terça-feira, 30 de julho de 2019


Eu acuso! 

LEANDRO FORTES, n'A POSTAGEM

Todos vocês, coleguinhas jornalistas, que embarcaram no antipetismo feroz que serviu para derrubar Dilma e gestar Bolsonaro, todos e todas, repito, são responsáveis pela merda em que estamos vivendo.  ➤  Para puxar o saco do patrão, para fazer média com as fontes, para ser aceito como protagonista em uma sociedade apodrecida pelo preconceito ou para garantir um salário de merda, no fim do mês, não importa. Vocês são culpados e culpadas.   ➤   Em maior ou menor grau, vocês emprestaram a credibilidade de vocês e destruíram o jornalismo brasileiro por ação ou omissão, naturalizando absurdos, incensando idiotas, amenizando arbitrariedades, fingindo indignação, dando asas a juízes e procuradores corruptos em nome do combate a uma corrupção que nunca, em tempo algum, lhes causou qualquer reação, antes.   ➤   Agora, eu vejo muitos de vocês nas redes em um esforço comovente de se mostrarem democratas genuinamente horrorizados com o fruto podre da árvore que vocês regaram com tanto prazer. Sinto um misto de pena, nojo e vontade de rir.   ➤   Eu poderia nomear, sem medo de errar, pelo menos uma dezena de vocês, mas os não citados poderiam sentir um alívio injusto. Cada uma e cada um de vocês sabe o papel abjeto que cumpriu nessa jornada. Essa carapuça irá pairar, eternamente, no ar.   ➤   Portanto, não adianta posar de democrata, agora que o circo está pegando fogo. Porque quando só uns poucos tinham coragem de dizer a verdade, vítimas de toda violência que vem junto, vocês estavam disseminando mentiras, cúmplices bem remunerados dessa gente que agora também quer lhes devorar.   ➤  Sinto informar, mas, se depender de mim, vocês nunca vão conseguir se esconder.  

Presidente  da OAB  vai  ao Supremo contra Bolsonaro


FERNANDO BRITO, no TIJOLAÇO


Como antecipado por este blog – e não há grande mérito em antecipar o óbvio – o presidente da Ordem dos Advogados do Brasil, Felipe Santa Cruz, vai representar ao Supremo Tribunal Federal contra o sr. Jair Bolsonaro, para que ele explique em juízo o que sabe sobre a morte de(seu pai) Fernando Santa Cruz, desparecido político que “sumiu” em 1974, quando era um militante antiditadura.   ➤   Bolsonaro, numa cena ridícula, enquanto cortava o cabelo, gravou que “ouviu falar” que Fernando teria sido morto por seus próprios companheiros, versão jamais registrada na história de quatro décadas de investigação sobre o caso.   ➤  Como Bolsonaro não é padre de confessionário, nem jornalista que deve preservar sigilo de fonte, é possível que seja chamado a dizer de que “ouviu falar isso”.  ➤   Se, claro, houver algum resquício de coragem no Supremo Tribunal Federal para cobrar responsabilidades a Jair Bolsonaro.   ➤   Está nos jornais(AQUI) a reação de Felipe Santa Cruz.   Mas não está a indignação dos operadores do direito contra esta monstruosidade.  ➤  O correto, a esta altura, era a Procuradoria Geral da República estar cobrando as responsabilidades por isso.  Mas há um silêncio(de cumplicidade e  covardia) quase que total.

Na  TV GGN:  Eugênia Gonzaga  e  o crime nefando do ‘desaparecimento forçado’

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Entrevista de LUIS NASSIF com a procuradora e presidente da Comissão de Mortos e Desaparecidos Políticos.   ➤ Abaixo...
“Não é caso de impeachment, mas de interdição”, diz Miguel Reale Jr. (que advogou o ‘impeachment’ de Dilma) sobre a 'insanidade' de Bolsonaro
Para jurista, atitudes do capitão da reserva podem ser associadas ao imperador romano Nero, tido como tirano...
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Miguel Reale Júnior, jurista
LUCAS RIVAS, no portal GUAÍBA

Um dos autores do pedido de 'impeachment' da presidenta Dilma Rousseff, o jurista Miguel Reale Jr. criticou com veemência o presidente Jair Bolsonaro, nesta segunda-feira. Ex-ministro da Justiça no governo de Fernando Henrique Cardoso, Reale disse que o chefe do Executivo federal quer destruir a sociedade civil ao desmerecer todo o corpo científico do país e ainda reverenciar o período ditatorial. “Nós estamos, realmente, dentro de um quadro de insanidade, a mais absoluta. Não é mais caso de 'impeachment', é de interdição”, disparou.   ➤   Em entrevista para o 'Esfera Pública', da Rádio Guaíba de Porto Alegre, Miguel Reale Jr. classificou o presidente como “BolsoNero”, em alusão ao imperador romano, associado à tirania. “Isso é fascismo cultural. O que não estiver de acordo, com sua rasa compreensão, tem que ser queimado, por isso que eu digo: ele é um ‘Bolsonero’”, disparou.   ➤   O jurista ainda condenou a iniciativa do governo federal de limitar a atuação dos conselhos profissionais Brasil afora, ao definir que a filiação a essas entidades deva ser opcional, e não obrigatória, para o exercício da profissão. O projeto visa a provocar impacto diretamente nas regras de conduta de categorias como médicos, advogados e engenheiros, por exemplo.   ➤   “Bolsonaro está decompondo todo arcabouço de inteligência, crítica e pensamento situado na sociedade civil. Ele desmerece os organismos científicos. Ele acaba de propor um projeto de lei que elimina a necessidade de inscrição na OAB, CRM ou no Conselho Federal de Economia, ou seja, não sei se é um plano, ou algo alucinado de querer desconstituir tudo aquilo que compõe a inteligência, o pensamento e a sensibilidade brasileira”, alertou.  ➤  Miguel Reale Jr. também lamentou a postura de Bolsonaro, que atacou(AQUI) nessa segunda-feira(29) o pai de presidente da OAB, Felipe Santa Cruz, morto na ditadura militar. “Eu queria expressar minha solidariedade ao presidente da OAB, que foi ferido de forma inadmissível. É um fato gravíssimo”, repudiou.  ➤   Abaixo,  no vídeo de MARCO ANTÔNIO VILLA, no Youtube...
Sessentões, setentões e até mesmo oitentões, ‘velhinhos transviados’  na luta contra o desmonte do Brasil


Os(as) bem mais jovens, agora responsáveis em 'segurar a peteca' pra valer, devem observar a bem-vinda resiliência dos 'dinossauros' que de repente voltaram às ruas para protestar...
Multidão na Avenida Presidente  Vargas, centro do Rio,  com participação
 de expressivo contingente da 'terceira idade'


Um monte de “setentões” e “setentonas” protestando, fazendo passeata, com direito à repressão e tudo mais! Onde já se viu? Não era para estarem numa cadeira de balanço ou, os mais saudáveis, gozando o que os italianos chamam de “ócio com dignidade”, quer dizer, uma boa aposentadoria?    Começou durante o processo de impeachment da Dilma, e continuou… Em 2016, participei de manifestações contra o golpe que se avizinhava, uma delas que seguiu em passeata do largo da Batata, em São Paulo, até as proximidades da casa de Michel Temer, onde foi reprimida...  (...)  Mas não dava para nos mantermos ociosos mantendo a dignidade, vendo a vaca ir pro brejo. E foi. Quer dizer, continua caminhando celeremente rumo a ele, o brejo. O desmonte do Brasil, dos direitos dos trabalhadores, vai se acelerando. E é preciso que nós, os setentões e até oitentões continuemos na luta....   ➤   A íntegra do BLOG DO MOUZAR, na REVISTA FÓRUM.

segunda-feira, 29 de julho de 2019

EM TEMPO:  A  OAB TAMBÉM AJUDOU A

CRIAR BOLSONARO 


“A língua é o chicote do rabo e chegou a hora de dizer “eu avisei”

De 1964 ao 'impeachment' de Dilma, a OAB avalizou dois golpes de Estado

AMgóes, 'copidescando' FÁBIO ST RIOS, n'A POSTAGEM

Por óbvio, as opções 'institucionais' da OAB(Ordem dos Advogados do Brasil), no curso dos tempos,  não foram as de seu atual presidente, Felipe Santa Cruz. Assim como todas as instituições (minimamente) democráticas do país, a OAB conta com sistema interno de eleição e disputa entre correntes díspares  de pensamento, que enseja a alternância de poder.   ➤   Entretanto, uma breve passagem por dois momentos da Ordem explicita a percepção de como Bolsonaro foi sua cria e, desde sempre, um inimigo figadal.    ➤   O primeiro registro, com subsídio da OAB,  é o que gerou, embrionariamente,  figuras anacrônicas como o próprio Jair Bolsonaro: o golpe militar de 1964. ➤  Ironicamente, o histórico da Ordem não foi, no  curso das décadas(apesar de pontuais e expressivos 'mea culpa'), de irrestrita e incondicional preservação da Democracia. O comportamento da respeitada instituição foi , no mínimo, ambíguo(ou suicida?). Afinal, sem Democracia, não há Direito e, sem Direito, não há advogados; ao menos, eles perderiam, face às doloridas excepcionalidades circunstanciais,  sua função precípua, de pugnar por Direitos individuais e  coletivos.   ➤    Em 1964, a OAB abraçou a tese de 'ingovernabilidade' do presidente Goulart,  endossando  o discurso de ódio de Carlos Lacerda. Resultado: em poucos anos, Lacerda e OAB se arrependeram do golpe. Lacerda, por não lograr candidatar-se a presidente(inclusive cassado, com JK, outro dissimulado adesista da quartelada), e a Ordem, por perder a condição de defensora(em tese) do Estado Democrático de Direito, uma vez que os generais passaram a reprimir qualquer manifestação por Democracia.   ➤   O segundo momento, também avalizado pela OAB, foi o golpe de 2016. Dessa feita,  a Ordem, que já ajudara na criação de um 'chorume humano' como político, alheia à  retórica golpista do ex-capitão na Câmara dos Deputados, adicionou fermento à construção de sua chegada ao poder.     ➤    Não tergiversemos: a OAB teve o dedo na ascensão de Bolsonaro ao Planalto, ao teorizar, pateticamente, que o Brasil estava 'ingovernável', subsidiando o processo do 'impachment' da presidenta Dilma Rousseff.  ➤  Agora(ainda que, 'data venia', os nobres causídicos  repudiem, de forma peremptória,  a pecha de coniventes), os achincalhes do ex-capitão - com  estupidez e truculenta agressividade - à memória do pai do atual presidente da entidade(desaparecido político, aos 26 anos,  na quadra da repressão ditatorial, mais de quatro décadas atrás), voltam-se contra um dos seus potenciais criadores.   ➤  Não seria oportuna corajosa autocrítica em nível nacional, sobre os gravíssimos 'descaminhos' aqui citados, visando a resgatar por inteiro sua credibilidade, premissa, aliás, vislumbrada por todos nós? 

Presidente da OAB vai ao STF para que  Bolsonaro  se  explique  sobre morte de seu pai durante ditadura



"O presidente da OAB, Felipe Santa Cruz, decidiu interpelar o presidente Jair Bolsonaro pelas declarações ele deu sobre o seu pai.   Na manhã desta segunda-feira (29), Bolsonaro disse que “se o presidente da OAB quiser saber como o pai desapareceu no período militar, eu conto para ele”.   Santa Cruz já constituiu o advogado Cesar Brito para entrar com uma ação no STF “para que o presidente diga o que sabe” sobre a morte de Fernando Santa Cruz, ocorrida em março de 1974."   ➤   A íntegra, na REVISTA FÓRUM.

Bolsonaro  é   um monstro no poder


FERNANDO BRITO, no TIJOLAÇO

Não hÁ exagero aqui em dizer que Jair Bolsonaro é um homem sem condições morais de exercer a Presidência da República.  Não se revela apenas um arbitrário, revela-se um sádico, alguém incapaz de ter respeito a seres humanos.   ➤   A declaração de que sabe minúcias do desaparecimento(AQUI) do pai do presidente da Ordem dos Advogados, Felipe Santa Cruz, que tinha apenas dois anos de idade quando Fernando Santa Cruz foi preso ilegalmente e desapareceu para sempre nos porões da ditadura, é coisa de sádico monstruoso.   ➤  “Se o presidente da OAB quiser saber como é que o pai dele desapareceu no período militar, conto pra ele. Ele não vai querer ouvir a verdade. Conto pra ele.”   Vai contar, Jair Bolsonaro, vai contar.  Porque haverá uma interpelação judicial para que o senhor dê conta de suas palavras.   ➤   Este cidadão que enxovalha a Presidência da República, merecia mais de um filho cuja morte do pai vira objeto deste tipo de ameaça.  É uma abjeção, que foi até onde está porque abjeções menos caricatas o permitiram uma jornada impune, desde os planos de explodir bombas em quartéis para obter aumento de soldo.   ➤   Impune sempre, crê que será impune para sempre.  Mas Felipe é um homem do Direito e saberá conter o ímpeto da bofetada que mereceria quem diz coisas como essa e procurará os tribunais.   ➤  Resta saber se ainda há, nos tribunais, pessoas dignas e corajosas para dizer ao reizinho que ele não é o dono do país e que não pode brincar com sentimentos tão sofridos como esse.   Ao menos por terem instalado um monstro no mais alto posto da República. 

Bolsonaro inicia desmonte do Banco do Brasil com programa de demissão e redução de cargos e agências

Em maio, nos EUA, o ministro da Economia, Paulo Guedes, falou que a intenção
 é fundir o BB com o Bank of America

Em comunicado à imprensa feito nesta segunda-feira (29), o Banco do Brasil iniciou o processo de desmonte proposto pelo governo Jair Bolsonaro com um programa de demissão dos funcionários e medidas como redução de cargos e agências. Em maio, nos EUA, o ministro da Economia, Paulo Guedes, falou que a intenção é fundir o BB com o Bank of America.   ➤   “Dentre as ações aprovadas, constam a revisão e o redimensionamento da estrutura organizacional do BB nos níveis estratégico(direção geral), tático(superintendências), de apoio(órgãos regionais) e de negócios(agências)”, diz a nota.   ➤   Na prática, o BB vai transformar 333 agências em Postos de Atendimento, além da abertura de “plano de desligamento incentivado”, que começa a negociar a demissão dos funcionários a partir desta terça-feira(30).   ➤   “Funcionários localizados em dependências com excesso no quadro podem aderir a um plano de desligamento incentivado, a partir desta terça-feira,30, e até 14 de agosto”, declara o comunicado.   ➤   O banco ainda implantou o que chama de 'Programa de Adequação de Cargos', que deve enquadrar os funcionários que não pedirem demissão. “Quem não tiver interesse em se desligar, será priorizado no processo de preenchimento das vagas e aqueles que perderem a função manterão sua renda pelo período de 120 dias”, diz o BB, sinalizando que pode reduzir o valor do salário de funcionários que não pedirem demissão.   ➤   Entre março de 2017 e março de 2019, o BB reduziu o número de funcionários de 100 mil para 96,6 mil. O total de agências tradicionais caiu de 4.436 para 4.096. As agências digitais e especializadas passaram de 441 para 620.

Imprensa mundial repercute ataque e assassinato de cacique indígena por garimpeiros no Amapá


"O ataque às Terras indígenas Wajãpi no Amapá por garimpeiros, que deixou um cacique morto, ganhou destaque em jornais internacionais como o francês Le Monde e os norte-americanos New York Times Washington Post. Os ataques na região amazônica são vistos com temor no exterior e fazem parte de banca de negócios de Jair Bolsonaro na Comissão de Relações Exteriores do Senado para garantir seu filho, Eduardo, como embaixador do Brasil nos EUA."   ➤   Leia mais na REVISTA FÓRUM.