domingo, 2 de abril de 2017

Senado  aprova  reeleição   e manifestantes põem fogo no Congresso do Paraguai

Senadores aprovaram reeleição presidencial em reunião a portas fechadas, e oposição fala em "golpe parlamentar". Um jovem foi morto...
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Norberto Duarte/AFP
Paraguai
Manifestantes invadem e incendeiam o Congresso paraguaio, em Assunção
Manifestantes que protestavam no Paraguai contra a aprovação de um projeto de emenda constitucional para habilitar a reeleição presidencial entraram à força no Congresso e queimaram parte do edifício, segundo mostrou a televisão local. Um jovem foi morto durante confrontos com a polícia.
Os incidentes começaram na sexta-feira 31, depois que um grupo de senadores aprovou a reeleição presidencial, proibida pela Constituição de 1992. A decisão foi tomada numa reunião a portas fechadas, nas dependências da Frente Guasú, do ex-presidente Fernando Lugo, e sem a presença dos demais legisladores e do presidente do Senado, Roberto Acevedo.
No total, 25 dos 45 senadores votaram a favor da emenda que institui a reeleição. A emenda deveria ser ratificada neste sábado pela Câmara dos Deputados, também controlada pelos governistas, mas a seção foi cancelada devido à violência dos protestos. Parlamentares de oposição acusaram a manobra de "golpe parlamentar".
O partido de Lugo aprovou a emenda para que o ex-bispo possa concorrer nas eleições de 2018, e o Partido Colorado, para que o atual presidente do Paraguai, Horacio Cartes, possa fazer o mesmo. Por outro lado, o Partido Liberal, o maior da oposição, e outras forças opositoras, alegam que a emenda é anticonstitucional como meio de facultar um segundo mandato presidencial.
Confronto violento
Várias centenas de pessoas romperam a barreira policial, destroçaram vidraças do prédio no centro histórico de Assunção e queimaram as portas de entrada, além de lançar morteiros e pedras contra a polícia. As forças de segurança responderam com balas de borracha, gás lacrimogêneo e jatos de água.
Neste sábado, o presidente do Partido Liberal Radical Autêntico (PLRA), Efraín Alegre, informou à imprensa local que um jovem militante morreu após ser baleado por policiais na sede do partido, em Assunção.
Segundo Alegre, a polícia invadiu de "forma bárbara" a sede do partido e disparou contra os manifestantes que estavam no local, alguns dos quais ficaram gravemente feridos.
Trata-se do segundo incidente violento do dia no Congresso paraguaio. No primeiro, ao menos 12 pessoas ficaram feridas, entre elas Alegre e o deputado Edgar Acosta
O CafezinhoSobre  a  Venezuela: para   imprensa         brasileira,   "golpe     
são os outros"           

   

A imprensa brasileira parodiou Sartre: os golpes são os outros. O desespero da mídia brasileira para tirar o foco   do desastre    ferroviário do governo Temer, que está fazendo uma pedalada fiscal por dia,    deteriorando todos os índices sócio-econômicos do país   a uma velocidade recorde,    faz com  ela se   volte inteiramente para a questão da Venezuela,    cuja conjuntura política  sempre foi deturpada para os brasileiros.  

O fantasma do golpe perfeito   

Jair Pinheiro (*)                                                 


“Corte alinhada com Maduro assumiu funções do Congresso”, é a manchete do UOL hoje, 01/14/17, data adequada para a pós-verdade. De um só golpe a manchete difunde a ideia de que dois pilares básicos da democracia foram atacados: o rompimento da divisão dos poderes e a usurpação da independência do judiciário e, imediatamente, a falsa notícia é disseminada por toda América Latina, curiosamente sem citar fontes venezuelanas.

Aos fatos, pois! Dois deputados oposicionistas a Maduro vinham sendo investigados por crime eleitoral, desde as eleições de 2015. Terminado o processo, o TSJ – Tribunal Supremo de Justicia, após responsabilizá-los, determinou à Assembleia Nacional as providências para a cessação do mandato. Ante a recusa da AN de cumprir a ordem judicial, o tribunal tomou para si, o que a lei venezuelana permite, as funções estritamente vinculadas ao cumprimento da ordem judicial, preservando as prerrogativas do legislativo. Em seguida, num movimento aparentemente coordenado, diversos líderes oposicionistas deixaram o país em direção a diferentes países (Colômbia, Panamá, México, EUA e Espanha).

Enfim, está montada a cena do golpe perfeito: as manchetes insinuam uma dissolução do legislativo que não houve, os comentários dos mal-denominados especialistas e de âncoras celebridades ratificam e o movimento de líderes oposicionistas deixando o país, e dando entrevistas no aeroporto pedindo apoio internacional, confirmam: rompeu-se a ordem constitucional no país vizinho.

Na sequência, as manchetes reiteram o que parece ser um desdobramento natural: “Argentina pede reunião do Mercosul para discutir crise venezuelana”, “Brasil (não é piada) pede suspensão da Venezuela do Mercosul”, “Peru pede retirada de embaixador venezuelano”. Portanto, no plano discursivo vai se criando o isolamento internacional do país vizinho, na expectativa de que tal isolamento se concretize, um dos quesitos normalmente aceitos pelos bem-pensantes senhores que se arrogam o papel de representantes da comunidade internacional para justificar a intervenção imperialista contra governos que se opõem ao império.

A esta altura já estamos muito distantes dos fatos, mas estes nunca tiveram importância mesmo, a não ser como referência a ser superficial e maliciosamente aludida para criar a ilusão reconfortante de que se está restabelecendo a ordem constitucional, quando, o que se visa de fato, é alterá-la. É neste contexto de manobra alusão/ilusão que a imprensa informa como algo excepcional e não prerrogativa do cargo, que a fiscal geral (equivalente a procurador geral da república) Luisa Ortega Díaz considera inconstitucional as sentenças de número 155 e 156 e pede a revisão à Sala Constitucional do TSJ (equivalente ao nosso STF na função, mas melhor na execução) a anulação. Passados poucos minutos da meia-noite, Maduro anuncia deliberação do Conselho de Defesa da Nação de, entre outras coisas, “Exhortar al Tribunal Supremo de Justicia a revisar las decisiones 155 y 156, con el propósito de mantener la estabilidad institucional y el equilibrio de Poderes, mediante los recursos contemplados en el ordenamiento jurídico venezolano.”

Oportuno registrar que, em seu pronunciamento, Maduro cita a anulação, pela Corte Suprema, do plebiscito na Colômbia para ratificar o acordo de paz com as FARC, medida de grande gravidade por anular o voto popular, sem que nenhuma agência multilateral ou liderança regional tenha proposto intervenção no país vizinho, o que, a seu ver, está correto, pois se trata de problema interno do povo colombiano.

Cumpre anotar que o Conselho de Defesa Nacional tem sua existência estabelecida pelo artigo 323 da Constituição venezuelana e é composto pelo presidente da república, que o preside, o vice-presidente, o presidente da AN, o presidente do TSJ, o presidente do Conselho Moral Republicano (órgão sem equivalência no sistema brasileiro) e os ministros dos setores de defesa, segurança interna, relações exteriores, planejamento e outros cuja participação se considere pertinente. Portanto, a ordem constitucional está preservada segundo disposições e instrumentos estabelecidos, algo bem distante das medidas de exceção que se vão tornado rotina no Brasil. Entretanto, não será surpresa se este desdobramento constitucionalmente previsto for anunciado pela imprensa brasileira como vitória da oposição venezuelana e resultado da pressão internacional.

(*) Jair Pinheiro  é professor do depto. de ciência política da UNESP/Marília/SP.




Nova denúncia: fecha-se 

cerco   a   Aécio  Neves   

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 Ricrdo Kotscho 

"É como diz o Sarney: o problema do Aécio é que ele acha que ainda é jovem" (frase reproduzida pelo colunista Jorge Bastos Moreno em O Globo de terça-feira).
Resultado de imagem para fotos de Aécio preocupadoBom de papo, divertido, descolado, Aécio Neves é boa companhia para uma cervejinha de fim de tarde no boteco.
Sem chegar a ser amigo, tenho com ele uma relação de respeito desde o tempo em que era secretário de Tancredo Neves e carregava as pastas do avô.
De lá para cá, foi deputado, senador e governador de Minas, mas não mudou muito. Aparece sempre rindo, brincando com os amigos, de bem com a vida.
Talvez isto explique a sua dificuldade em encarar a realidade destes tempos de Lava Jato em que o nome dele é a toda hora citado como beneficiário de propinas nas delações da Odebrecht e de outras empreiteiras.
Neste final de semana, ele aparece com ar grave na capa da revista Veja. "A vez de Aécio", diz o título.
Segundo a matéria, o executivo Benedito Júnior disse em sua deleção premiada que depositou propina para o presidente do PSDB numa conta em Nova York como contrapartida ao atendimento de interesses da empreiteira em obras como a da Cidade Administrativa do governo mineiro.
Em outro vazamento, Marcelo Odebrecht já tinha revelado que repassou R$ 50 milhões a Aécio após a empreiteira ganhar o leilão para a construção da usina de Santo Antonio, em Rondônia.
"Em nenhuma das obras citadas houve pagamento indevido", diz a nota divulgada pela assessoria de Aécio, que classificou as informações de "falsas e absurdas".
Preservado pela mídia enquanto deu, agora está se fechando o cerco a Aécio Neves, duas vezes governador de Minas, derrotado por Dilma na última campanha presidencial.
À medida em que se aproxima a divulgação da nova Lista de Janot, o senador mineiro vê sua candidatura para 2018 escoar pelo ralo nas pesquisas, que mostram o crescimento de outro tucano, o prefeito paulistano João Doria.
Certa vez, durante um almoço após a cerimonia da entrega de medalhas da Inconfidência Mineira em Ouro Preto (até eu ganhei uma), quando Aécio era um dos pré-candidatos do PSDB para as eleições de 2006, ele me disse que não mudaria seu estilo de vida para ser presidente da República a qualquer custo.
Se tivesse que ser, tudo bem, mas ele não se mataria por isso, foram mais ou menos as palavras que usou na conversa com os amigos sobre a sua possível candidatura. E logo mudou de assunto para falar de coisas mais amenas.
Os tempos mudaram, e só Aécio não percebeu que a fase risonha e franca da política brasileira, em que adversários não eram inimigos, tinha acabado.
Com seu jeitão de eterno playboy carioca à moda antiga, embora nascido em Minas, o neto de Tancredo enfrenta os momentos mais difíceis de uma vida que era mansa até outro dia.
Vida que segue.
                                              

sábado, 1 de abril de 2017

Renan já pulou fora

do  balaio  golpista 

Líder do PMDB no Senado abandonou Temer e se aproxima de Lula
                                       
Paulo    Henrique Amorim                                                              
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Melhor não reproduzir o que Renan disse (Créditos: Evaristo Sá/AFP)
PiG cheiroso informa que Renan Calheiros, um dos canalhas na acepção dos senadores Requião e Lindbergh, tenta desacanalhar-se.
Renan está preocupado com sua reeleição e a de Renan Filho, governador de Alagoas.
Um senador não-canalha contou ao ansioso blogueiro que foi recentemente ao gabinete de Renan no Senado para transmitir um recado do Presidente Lula.
Encontrou Renan a analisar as pesquisas de intenções de voto em Alagoas.
Constatou que ele e o filho têm chances de se reeleger - mas é difícil.

Que a popularidade do MT é próxima de zero.
E que a de Lula é fulgurante.

Os comentários de Renan ao interlocutor não podem ser reproduzidos aqui...
Mas, indicam que Renan deseja ao Treme o mesmo destino que almeja seu interlocutor.

Segundo o PiG cheiroso, lá em Alagoas se diz que "se Renan pular do 10o. andar, pode pular atrás porque lá embaixo é água".  (PHA)

VEJA   DECRETA  MORTE  DE AÉCIO: PROPINA EM NY, na conta  da  irmã  andrea   

 

A revista Veja deste fim de semana acaba de decretar a morte do senador Aécio Neves (PSDB-MG) e pôr fim de vez aos seus planos - se é que ainda eram possíveis - de se candidatar à presidência da República em 2018 (leia aqui).
Se não bastassem as propinas em Furnas, na Cidade Administrativa (MG) e até o caixa dois em Cingapura, surge uma nova bomba: o ex-­presidente da Odebrecht Infraestrutura, Benedicto Junior, delator da Lava Jato, afirmou que a empresa depositou propina para o senador numa conta em Nova York operada por sua irmã, Andrea Neves, segundo reportagem da revista.
O texto diz que situação de Aécio "é um pouco pior" do que a dos outros caciques tucanos que poderiam concorrer à presidência, José Serra e Geraldo Alckmin, e que "pode se complicar ainda mais". "BJ era amigo de Aécio e frequentemente era visto jantando com o senador no Rio", diz a Veja.
"De acordo com BJ, os valores foram pagos como 'contrapartida' — essa é a expressão usada na delação — ao atendimento de interesses da construtora em empreendimentos como a obra da Cidade Administrativa do governo mineiro, realizada entre 2007 e 2010, e a construção da usina hidrelétrica de Santo Antônio, no Estado de Rondônia, de cujo consórcio participa a Cemig, a estatal mineira de energia elétrica", diz trecho da matéria.
"A denúncia de BJ é grave e atinge em cheio a imagem de um político que, até outro dia, firmava-se como a principal liderança da oposição ao governo do PT e, com o impeachment de Dilma, tornou-se figura expressiva, embora atuando nos bastidores, no governo de Michel Temer. Por meio de sua assessoria, Aécio Neves classificou a acusação de 'falsa e absurda'", diz ainda a publicação.
Aécio seria o político que recebeu uma das mais altas somas da empreiteira, R$ 70 milhões, considerando-se pagamentos de 2003 até hoje, de acordo com o conteúdo das delações, informa o texto.

31  de  março:  atos  mostram crescimento da reprovação às reformas de Temer        


                                  


Midia Ninja
Milhares na Avenida Paulista protestam nesta sexta-feira contra a reforma trabalhista de Temer
Milhares na Avenida Paulista protestaram contra a reforma trabalhista de Temer

O Brasil acordou ontem falando sobre o mesmo assunto: a defesa da aposentadoria. Em várias cidades de todas as regiões aconteceram atividades com o mesmo objetivo: construir uma grande greve geral no próximo mês.



De maneiras diferentes, o movimento sindical e social buscou dialogar com a sociedade sobre o que está em jogo na pauta de retrocessos do presidente ilegítimo Michel Temer e seus cúmplices.



As atividades protestaram contra a manobra de Temer que colocou em votação o projeto de lei que estabelece a terceirização irrestrita, arquivado pelo ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva assim que ele assumiu como presidente. O projeto era de 1998 e acaba com a legislação trabalhista, principalmente com a jornada e o salário, previstos na CLT (Consolidação das Leis Trabalhistas).

Atos expressivos em todo o país

As atividades de todo o dia nacional de mobilizações começaram já às 5 horas da manhã dessa sexta-feira com trancaços e assembleias em frente às empresas e finalizaram somente no período da noite, com atos que mobilizaram centenas de milhares de pessoas. 

É o caso de Belo Horizonte com manifestação nas ruas em um ato que teve intervenções culturais e shows no final, quando chegou no centro da capital mineira.

São Paulo reuniu 40 mil pessoas no ato(segundo os organizadores das Frentes Brasil Popular e Povo sem Medo, que começou no Masp, na Avenida Paulista, e terminou na Praça da República. A manifestação teve forte participação dos professores da rede pública de ensino estadual e municipal.

No Rio de Janeiro uma multidão tomou conta da Avenida Rio Branco. Fortaleza e Natal contaram com massivas manifestações.

Ato contra a 'Rede Golpe' 

Em São Paulo e no Rio de Janeiro os atos “lembraram” a participação do monopólio da comunicação nos golpes de 1964 e o do ano passado com o impeachment da presidenta Dilma Rousseff. A Rede Globo foi ocupada nos dois estados pelo Levante Popular da Juventude, já que a emissora foi construída pela ditadura militar para ser o centro de propaganda de um país “uniforme”.

Os manifestantes também lembraram que a imprensa apoiou o golpe e que omite as manifestações dos movimentos sociais e sindical.

Assembleias, paralisações e passeatas

Trabalhadores na Mercedes-Benz realizaram assembleia de mobilização no período da manhã de ontem, onde trabalham 12 mil funcionários, e aprovaram paralisação por 24 horas. Ainda na região do ABC, os trabalhadores da multinacional Saint-Gobain, em Mauá,  também realizaram assembleia para debater e protestar contra as reformas. 

Os petroleiros de São Paulo transmitiram logo cedo o recado de que não sairão das ruas até que as pautas da reforma da Previdência e trabalhista seja retiradas do Congresso Nacional na entrada dos terminais de Cubatão, Guararema e Guarulhos. A pauta também fez parte da assembleia dos metalúrgicos da Volks em Taubaté, empresa que tem mais quatro mil trabalhadores. Em Vitória, funcionários da Petrobras realizam manifestação em frente à sede da empresa, na Reta da Penha e interrompem o trânsito.

Uma passeata pelas ruas centrais, com mais de 500 manifestantes, constituiu o maior ato unificado deste ano em Sorocaba contra as reformas propostas pelo governo Temer. No dia 15 passado a participação foi expressiva, mas por conta da greve dos rodoviários. A manifestação foi convocada por 60 sindicatos de Sorocaba e região, entre eles o SMetal, Sindicato dos Bancários, da Saúde, dos Químicos, dos Vigilantes entre outros. No Largo São Bento, o Sindicato do Vestuário de Sorocaba esteve na rua para barrar a reforma da Previdência em discussão na Câmara Federal. 

Pela primeira vez em Pindamonhangaba ocorreu uma paralisação de diversas fábricas, de diferentes ramos e centrais sindicais. Mais de 500 trabalhadores participaram do esquenta para a greve geral, que reuniu 12 fábricas dos setores metalúrgico, químico e petrolífero do Distrito Industrial Santa Rita, na entrada da cidade.

Em Goiás, a mobilização mais expressiva foi a dos professores. Milhares de trabalhadores da Educação participaram de assembleia em Goiânia para decidir os rumos da negociação com o governo Marconi Perillo (PSDB) e contra a reforma da Previdência.

Os professores também realizaram protestos e atos em Minas Gerais. Liderados pelo Sindicato Único dos Trabalhadores em Educação de Minas Gerais (Sind-Ute), profissionais da área protestaram em Montes Claros, diante da Superintendência Regional de Ensino. Professoras e professores das escolas do Norte de Minas estão em greve e protestaram hoje contra as reformas do governo Temer. Mais de 1.500 grevistas participaram da manifestação. 

No interior de Pernambuco, estudantes de uma escola privada sairam em passeata contra as reformas e metalúrgicos de e trabalhadores rurais ligados ao MST paralisaram a Refinaria de Suape, nas empresas Auto-Metal e Fiat, durante o período da manhã. 

Em Salvador ocorreram dois atos na manhã de ontem. Centenas de pessoas fecharam o Iguatemi às 7h e, a partir das 9h, houve massiva manifestação no Campo da Pólvora.

Em Feira de Santana e Vitória da Conquista, Santo Antonio de Jesus e Santa Luz também houve protestos, com expressiva participação de manifestantes.




No Pará, as cidades Altamira, Bragança, Santarém, Marabá, Tucuruí registraram atos e passeatas. Em Belém, o ato foi seguiu para a frente do Tribunal Regional do Trabalho, com a participação de advogados trabalhistas e funcionários. A mobilização também contou com cerca de 500 trabalhadores e trabalhadoras rurais representantes de 109 municípios paraenses que estavam participando do Congresso Estadual da Fetagri, que encontraram com os manifestantes que se concentraram em São Brás para um novo ato em frente a Secretaria de Administração do estado. 



Em Santa Catarina, atos e passeatas foram realizados em Criciúma, Joinville, Caçador, Lages, Joaçaba e Jaraguá do Sul onde os servidores públicos em greve se uniram aos trabalhadores de outras categorias e representantes de movimentos sociais e a passeata contou com a participação de sete mil pessoas. O ato em Florianópolis percorreu as ruas do centro e uma senha idosa fez uma performance amarrada com a reforma trabalhista, previdenciária e a terceirização que guiou o ato.


Na Bahia, milhares de pessoas compareceram aos atos em 10 cidades. Na capital aconteceram dois atos que reuniram milhares só no período da manhã. No período da tarde houve outra grande manifestação na Praça Castro Alves Além de Salvador, aconteceram manifestações em Santo Antônio de Jesus, Feira de Santana, Santa Luz, Teixeira de Freitas, Riachão de Jacuípe, Candeias, Valença, São Domingos, Campo Formoso, Campo de Pólvora e Amélia Rodrigues

Em Maceió, o Sindicato dos Trabalhadores em Transportes Rodoviários no Estado de Alagoas (Sinttro-AL), promoveu uma paralisação dos ônibus que circulavam na região central da capital de Alagoas. O transporte permaneceu parado até o início da tarde. 

União do campo e cidade

Em Campo Grande do Piauí, os camponeses e camponesas do MPA (Movimento dos Pequenos Agricultores) amanheceram na rua, somando-se ao ato com professores, alunos, sindicatos, representantes de partidos e até secretários municipais contra as reformas da Previdência e trabalhista. 

MST, MAB e Fetagri fizeram ato em frente ao Tribunal de Justiça do estado do Pará. O ato é para denunciar os crimes do latifúndio e cobrar a punição de seus assassinos. Neste dia nacional de mobilização, camponeses e trabalhadores da cidade se unem para barrar a reforma da Previdência, trabalhista e a terceirização.

Centenas de trabalhadores organizados no Fórum Estadual contra as Reformas de Alagoas, que reúne todas as centrais sindicais e movimentos populares do campo e da cidade, se concentraram na Praça Deodoro, no Centro de Maceió, e caminharam até a direção ao Tribunal Regional do Trabalho. 

Cerca de 700 trabalhadores e trabalhadoras sem-terra trancaram a BR 235 em quatro pontos diferentes, em Casa Nova, no Norte da Bahia. A ação foi em protesto contra as medidas golpistas do governo Temer, como as reformas da Previdência e  trabalhista.

Curitiba realizou um grande debate na Assembleia Legislativa do Paraná contra a reforma da Previdência, com a participação dos senadores Paulo Paim, Gleisi Hoffmann e Roberto Requião e com o ex-ministro da Previdência Carlos Gabas. O ato demonstrou a unidade das centrais sindicais.

No Acre, o ato unitário reuniu mais de 500 pessoas em frente ao Palácio do governo, no centro de Rio Branco,  de onde os manifestantes seguiram em caminhada até o Terminal Urbano.

'Trancaços'   chamam   atenção
para defesa  da  aposentadoria

A União dos Movimentos de Moradia  travou a Radial Leste da cidade de São Paulo nessa sexta de mobilização. Além de se posicionar contra a reforma da Previdência, o movimento  reivindica o programa Minha Casa, Minha Vida.

Militantes do Movimento dos Trabalhadores Sem Teto (MTST) também bloquearam a Avenida Oscar Niemayer, próxima ao trecho Rodoanel em Mauá, na região do ABC, contra a reforma da Previdência e a terceirização.

Manifestantes de movimento de moradia iniciaram a manhã de ontem bloqueando a Rodovia Régis Bittencourt, na altura do km 274, sentido São Paulo, no município de Taboão da Serra. O congestionamento alcançou mais de dois quilômetros.

A Estrada do M'Boi Mirim, no Jardim Ângela, Zona Sul de São Paulo, foi totalmente bloqueada por um período por manifestantes do Movimento dos Trabalhadores Sem Teto. O bloqueio ocorreu ao lado da Ocupação Palestina.

No Piauí, camponeses do Movimento dos Pequenos Agricultores (MPA) amanheceram em luta e trancaram a BRs 407, na região de Paulistana, 316, em Campo Grande do Piauí, e na PI, em São João da Varjota.

Em Recife também ocorreram protestos em rodovias organizados pelo Movimento dos Trabalhadores Sem Teto (MTST), interditando os dois sentidos da Rodovia BR-101 Sul, próximo ao viaduto do Ceasa, na zona oeste da capital pernambucana. 

A mesma forma de protesto aconteceu em Mato Grosso do Sul, onde manifestantes trancaram as principais rodovias do estado. A ação contou com manifestantes dos estados do Paraná e do Mato Grosso do Sul e aconteceu em Sonora, Mundo Novo, Três Lagoas e Corumbá.

Pressão em cima dos parlamentares 

A pressão aos deputados federais também fez parte das atividades de hoje. Manifestantes colocaram cartazes e divulgaram os nomes e fotos dos parlamentares que estão contra a aposentadoria. Foi o que aconteceu em Palmas, capital do Tocantins, no Distrito Federal e em diversas cidades do interior do estado de São Paulo e também no interior de Minas Gerais.

Violência e criminalização
dos  movimentos  sociais

Em Uberlândia, a Polícia Militar reprimiu brutalmente a mobilização do MTST. Sem diálogo, a tropa de choque e mais viaturas de outros batalhões chegaram atirando e soltando bombas, com o apoio de um helicóptero.

A violência generalizada da PM de Minas se espalhou e foi até dentro do Assentamento Glória. São pelo menos 15 feridos, alguns baleados de borracha no rosto. Há pelos menos dois presos que não se sabe para onde foram levados.

Veja abaixo imagens das manifestações ocorridas na tarde dessa sexta-feira (31 de março):


Porto Alegre (RS)




Brasília (DF)





Natal (RN) 



São Paulo (SP)





Fortaleza (CE)




Caruaru (PE)




Salvador (BA)




Poços de Caldas (MG)

Guarani (MG)



Rio de Janeiro (RJ)





Belo Horizonte (MG)




Mossoró (RN)




Dourados (MT)




Delação seletiva: Lava Jato e Moro não  permitem  que  Cunha  fale    

No G1, Matheus Leitão, jornalista amigo da turma da Lava Jato e autor de um livro laudatório a Sérgio Moro e à Força Tarefa, diz que a República de Curitiba tem pouco ou nenhum  interesse em um acordo de delação premiada com Eduardo Cunha.
“Um importante investigador da Lava Jato afirma que não houve, até agora, nenhuma conversa efetiva sobre um acordo com Cunha e mostra-se cético em relação as provas que o ex-deputado pode ter.
“Acho difícil ele ter alguma prova com dados relevantes que sejam novos aos olhos da Operação e que possamos utilizar. Já temos material suficiente para mais 10 anos de Lava Jato”, afirma. 
O investigador completa: “a não ser que ele tenha um sistema registrado de corrupção, com provas efetiva, a situação dele tende a se consolidar com muitos anos em regime fechado”.

O homem que Michel Temer ajudou a colocar no poder para destabilizar Dilma, o homem que foi, comprovadamente, um dos maiores lobistas da República e que tem consigo todos os segredos da conspiração e dos negócios articulados por Michel Temer, na hora de falar, simplesmente não vem ao caso.
Aliás, mesmo quando tenta falar, através das perguntas que tem direito ao seu sócio de golpe, chamado como testemunha, Sérgio Moro o blinda do que ele chama de chantagem, embora o mesmo possa ser feito por ele de forma muito mais brutas, porque não com simples inquirições, mas com cárcere “até confessar”.
A seletividade está completa: investigações seletivas, vazamentos seletivos, delações seletivas e julgamentos seletivos.
A única justiça que se fará neste país será com o julgamento público, que começa a se formar, com a percepção de todos sobre o que está se passando com uma justiça que é capaz de afrontar o país blindando o golpe vergonhosamente.