domingo, 2 de abril de 2017


Nova denúncia: fecha-se 

cerco   a   Aécio  Neves   

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 Ricrdo Kotscho 

"É como diz o Sarney: o problema do Aécio é que ele acha que ainda é jovem" (frase reproduzida pelo colunista Jorge Bastos Moreno em O Globo de terça-feira).
Resultado de imagem para fotos de Aécio preocupadoBom de papo, divertido, descolado, Aécio Neves é boa companhia para uma cervejinha de fim de tarde no boteco.
Sem chegar a ser amigo, tenho com ele uma relação de respeito desde o tempo em que era secretário de Tancredo Neves e carregava as pastas do avô.
De lá para cá, foi deputado, senador e governador de Minas, mas não mudou muito. Aparece sempre rindo, brincando com os amigos, de bem com a vida.
Talvez isto explique a sua dificuldade em encarar a realidade destes tempos de Lava Jato em que o nome dele é a toda hora citado como beneficiário de propinas nas delações da Odebrecht e de outras empreiteiras.
Neste final de semana, ele aparece com ar grave na capa da revista Veja. "A vez de Aécio", diz o título.
Segundo a matéria, o executivo Benedito Júnior disse em sua deleção premiada que depositou propina para o presidente do PSDB numa conta em Nova York como contrapartida ao atendimento de interesses da empreiteira em obras como a da Cidade Administrativa do governo mineiro.
Em outro vazamento, Marcelo Odebrecht já tinha revelado que repassou R$ 50 milhões a Aécio após a empreiteira ganhar o leilão para a construção da usina de Santo Antonio, em Rondônia.
"Em nenhuma das obras citadas houve pagamento indevido", diz a nota divulgada pela assessoria de Aécio, que classificou as informações de "falsas e absurdas".
Preservado pela mídia enquanto deu, agora está se fechando o cerco a Aécio Neves, duas vezes governador de Minas, derrotado por Dilma na última campanha presidencial.
À medida em que se aproxima a divulgação da nova Lista de Janot, o senador mineiro vê sua candidatura para 2018 escoar pelo ralo nas pesquisas, que mostram o crescimento de outro tucano, o prefeito paulistano João Doria.
Certa vez, durante um almoço após a cerimonia da entrega de medalhas da Inconfidência Mineira em Ouro Preto (até eu ganhei uma), quando Aécio era um dos pré-candidatos do PSDB para as eleições de 2006, ele me disse que não mudaria seu estilo de vida para ser presidente da República a qualquer custo.
Se tivesse que ser, tudo bem, mas ele não se mataria por isso, foram mais ou menos as palavras que usou na conversa com os amigos sobre a sua possível candidatura. E logo mudou de assunto para falar de coisas mais amenas.
Os tempos mudaram, e só Aécio não percebeu que a fase risonha e franca da política brasileira, em que adversários não eram inimigos, tinha acabado.
Com seu jeitão de eterno playboy carioca à moda antiga, embora nascido em Minas, o neto de Tancredo enfrenta os momentos mais difíceis de uma vida que era mansa até outro dia.
Vida que segue.
                                              

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