segunda-feira, 3 de julho de 2017

TRÉGUA  DE  TEMER   DURA 

POUCO: PRISÃO DE GEDDEL ABALA CÂMARA 

FERNANDO BRITO, no TIJOLAÇO
A prisão de Geddel Vieira Lima, embora já afastado há meses do cargo de ministro-chefe da Secretaria de Governo golpista, tem um efeito avassalador nas articulações  do Palácio do Planalto para barrar na Câmara a denúncia de Rodrigo Janot contra Michel Temer.   ***   É que Geddel – se é que não era ainda – o maior articulador de Temer entre os deputados e, como tal, é senhor de acordos e negócios que, antes e depois do impeachment de Dilma Rousseff, foram feitos para desmontar o governo legítimo e armar as estruturas do ilegítimo.   ***   Do núcleo da quadrilha do PMDB na Câmara, excluindo o próprio Michel Temer, seu “capo”, mais da metade está presa: Eduardo Cunha, Henrique Eduardo Alves e, agora, Geddel. ***   A certeza da impunidade e esta própria escassez  de comparsas livres levou Geddel a cometer o erro de pressionar a mulher do doleiro Lúcio Funaro, por mensagens de celular, onde era identificado por “Carainho”. Foi o “gancho” para dar bambu para a flecha do Dr. Janot, através de seus subordinados do MP do Distrito Federal, fazer um estrago na defesa de Michel Temer.   ***   Ao contrário da baiana da canção, tem deputado de sobra querendo ver Geddel de longe e pelas costas.

GEDDEL, PEÇA-CHAVE NO GOLPE, É PRESO PELA PF

Foto: Valter Campanato/Agência Brasil
Geddel Vieira Lima,  até bem pouco 'homem forte' de Temer, foi um dos articuladores do golpe contra Dilma
No BRASIL/247

O ex-ministro GEDDEL VIEIRA LIMA,do PMDB, um dos principais assessores de Michel Temer até meses atrás, preso nesta segunda-feira(3) pela Polícia Federal, na Bahia.   ***  A decisão foi do juiz Vallisney de Souza, titular da 10ª Vara Federal de Brasília, tomada no âmbito da Operação Cui Bono(expressão latina: "A quem beneficia"), deflagrada em janeiro deste ano, e que investiga fraudes em créditos da Caixa Econômica Federal, onde ele ocupava o cargo de vice-presidente.   ***   De acordo com o Ministério Público Federal, Geddel "valeu-se de seu cargo na Caixa para, de forma orquestrada, beneficiar empresas com liberações de créditos dentro de sua área de alçada e fornecer informações privilegiadas para outros membros da quadrilha composta, ainda, por Eduardo Cunha" e outros.   ***    O suposto esquema de fraudes na liberação de créditos da Caixa ocorreu entre 2011 e 2013.    ***   O mandado contra Geddel é de prisão preventiva, portanto, não há prazo para a soltura. A prisão foi baseada nos depoimentos do operador Lucio Funaro, que também atuava na Caixa Econômica, e do empresário da JBS Joesley Batista no âmbito da Cui Bono.

O   HOMEM  QUE  TENTOU 
NOS DEIXAR SEM BARATA
  encampa
FERNANDO BRITO, no TIJOLAÇO

32 anos, tempo suficiente para a maioria nem sequer se lembrar mais.  Eu lembro.   ***  A ação foi surpreendente e nem mesmo eu, na Assessoria de Imprensa do Governo, sabia dela, dentro da minha prática de anos a fio no relacionamento entre Brizola e os jornalistas, que me valia a confiança de ambos os lados: “Se eu não puder confirmar uma informação, não me dê, porque eu não vou mentir”.   ***   Apenas recebi um aviso para chegar muito cedo no Palácio Guanabara, e a operação começou mesmo cedo, com os interventores  de surpresa nas garagens, para não deixar que se suspendessem os serviços de ônibus e a região metropolitana entrasse em caos.  ***    Como havia ficado, poucos dias antes, quando os empresários de ônibus, além de interferirem na eleição com dinheiro, como sempre fizeram, preferiram também a “ação direta”, fazendo parar de circularem as linhas que serviam à Zona Oeste do Rio, onde o brizolismo era uma imensa força, para, assim, tentarem evitar a eleição de Roberto Saturnino Braga à prefeitura do Rio.   ***   No momento de inventariar os bens das empresas, surgiram os carros de luxo, as lanchas e até aviões particulares, comprados com o dinheiro amealhado dos passageiros de ônibus caros, sujos e irregulares.   ***   Não é preciso dizer que, um ano depois, Moreira Franco, o Angorá, devolveu tudo aos empresários, com um pedido de desculpas,  porque o poder público, agora, era dos homens da “livre iniciativa”.   ***   Nem por isso Brizola se livrou da intriga e, anos atrás, surgiu uma “onda” dizendo que os empresários de ônibus, o mesmos de quem ele tirou as empresas, em nome do bem público, o financiavam.   ***  Não foi a única nem a maior injustiça calhorda que a ele fizeram.  Mas os fatos, os fatos é que fazem a verdade.   ***   E no dia em que se prende, com seus milhões, Jacob Barata, o maior símbolo desta camada de concessionários de ônibus que enriqueceu e esbanja, como no casamento de uma filha que a colunista social Hildegard Angel comparou(AQUI) a Paris de Maria Antonieta, não posso deixar de lembrar que, um dia, houve um político que resolveu dedetizar os transportes públicos.   ***   Onde, infelizmente, não há apenas um Barata.

'Lava Jato' em mais uma ação midiática
Prisão  de  Barata   e   comparsas  mafiosos dos ônibus  do Rio  mira desmonte de empresas nacionais

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Jacob Barata Filho, preso no Aeroporto Tom Jobim
Do AMgóes >> A TV Globo disparou, nesse domingo(2) à noite,   o vazamento seletivo,   de que o Ministério Público Federal lhe dá prioridade,       sobre  a prisão, no Aeroporto do Galeão,   do empresário   JACOB BARATA FILHO(foto acima),  um dos magnatas  do  controverso  transporte  coletivo no   Rio   de Janeiro.  

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Jacob Barata-pai(84), fundador do cartel dos ônibus
Barata embarcaria rumo a Portugal com passagem apenas de ida, indicativo, para a Polícia Federal, de que estaria fugindo do país, face a investigações que o envolveriam sobre propinas de centenas de milhões de reais a agentes públicos fluminenses em troca das benesses que o setor sempre recebeu do governantes, à exceção do governador Leonel Brizola, que chegou a encampar as linhas de ônibus do Rio de Janeiro.

A respeito, pertinente reflexão do MIGUEL DO ROSÁRIO no blog O CAFEZINHO, que você pode ler clicando A Q U I.

A  'GUERRA  SEM

GUERRA' NO

BRASIL

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Muitos brasileiros tinham esperança, ou ao menos expectativas, na atuação da Justiça. Mesmo sabendo que os tribunais brasileiros são lentos, formais e que se expressam num leguleio que poucos entendem – mesmo assim! – esses brasileiros tinham esperanças. Não podíamos crer, materializar, o dito antigo de que a Justiça no Brasil é feita – e com dureza! – apenas para ladrão de galinhas. “Para os amigos, tudo! Para os inimigos, a Lei!”.   ***   Muito menos podíamos imaginar que seria através de tribunais brasileiros que interesses estrangeiros declarariam guerra ao Brasil.  
A íntegra de FRANCISCO CARLOS TEIXEIRDA SILVA(*), no TIJOLAÇO.
 
LUIS NASSIF, no JORNAL GGN
Vamos a um balanço rápido das notícias.
O primeiro ponto relevante é o esvaziamento da Lava Jato, tal como a opinião pública testemunhou até agora. Ou seja, vazamentos abusivos, uso intensivo do tribunal da mídia, coerção sobre réus para que incluíssem na delação o que os procuradores desejavam, as inovações teóricas a fórceps de Deltan Dallagnol para conseguir viabilizar denúncias.
Os fatos relevantes são os seguintes:
FATOR 'RAQUEL DODGE'
Não estranhe o fato de os jornais, após consumada a indicação de Raquel Dodge para a Procuradoria Geral da República, começarem a enaltecer sua biografia.
Até então, permitiram que o PGR Rodrigo Janot armasse uma acusação injuriosa contra ela, no episódio do Conselho Superior do Ministério Público, no qual Raquel quis incluir uma cláusula que limitasse em 10% o número de procuradores de cada unidade que poderiam ser convocados para tarefas especiais.
A imprensa em Brasília endossou rapidamente a tese para garantir o acesso aos vazamentos, com os quais o Ministério Público Federal cativa os jornalistas. Nenhuma das pessoas que, hoje, saem em defesa de Raquel – incluindo o presidente da ANPR (Associação Nacional dos Procuradores da República) – moveu uma palha quando das acusações de que foi alvo.
Com Raquel Dodge na PGR, provavelmente mudará apenas o show midiático da Lava Jato. Acabarão os vazamentos que faziam o gozo dos linchadores e a vergonha dos operadores do direito e das pessoas com um mínimo de visão de país. Acabará a superexposição de procuradores fazendo a vida com palestras.
As investigações em si provavelmente ganharão mais eficiência, já que Raquel fez sua carreira na linha de frente do combate ao crime, ao contrário de Janot que cresceu dentro da burocracia do MPF.

FATOR 'TRF 4'


É publicada notícia com um balanço dos julgamentos da Lava Jato pelo TRF 4 – o Tribunal Regional Federal da 4ª Região, em Porto Alegre. Segundo o balanço, o TRF 4 reformou todos os casos em que as acusações vieram respaldadas unicamente em delações, sem as provas.
São duas informações trazidas pela notícia. A primeira, é a de que o TRF 4 não abdicou do estrito controle da legalidade, ao contrário das manifestações iniciais a favor do relaxamento do estado de direito. A segunda, o incrível déficit de informação do país. Do lado da velha mídia, pelo fato de só privilegiar notícias de condenações. Do lado da nova, pela incapacidade de um acompanhamento meticuloso dos casos.
Até o Estadão descobriu os princípios básicos de direitos individuais e hoje, em editorial, ataca as condenações baseadas exclusivamente em delações. Para salvar Michel Temer, o Estadão precisou dar uma colher de chá para Lula.
Com esses dados, dificilmente a condenação de Lula, no processo triplex, por Sérgio Moro, será confirmada pelo TRF 4 porque baseada exclusivamente em declarações premiadas de delatores.
Confirma-se o que vimos denunciando há tempos, que o valioso instituto da delação premiada foi comprometido pela sanha persecutória e midiática da equipe de Curitiba.

FATOR 'JBS'


O atabalhoamento de Rodrigo Janot coloca em risco a delação da JBS.
Numa ponta, o procurador Ângelo Goulart Vilela, detido na operação sob suspeita de receber da JBS, se dispõe a dar depoimento para a CPI que se instalará.
Nela, provavelmente relatará que sua aproximação com a JBS se deveu à tática de Janot, de conquistar a empresa para a delação.
Na outra ponta, o ex-procurador Marcelo Miller, que largou o MPF para trabalhar no escritório que cuidou da delação da JBS, escorregou na casca de banana jogada por Michel Temer.
Temer acusou-o de ter ficado milionário com a contratação pela Trench Rossi Watanabe. E Miller informou seu salário. Disse que é de R$ 25 mil. Com bônus, vai para R$ 110 mil. Ou os US$ 450 mil antecipados aqui pelo GGN.
Bastará alguém solicitar à empresa informações sobre o bônus. Recebe o bônus(ou referral fee, no linguajar do setor) quem leva clientes para o escritório. O cliente que Miller levou foi justamente a JBS.

CONCLUSÕES


Sem fato novo, sobressaem três conclusões:
1ª Reduz sensivelmente a possibilidade de Lula ser condenado em 2a instância.
2ª   Aumenta a possibilidade de, até 2018, o país continuar sendo governado de forma humilhante por Michel Temer.
3ª   Raquel Dodge inicia a pesadíssima missão de salvar o MPF da armadilha em que foi colocado pela falta de comando de Janot e pela falta de limites dos procuradores de Curitiba. A cada dia ficarão mais claros os alertas a respeito das consequências desastrosas para o MPF das estripulias de procuradores deslumbrados e sem nenhuma espécie de comando ou coordenação.
PERDEU, MICHEL! APENAS 45 NA CÂMARA  REJEITAM  DENÚNCIA   CONTRA  TEMER

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A pesquisa da Folha de S. Paulo com todos os 513 deputados federais publicada nesse domingo(2) mostra que Temer precisa colocar as barbas de molho e trabalhar duro para reverter o placar adverso que está amargando hoje: ele tem apoio de apenas 23% da bancada do PMDB e 8,6% do PSDB, seus principais sustentáculos, na denúncia de corrupção passiva que pode despejá-lo do Jaburu; seus apoiadores convictos, no conjunto de todas as bancadas (45) perdem de goleada para os convictos do lado contrário (130) e o grupo de deputados que o apoiam está em último lugar dentre as cinco opções apresentadas: 1) a favor da denúncia contra Temer; 2) contra a denúncia; 3) não sabem; 4) não vão se pronunciar e 5) não responderam.

Mais ALEX SOLNIK no BRASIL/247.

sábado, 1 de julho de 2017

PETROBRAS REVÊ POLÍTICA E PODERÁ REAJUSTAR PREÇO DA GASOLINA E DO DIESEL TODO DIA SEM AVISO PRÉVIO

 

A Petrobras (PETR4, PETR3) revisou nessa sexta-feira (30) a política de preços do diesel e da gasolina, dando certa liberdade para que a área de marketing e comercialização da empresa reajuste as cotações na refinaria de forma mais frequente, inclusive diariamente, em busca de maior competitividade e com o objetivo principal de recuperar receita e participação de mercado.  

Leia mais no PLANTÃO BRASIL.   

ALGUÉM PARA UMA  'SELFIE'  COM AÉCIO EM SEU PATÉTICO RETORNO AO SENADO?
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Do AMgóes  >>  Ainda que plausível a decisão monocrática do ministro Marco Aurélio, do STF, em devolver  o mandato de senador a Aécio Neves, para preservar, como inferiu,   a harmônica relação dos Poderes da República(não observada, convenhamos, no caso de Delcídio Amaral, ex-PT), o retorno do 'mineirim do Leblon' ao Congresso implicará seu previsível isolamento. 
Também flagrado com 'batom na  cueca' na delação de Joesley Batista, da JBS(caso dos R$ 2 milhões solicitados para resolver demanda 'pessoal'), Aécio perdeu o mando tucano, afastado da presidência do PSDB que, por óbvio, não lhe será devolvida.
Custa-nos crer que algum de seus pares se sinta confortável em  posar para fotos a seu lado, comprometendo perspectivas de sucesso eleitoral em 2018, por considerá-lo o 'leproso' da vez. 
Aécio será, nos corredores e no plenário do Senado, o fantasma  que assombrará  eventuais interlocutores de bancada, de quem preferirão estratégica distância. Assim, terminantemente descartadas 'selfies' com ele.
Em seu dossiê delituoso, não há teses de acusadores 'convictos' e 'ilações' do 'lava-jatismo' curitibano, mas 'provas provadas', documentadas e de  viva voz.
Mesmo em ambiente empesteado, de longa data, por permissividades 'institucionais', a moral do senador tucano está mais baixa do que bunda de sapo.
Daí improvável que algum dos pares(inclusive comparsas do golpe) aceite ser clicado com ele em abraço tipicamente de afogado.

NOVA PGR  AMEAÇA O DESMEDIDO PODER INSTITUÍDO POR JANOT NO MPF, NÃO A ‘LAVA JATO’

 
Foto: Gil Ferreira/Agência CNJ
Michel Temer não ousou romper a tradição de nomear ao cargo máximo do Ministério Público Federal (MPF) os mais votados pelos procuradores da República. Mas, provocativamente, escolheu a segunda colocada da lista tríplice e a candidata que despontava como uma das principais oposições a Rodrigo Janot.   ***   A subprocuradora-geral da República  RAQUEL ELIAS FERREIRA DODGE já estampava na última eleição, de 2015, o procurador-geral como "um pensamento único e hegemônico", sem diálogo com os demais membros do órgão.   ***   A ameaça da mais nova procuradora-geral não é em relação à descontinuidade das investigações da Operação Lava Jato, mas ao jogo de poder determinado por Janot nestes últimos quatro anos em seus dois mandatos consecutivos. 

Leia mais PATRÍCIA FAERMANN no JORNAL/GGN.