quando obteve recursos no FI-FGTS, quem mandava ali dentro era o PMDB de Eduardo Cunha e Michel Temer, a quem a Globo se aliou para promover o golpe parlamentar de 2016.
Abaixo, o editorial em que O Globo estabelece suas condições para a liberdade de Eike:
A importância de uma delação de Eike Batista
O empresário poderá esclarecer o toma lá dá cá em Brasília e no Rio, ajudando a compor o mais detalhado mapa da corrupção em negócios com o Estado brasileiro
O instrumento da colaboração premiada tem sido chave para o êxito da Lava-Jato e de outras investigações menos conhecidas, feitas no universo do crime de colarinho branco. Repete o que aconteceu no exterior, por este tipo de delação, na repressão a organizações criminosas. Como a do petrolão.
Lançada em março de 2014, a Lava-Jato só decolou e avançou devido a delações estratégicas: a primeira delas, a do próprio doleiro Alberto Youssef, marco zero das investigações; veio em seguida a de Paulo Roberto Costa, primeira pessoa do esquema do petrolão, enraizado na diretoria da Petrobras, a trocar informações por redução de penas; e assim transcorreu até se chegar ao maior e mais importante acordo feito até agora na Lava-Jato — entre acionistas e diretores da Odebrecht, 77 pessoas e 800 depoimentos.
O empresário Eike Batista só agora entra para valer em toda esta história, mas reúne características que podem elevar bastante sua possível delação premiada no ranking de importância dos depoimentos feitos desde 2014, quando começou a Lava-Jato, de que a Operação Eficiência, em cujas malhas caiu Eike, é ramificação.
Eike Batista sonhou alto — chegou a ser o sétimo homem mais rico do mundo, ao vender projetos inflados de expectativas que ele criava, mas que não eram tudo aquilo que acenava — e poderá relatar as cumplicidades não apenas no plano federal, mas também no estadual.
Ao circular entre Rio e Brasília nos governos Lula e Dilma, Eike foi incluído na lista dos “campeões nacionais”, com livre acesso ao BNDES, a ferramenta financeira usada no projeto lulopetista de um capitalismo de estado para empresários companheiros. Na tentativa infrutífera de se livrar de uma prisão que devia pressentir, Eike se apresentou voluntariamente à Lava-Jato, para relatar a cobrança de R$ 5 milhões feita pelo então ministro da Fazenda, Guido Mantega, para a campanha eleitoral de Dilma. Sem que surpreenda, o dinheiro foi entregue aos marqueteiros do lulopetismo, João Santana e Mônica Moura. Informação interessante, mas que não livrou Eike de Bangu 9.
No plano estadual, o empresário terá de explicar a mirabolante transferência de US$ 16,5 milhões a Sérgio Cabral, ex-governador fluminense. Eike, pelo que disse no aeroporto de Nova York e no avião de volta, ao GLOBO, deve explorar a linha de defesa de que políticos o achacaram. Pode ser, porém não o inocenta de crimes.
Uma desejável delação de Eike deverá levantar um aspecto deste capitalismo de estado e de compadrio que o lulopetismo ajudou a enraizar no Brasil: grandes investidores não conseguiam contornar o pagamento de pedágios para tocar seus projetos. Isso não os torna vítimas, até porque são agentes ativos da corrupção.
Uma bem-vinda colaboração de Eike Batista ajudará a compor talvez o mapa mais detalhado da cultura da corrupção, em altas e médias esferas, numa das dez maiores economias do mundo. Servirá de agenda de trabalho para a sociedade pressionar pela criação de barreiras institucionais contra esta perigosa degradação nos negócios públicos, que envenena o universo político e a gestão do Estado. 

quarta-feira, 1 de fevereiro de 2017

Empresa que  comprou  avião  de Campos é sócia da Odebrecht em Pernambuco

odevio
A Lidermac, empresa que está sendo investigada pela Polícia Federal como possível compradora do avião para Eduardo Campos usar na campanha presidencial e que o levou à morte, em 2014, é sócia na Odebrecht em um contrato oferecido pelo próprio ex-governador de Pernambuco.
A empresa pertence à família Carneiro Leão, integrada, entre outros, por Rodrigo Leicht Carneiro Leão, genro do ministro do Tribunal de Contas da União José Múcio Monteiro. Múcio e Ana Arraes, mãe de Campos, votaram pela rejeição das contas de Dilma.
Ela dividiu com a Foz do Brasil, empresa da Odebrecht Ambiental, em 2013, um contrato com a empresa de saneamento de Pernambuco, a Compesa, de R$ 4,5 bilhões – R$ 5,85 bi, hoje, corrigidos pelo IGP-M.
Por esse contrato, as duas empresas – embora na prática fosse a Odebrecht quem tocasse o projeto – ficariam com a concessão por 35 anos, tendo vencido um consórcio entre a OAS e a espanhola Águas de Barcelona, para explorar o esgoto sanitário de Recife e do município de Goiana.
Não se pode dizer que o contrato não esteja sendo executado: o esgoto de Pernambuco será realmente tratado. Na Justiça.
Diz a imprensa local que a Odebrecht “dedou” que o esquema pagou o avião de Campos.
Que se espatifou tal e qual a “nova política”(lema da campanha de Eduardo e sua 'vice' Marina Silva).

Avião do  acidente  de  Campos revela esquema milionário  com governo  de  Pernambuco           


 

Investigações da Operação Vórtex, deflagrada nessa terça(31/jan) pela Polícia Federal, revelaram que uma das empresas proprietárias do avião Cessna Citation, que transportava o ex-governador de Pernambuco, Eduardo Campos (PSB), recebeu R$ 75 milhões durante sua gestão no Estado (2010-2014).

A empresa é a construtora Lidermac, do segmento de equipamentos e construção. Seguiu obtendo contratos com o governo de Pernambuco inclusive após a morte do ex-governador, até 2016.

O desmembramento da Operação Turbulência, que investiga a propriedade do avião que transportava o então candidato à Presidência da República e que caiu em agosto de 2014, deixando sete pessoas mortas, entre elas o ex-governador, também revelou que um dos proprietários da empresa tinha como sócio Rodrigo Leicht Leão, genro do ministro do Tribunal de Contas da União (TCU) José Múcio Monteiro.

Além de Leicht, também foram levados coercitivamente para depor os outros três sócios da empresa que conseguiu, até 2016, um montante de R$ 87 milhões com o governo de Pernambuco. 

A mesma empresa, Lidermac, doou R$ 3,8 milhões em 2014 a campanhas eleitorais, segundo informações da Polícia Federal. O Diretório Nacional do PSB, partido de Campos, recebeu R$ 500 mil, segundo registro do Tribunal Superior Eleitoral.

A propriedade da aeronave foi questionada após os investigadores verificarem que a Lidermac transferiu R$ 159,9 mil para a empresa Câmara & Vasconcelos. Dois dias depois, essa empresa adquiriu a aeronave por R$ 1,7 milhão.

A Operação Turbulência já tinha encontrado indícios de que a Câmara & Vasconcelos foi uma das empresas que lavou R$ 600 milhões em esquema para abastecer as campanhas de Eduardo Campos ao governo de Pernambuco, em 2010, e inclusive de Marina Silva à presidência pelo PSB, após a morte do ex-governador.

Além de Campos, os delegados da PF não mencionaram quais foram os outros políticos e partidos que receberam doações da Lidermac, mas se referiram a deputados federais, estaduais e diretórios de partidos políticos. 

Após show midiático da PF, ' 

Guido Mantega é absolvido

em inquérito na 'Zelotes'


   
O ex-ministro da Fazenda, Guido Mantega, foi excluído das acusações pela Polícia Federal no esquema da Operação Zelotes. Instaurado em 2015, Mantega virou alvo por suspeita de atuação para modificar decisões do Carf (Conselho Administrativo de Recursos Fiscais) a favor de uma empresa. Em maio de 2016, a imprensa mobilizou o noticiário para acusar o ex-ministro. Isento de indícios, apenas a Agência Estado publicou que Guido Mantega foi "livrado" do inquérito.
Mais de um ano transcorreu para que a delegada federal Rafaella Vieira Linhas Parca não encontrasse indícios de irregularidades contra Mantega no esquema. Tratava-se de uma das frentes de apurações envolvendo o Grupo Cimento Penha, que conseguiu reverter multas no valor de R$ 106 milhões em uma votação no Carf.
Procuradores da República e delegados da Polícia Federal iniciaram uma empreitada para acusar Mantega. A primeira das tentativas era verificar a extensão do relacionamento do ex-ministro com o empresário Victor Sandri, da Cimento Penha. 
Os investigadores também pediram a quebra dos sigilos bancário e fiscal de Mantega, que chegaram a ser autorizados pelo juiz Vallisney de Souza Oliveira, responsável pela Zelotes. O objetivo da varredura nos dados era também verificar se o ex-ministro dos governos Dilma e Lula teve alguma influência indevida na nomeação de membros do Carf.
A medida ocorreu ainda em novembro de 2015. Seis meses depois, em maio do último ano, a PF deflagrou a sétima fase da Zelotes, com alvo principal na empresa Cimento Penha e em Guido Mantega. O ex-ministro foi obrigado a prestar depoimento, em condução coercitiva, em São Paulo, e teve a sua casa varrida em mandado de busca e apreensão.
Jornais noticiaram com amplo destaque em suas páginas e manchetes. A Folha de S. Paulo chegou a acusar o ex-ministro por suposta apuração realizada pelo diário: "A Folha apurou que as investigações apontaram indícios de movimentações financeiras incompatíveis com a renda de Mantega", divulgou, à época.
 
"Na decisão em que autorizou a operação desta segunda, o juiz Vallisney Oliveira citou os argumentos do Ministério Público Federal de que há indícios de venda de decisão no Carf e a nomeação de um conselheiro para o órgão  com o propósito de garantir – em troca de vantagens financeiras – o julgamento favorável a aliados", noticiou o G1.
"Os dois seriam amigos e já fizeram negócios imobiliários", disse o Estadão, ao comentar a relação de Guido com Valmir Sandri, ex-conselheiro do Carf.
 
Com o inquérito concluído, há algumas semanas, apenas o Estadão noticiou que a Polícia Federal não encontrou indícios suficientes para acusar Guido Mantega. Além dele, o ex-presidente do Carf, Otacílio Cartaxo, que também tinha sido alvo da mesma frente da Zelotes, não foi indiciado.
"E em que pese haver algumas evidências de que outras pessoas provavelmente estariam envolvidas no esquema criminoso (Guido Mantega, Otacílio Cartaxo, Jorge Celso, Francisco de Sales e Valmir Sandri), esta subscritora deixou de indiciá-las por entender que não restou comprovado, por meio dos elementos objetivos colhidos, o aspecto subjetivo dos referidos investigados", justificou a delegada Rafaella Parcas.
Por outro lado, apesar de ter publicado a informação, o jornal preferiu comunicar que a PF "livrou o ex-ministro da Fazenda Guido Mantega e o ex-presidente do Conselho Administrativo de Recursos Fiscais".
Mas que "Victor Sandri, amigo de Mantega e proprietário do Cimento Penha, foi indiciado por lavagem de dinheiro e corrupção ativa." O jornal também anexou o documento com a cópia do inquérito intitulando-o "O Relatório da Zelotes que Livra Mantega".
              

'Republicanamente',  governo  do PT ('com  jeitão  de  tucano')    no Ceará  anuncia na Veja e na Globo

Kiko Nogueira                               

                O Ceará na Veja
                                                                               O Ceará na Veja! Arre égua...

O republicanismo petista é uma coisa linda de se ver.
O governo do Ceará pagou anúncios na Veja e na Globo para falar dos resultados no Enem por lá.
A propaganda foi veiculada no Fantástico desse último domingo(29 de janeiro, entre outros programas.
Das 100 melhores escolas públicas de ensino fundamental do Brasil, 77 são do Ceará”, diz a peça.
O governador é Camilo Santana, do PT. Teve o apoio de Cid Gomes, do PROS, irmão de Ciro, a quem sucedeu.
Por ocasião da queda de Dilma, Camilo falou que “a História haverá de julgar este momento”.
O que está em jogo não é apenas o mandato de uma presidenta, mas o direito sagrado conquistado pelos brasileiros de escolher seus representantes democraticamente pelo voto direto”, escreveu no Facebook.
Camilo é ligado ao senador Tasso Jereissati, do PSDB.
Em 10 de janeiro, ele afirmou que não descartava a possibilidade de deixar o partido. De acordo com Tasso, Camilo tem um “jeitão de tucano”.
Uma página indeterminada, na Veja, sai por 364 mil reais(tabela cheia, como costuma ser com os governos estaduais).
No Fantástico, o preço por 30 segundos de exibição é 550.200 reais.
     Camilo Santana e Dilma                               Camilo Santana, petista 'com jeitão de tucano', e Dilma

Aí vem  o presente neoliberal: 

5 milhões  de  desempregados

a mais em 3 anos 

O desemprego, medido pelo IBGE, chegou a 12% no último trimestre de 2016 (contra 11,8 no trimestre anterior), o que torna certo que a taxa subirá mais no início de 2017, pelo menos. Dezembro é um mês de dispensas, normalmente e, segundo o Ministério do Trabalho, passou de 400 mil o número de pessoas que perderam a carteira assinada no mês passado,  sem contar os “bicos” de Natal.
Pode parecer pequena a variação, mas isso significa que, de 2014 para 2016, passamos de 6,7 milhões de pessoas aptas ao trabalho mas sem emprego para 11,7 milhões. Isto é, mais cinco milhões  de pessoas ao desamparo , desde que  voltaram as políticas neoliberais do “afunda que levanta”. Na verdade, o número já é maior que 12 milhões, porque os cálculos do IBGE são feitos com as médias anuais e não com o resultado mais recente, quando chegou a 12,3 milhões.
O número de desocupados cresceu, portanto,  perto de 80% em três anos.
E o de trabalhadores regularizados, de carteira assinada, caiu 6,5% no mesmo período, ou seja, 2,3 milhões de brasileiros deixaram de ser contribuintes regulares da previdência e não contam tempo para se aposentar com 30 ou 35 anos, que dirá para os 49 anos que Michel Temer quer que se tornem obrigatórios.
A massa de rendimentos habitualmente recebidos de todos os trabalhos caiu abaixo dos níveis de 2013.
E(com singular cara de pau golpista) chamam isso de sanear a economia brasileira...