terça-feira, 3 de março de 2020

Picaretagem  de volta  à  TV!!!  Bolsonaro cede ao ‘lobby’ das televisões que o apoiam e libera sorteios eletrônicos
Resultado de imagem para Imagens de antigos sorteios eletrônicos no SBT


Jair Bolsonaro editou uma medida provisória, autorizando sorteios em canais abertos de televisão(proibidos em 1998, tal a quantidade de fraudes registradas à época), para atender às demandas(de picaretagem) das emissoras SBT, Record, RedeTV! e Band(que o apoiam). O texto foi publicado no Diário Oficial da União, na manhã desta terça-feira (3).  ➤   Leia mais no BRASIL/247.

Os que asfixiam o SUS(já com suas conhecidas debilidades) apertam o pescoço do povo



Cláudia Collucci, hoje, na Folha, mostra um estudo do Conselho Nacional de Saúde que contabiliza em R$ 20 bilhões a perda de recursos do setor desde 2016, quando se aprovou o fim da vinculação do gasto mínimo de 15% da receita da União com a Saúde, na famigerada “PEC do Teto”.   Isto é um sexto dos recursos destinados às ações de Saúde, hoje em R$ 120 bilhões.      Collucci cita a reportagem do NY Times(AQUI) que conta a história de uma das famílias norte-americanas(lá não existe SUS) apavoradas com a conta que resultou da suspeita de que estaria infectada: US$ 3.918, ou quase R$ 18 mil reais(aqui, Bolsonaro quer reduzir o SUS a pó).    ➤    Leia mais FERNANDO BRITO, no TIJOLAÇO.
Coronavírus: Surto desacelera na  China,  mas  cresce  em outras partes do mundo

Na outra ponta, o surto está crescendo em vários países. Os Estados Unidos tiveram mais 100 casos confirmados na manhã desta terça-feira(3), com pelos menos 11 estados atingidos.  ➤   A íntegra, no JORNAL/GGN.

Milicos voltaram a mandar: Bolsonaro transferiu R$ 6 bilhões da área social para Forças Armadas em 2019


No primeiro ano do governo de Jair Bolsonaro, o Ministério da Defesa foi privilegiado com o maior reforço de Orçamento. A pasta encerrou 2019 gastando R$ 6,3 bilhões a mais do que havia sido previsto inicialmente.   (...)   Leia mais no BLOG DA CIDADANIA.

Se convocação de Bolsonaro tiver resposta popular, militares podem intervir, diz cientista política
MÁRIO MARONA, no Facebook, via DCM
A FOLHA DE S. PAULO entrevistou a cientista política Argelina Figueiredo e cometeu a façanha de escolher para o título a maior obviedade possível: as manifestações governistas do dia 15 fortalecerão ou enfraquecerão Bolsonaro.   >>>   "Mas há boas declarações, ignoradas pelo jornal na abertura da matéria. Vejam:   Bolsonaro é um agente provocador, como mostra desde o início do governo. Subestimamos o perigo que ele representa desde as eleições de 2018, quando muitos achávamos que não venceria. Mas há um risco grande de ele se transformar num pequeno ditador.      >>>  Ele se cerca de generais no Palácio do Planalto e afaga suas tropas, as polícias estaduais, os escalões inferiores do Exército. Acho que ele está fazendo isso para contar com os militares como bombeiros para defendê-lo se houver alguma iniciativa para tirá-lo do poder.   >>>  Num cenário que classifico como catastrófico, mas que parece plausível, o presidente pode incitar as pessoas e provocar o caos para que os militares intervenham para manter a ordem.   >>>   Por outro lado, a maioria do Legislativo é a favor da política econômica proposta pelo governo. E o mercado, que dá sustentação a essa política, que apoiou Bolsonaro na eleição e segue apoiando o governo, tem pouco apreço pela democracia, porque está mais preocupado com os resultados da política econômica.   >>>   Se houver uma resposta popular à convocação do presidente, há um risco de os militares intervirem para garantir o poder de Bolsonaro." 

A ordem agora é ‘salvar os bilionários’, não os  cidadãos  comuns (dos  efeitos econômicos do coronavírus)




“Um dia, a grande ficha vai cair”, escreveu e desenhou Laerte, num quadrinho provocador sobre a alienação humana. A frase cai como uma luva para o Brasil, diante do Coronavírus. No mundo todo, os jornais debatem a pandemia, os enormes abalos que ela provoca nos mercados financeiros e os riscos de uma recessão global. Aqui, a tempestade econômica sequer figura nas manchetes principais – muito menos se debate seu sentido. E como não é possível desconhecer a propagação da doença (já são 2 casos confirmados e 433 suspeitos), promove-se ativamente a despolitização. A população é orientada a lavar as mãos com álcool gel – nunca a examinar os atos (e em especial as omissões) dos governos.   >>>   É neste ambiente que se armam tenebrosas transações. Na esfera global, a mais importante é a trama, pelos Bancos Centrais dos países ricos, de uma operação para salvar os bancos privados e grandes empresas em crise. A jogada repete o script principal seguido na grande quebradeira de 2008. Os grandes grupos econômicos são “resgatados”. Para evitar que quebrem, os Estados injetam dinheiro e assumem enormes dívidas. Logo em seguida, cortam gastos sociais, alegando estar quebrados – e, portanto, obrigados a “austeridade”. Há uma diferença essencial, porém, em relação à crise passada. Surgiu, em diversas partes do mundo, uma reivindicação política nova, baseada na chamada Teoria Monetária Moderna. Propõe-se: se os Estados podem criar dinheiro para salvar bancos, porque não podem fazer o mesmo para grandes investimentos sociais e em infraestrutura?   ➤ A íntegra de ANTÔNIO MARTINS, no OUTRAS PALAVRAS.

Sem política, Bolsonaro se isola na eleição municipal


HELENA CHAGAS, n’OS DIVERGENTES, analisa o “mato sem cachorro” em que está o presidente Jair Bolsonaro no “aquecimento” para a disputa das eleições municipais, sobretudo nas maiores cidades, aquela que mais fortemente repercutem no cenário político nacional.    ➤   FERNANDO BRITO reproduz, no TIJOLAÇO.

“Brasil vive enfraquecimento da democracia”, diz Lula ao receber título honorário de Paris



O que está ocorrendo no Brasil é o resultado de um processo de enfraquecimento do processo democrático”, disse o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, ao receber o título de cidadão honorário de Paris, nesta segunda-feira(2), em cerimônia que contou com a presença da prefeita local, Anne Hidalgo.   >>>  Também estiveram presentes a ex-presidente Dilma Rousseff e o ex-prefeito de São Paulo Fernando Haddad. “O que está ocorrendo no Brasil é o resultado de um processo de enfraquecimento do processo democrático, estimulado pela ganância de uns poucos e por um desprezo mesquinho pelos direitos do povo; desprezo que tem raízes profundas, fincadas em 350 anos de escravagismo”, discursou Lula.   ➤ Leia mais no JORNAL/GGN.

domingo, 1 de março de 2020


Bolsonaro é movido a sordidez


FERNANDO BRITO, no TIJOLAÇO
O vagabundo que preside este país disse hoje que os torturados pelo regime militar não sofreram nada.   “É tudo cascata cascata para ganhar indenização”, disse aos aduladores do cercadinho na porta do Alvorada.  Pau-de-araracadeira o dragão – onde se aplicavam choques elétricos aos presos – farpas de bambu e agulhas enfiadas sob as unhas, tudo isso era, claro, para ganhar uma”graninha”.    >>>    Só uma mente podre como a de Jair Bolsonaro pode, gratuitamente, fazer a apologia da brutalidade covarde da tortura. Sua cabeça, seja lá o que tem dentro dela, é movida a sordidez.   Este é o tipo de “combate” que militares como ele gostam: o adversário amarrado, algemado, sangrando e indefeso como objeto de sua “valentia”.   >>>   O Brasil fez um imenso esforço para se pacificar e este sujeito vem ofender o mortos e debochar de quem passou por dores, sofrimentos e humilhações e, agora, no final da vida, ainda segue assombrado pelas sessões e horror pelas quais passou.  Muitos deles, militares honrados, que cometeram o “crime” de serem legalistas.   >>>   O general Ernesto Geisel tinha toda razão ao referir-se a Jair Bolsonaro como um “mau militar”.   E o que Geisel, então, iria dizer dos generais que, hoje, servem de escolta ao ex-capitão?   Que laurel para o fim de suas carreiras, não é? Virarem vovôs de miliciano e torturadores 'ad hoc'.

sábado, 29 de fevereiro de 2020


Quando a polícia bandida quer mandar na sociedade



"(...) As milícias cariocas não são uma ação ou um movimento. São um verdadeiro sistema. Um capitalismo distópico que confunde público e privado e mercantiliza tudo através da força. Apesar de, esteticamente, as ações no Ceará terem sido parecidas com outras já vistas no Rio de Janeiro, a construção desse sistema não pareceu ser o objetivo dos policiais no estado do Nordeste. Não foi algo territorial, foi algo mais com caráter de pressão política. Colocar todo e qualquer tipo de violência policial na caixinha do “milicianismo” é uma simplificação rasa e perigosa que pode nos impedir de enxergar riscos ainda maiores do que as próprias milícias.   >>>   O que se viu em Sobral talvez seja mais comparável ao que ocorreu no recente golpe contra o Governo de Evo Morales na Bolívia do que com o que presenciamos todos os dias no Rio de Janeiro. Por lá, para além do histórico papel central das Forças Armadas no golpismo direitista latino-americano, viu-se uma importância inédita das forças policiais no apoio político (e não só de força bruta) ao golpe."   ➤  A íntegra de ALMIR FELITTE, no portal OUTRAS PALAVRAS.