sábado, 30 de julho de 2016

Petrobras começa a 

vender    campos

do  pré-sal

                                        


 

A venda faz parte do programa de alienação de ativos que a companhia leva adiante, com o objetivo de arrecadar até o fim deste ano US$ 14,4 bilhões. 


O BM-S-8 é atualmente operado pela Petrobras (66%) em parceria com a Petrogal Brasil (14%), Queiroz Galvão Exploração e Produção (10%) e Barra Energia do Brasil Petróleo e Gás (10%). Neste bloco ocorreu uma descoberta no prospecto exploratório denominado Carcará.

Matéria de O Globo publicada nesta sexta (29) explicita, sem constrangimento ou contraponto, a escolha da atual direção por esvaziar a petroleira. “Com um elevado endividamento (R$ 450 bilhões), a Petrobras tem como prioridade máxima sua redução”. 

Em manifesto da campanha Todo o Petróleo Tem que Ser Nosso, petroleiros defendem que, apesar do alarde feito em torno da dívida da Petrobras, ela é irrisória diante do que representa a companhia. “A Petrobras tem um patrimônio gigantesco de óleo e gás no pré-sal, sendo que a dívida da empresa, somada aos desvios estimados, representa não mais que 1% desse patrimônio”, diz o texto. 

O Globo afirma que o campo de Carcará entrou na lista de venda porque, apesar de já ter descoberto reservas de petróleo, ainda demandaria vários anos e elevados investimentos para entrar em operação.

“O campo é um dos quatro cujas reservas extrapolam a área concedida e, por isso, estão em processo de definição de volumes de petróleo chamado de unitização. Essas áreas que extrapolam os quatro campos serão ofertadas em um leilão em meados do ano que vem pela Agência Nacional do Petróleo (ANP). Um dos campos é Gato do Mato, operado pela Shell, na Bacia de Campos, no pós-sal. Os outros três são Carcará, Sapinhoá e Tartaruga Verde, no pré-sal, na Bacia de Santos, todos operados pela Petrobras”, diz o veículo.

O próprio jornal cita o tamanho do patrimônio do qual a Petrobras decidiu abrir mão. “O mercado estima que Carcará pode conter reservas gigantes de petróleo. A perfuração de um segundo poço na área de Carcará no ano passado, a sudoeste do megacampo de Lula, confirmou o potencial de estar ali uma nova megajazida de petróleo, semelhante aos dois próximos a ele: Sapinhoá e Lula, os maiores em operação no pré-sal. A estimativa é que Carcará entre em produção em 2020 ou 2021”. 

Segundo a petroleira, a operação de venda faz parte da política de gestão de portfólio da Petrobras “que prioriza investimentos em ativos com maior potencial de geração de caixa no curto prazo e com maior possibilidade de otimização de capital e de ganhos de escala, tendo em vista a padronização de projetos de desenvolvimento da produção”.

Com relação ao preço base da transação, de US$ 2,5 bilhões, a primeira parcela, correspondente a 50% do valor total (US$ 1,25 bilhão), será paga já no fechamento da operação. O restante do valor será quitado através de parcelas contingentes relacionadas a eventos subsequentes como, por exemplo, a celebração do Acordo de Individualização da Produção (unitização).

Com  vaia   ou   sem    vaia,    a usurpação da Olimpíada  é   a coroação do golpe do interino 

Kiko Nogueira                               

   Preparadíssimo para as vaias
'Preparadíssimo' para as vaias
No pacote de usurpações do interino, a Olimpíada é a cereja do bolo. A participação de Temer e sua corriola  na idealização  do  evento é igual a zero.
No entanto, ele age como aquele sujeito que não comprou cerveja para a balada, matou o anfitrião — e vai receber os cumprimentos numa boa. Tudo com aquela naturalidade que Deus lhe deu.
Dilma tomou a sábia decisão de anunciar que não comparecerá à cerimônia de abertura. Não topa ficar numa “posição secundária”, numa “situação extremamente injusta”. “Fui eu que fiz os Jogos Olímpicos”, lembra ela. Lula também avisou que não estará lá. FHC ficará em casa.
Temer carregará a família: Marcela, Michelzinho e a sogra Norma Tedeschi estão garantidos. A mulher na tribuna de honra. Os demais parentes instalados em outro local do mesmo andar. Ao todo, 42 pessoas no trem da alegria.
Ele afirma que tem um “dever institucional” a cumprir. Declarou-se “preparadíssimo” para os prováveis apupos. “Aliás, eu soube que os ex-presidentes nem vão. A brincadeira é que eles estão reservando as vaias só para o presidente”, contou a uma rádio gaúcha.
Existem duas coisas tão corriqueiras na história das Olimpíadas quanto russos dopados: boicotes e protestos. Os EUA não foram a Moscou em 1980 e a Rússia devolveu o cano em Los Angeles-1984. Ao menos 25 nações africanas não compareceram a Montreal em 1976.
O capítulo 5 do regulamento dos Jogos reza que “nenhuma manifestação política, religiosa ou racial é permitida”. A regra foi ignorada sistematicamente. Em 1968, no México, por exemplo, Tommie Smith e John Carlos fizeram a clássica saudação dos Black Panthers no pódio dos 200 metros rasos.
E no Rio? O que deve vir pela frente?
Em maio, o intelectual americano Thomas Palley, especialista em globalização, responsável pelo think-tank 'Economics for Democratic & Open Societies', publicou um manifesto instando os países democráticos a boicotar os Jogos Olímpicos com o intuito de “parar o golpe brasileiro”.
Ninguém tomou conhecimento. Por enquanto, a tocha foi apagada em Angra dos Reis. Um cara também foi detido por gritar “Fora Temer” e solto logo depois.
A Frente Brasil Popular, articulação que reúne mais de 60 entidades, divulgou um calendário de atos. Haverá uma marcha nacional na Praia de Copacabana, Rio de Janeiro, no dia 5 de agosto. No dia 8, Dilma deve estar num “Circo da Democracia” — em Curitiba. A programação completa está aqui.
Nenhum parlamentar de esquerda se mexeu e nem vai se mexer. Segundo um amigo ligado a movimentos sociais, “o esporte faz parte da cultura do brasileiro. E lutar contra isso é tipo lutar contra o Carnaval”.
O chanceler José Serra está vendendo como grande êxito a vinda de 45 líderes internacionais. Na verdade, é o menor número das últimas edições. Muitos chefes de estado consideram o Brasil, corretamente, uma bagunça institucional. A habilidade de conviver com essa falsa sensação de normalidade é coisa nossa.
Temer acha que sairá consagrado. Há um curioso paralelo histórico. Em 1931, Berlim foi selecionada como sede. Em 1936, data dos Jogos, quem estava no poder era Hitler.
Houve algumas tentativas de boicote por parte de Reino Unido, França, Suécia, Holanda e EUA. Não prosperaram. Quarenta e nove delegações bateram ponto, a maior quantidade até ali. Foi um triunfo. A história de que Jesse Owens, o corredor negro americano, havia sido hostilizado por Hitler é balela.
Quando eu passei, o chanceler se ergueu e acenou com a mão para mim. Eu respondi ao aceno”, disse Owens. Os dois trocaram cumprimentos civilizadamente, como manda o protocolo.
Caetano e Gil cantarão na festa carioca. Temer vai saudar as delegações, fará um discurso diminuto porque não é trouxa (“Declaro abertos os Jogos do Rio, celebrando a 31ª Olimpíada da era moderna”), Galvão Bueno decretará iniciado o maior espetáculo da Terra, Dilma assistirá da TV de pijama, Lula poderá estar preso — e vida que segue.

Lula: acusação é manchete. 
Depoimento que inocenta,
lá no fim, e olhe lá….

    deplula
Abaixo da manchete do “listão” da Odebrecht, O Globo, como os demais jornais, publicou nesta sexta(29) um laudo da Polícia Federal que demonstraria a participação de empreiteiras na reforma do sítio usado por Lula em Atibaia.
Não é a única notícia sobre isso, mas a outra quase “não vem ao caso”.
É que o jornal diz, lá(AQUI) num pé de matéria que as coisas ainda estão difíceis para outra empreiteira, a OAS.
Uma das razões é o fato de ela não acusar Lula pelo oferecimento de vantagens em troca das tais obras ou pelas viagens e palestras que fez após a saída da Presidência da República.
Transcrevo:
(Os promotores da Lava Jato) fizeram perguntas a Pinheiro sobre viagens internacionais e palestras do ex-presidente Lula. Queriam saber se haveria vínculos entre as viagens, as palestras e negócios fechados entre a OAS e governos dos países visitados pelo petista. Pinheiro atribuiu ao ex-presidente um papel de relações públicas, mas negou que houvesse correlação direta entre os negócios da empresa e a atuação.
O executivo teria sido questionado sobre reformas no sítio em Atibaia e num apartamento no Guarujá destinado ao ex-presidente. As respostas do executivo não seriam diferentes do que já foi divulgado até o momento pela empresa em resposta ao noticiário sobre o assunto. Pinheiro reconheceu que fez benfeitorias no sítio e no apartamento, mas não associou os serviços a vantagem obtida pela empresa no governo federal antes ou depois do governo Lula.
Como foi dito ontem, aqui, tudo o que se pode ter sobre isso é uma discussão ética, sem implicação penal.
Todo o constrangimento pessoal – e o dano moral e político – que se impõe a Lula, até agora, não conta com indícios materiais, apenas com a suspeita de quem acha que “tem de achar”  algo.
Depois, a corporação judicial e a mídia que a endeusa faz chiliquinho com o fato de Lula ter ido pedir à ONU – como é direito de qualquer pessoa, sendo o Brasil signatário de um tratado que dá esta possibilidade – verificação do respeito à lei penal no seu caso.
Não sei se os nossos doutos juízes faltaram à aula onde se explica que é um direito incriticável do acusado pretender ser investigado e processado de acordo com a lei. Mas se faltaram, colo aqui as palavras incontestáveis do Desembargador Néviton Guedes, do TRF-1, em artigo no Conjur(AQUI):
Numa época como nossa, em que a sensação de impunidade estimula a presunção de que todos são culpados até que provem o contrário, quando se passa a admitir acusações deduzidas de forma genérica, onde fatos imprecisos se cruzam com provas aceitas de forma aberta e indeterminada (predispostas a provar tudo e nada), pode-se pedir qualquer coisa sobre qualquer coisa, pois, ao final, restará sempre uma certeza difusa no órgão julgador de que, por entre aquela maranha de fatos e provas e diante do apelo público contra a impunidade, alguma condenação deva ser imposta.
De fato, não é raro que a ausência de precisão, ou a inexistência de congruência lógica entre fatos e pedido, na peça acusatória, acabe por favorecer um ambiente já turvado pelo anseio difuso de quem pretende “fazer justiça a qualquer preço”, não importando para tanto que, numa ou noutra ação, sejam atropelados os postulados do devido processo legal, da ampla defesa e do contraditório. Aqui um bom juiz nunca recusará um pouco mais de cuidado e prudência na análise e interlocução lógica dos fatos e do pedido à luz do que se permitiu ao acusado, diante da delimitação promovida na própria inicial, apresentar como defesa e contraditório. 
No Estado Democrático de Direito, “justiça a qualquer preço” não passa de desabrida violação aos padrões mínimos de civilização hoje constitucionalizados em todos os países que de fato e de direito podem trazer sem rubor as cores e marcas da democracia. 
Ou será o desembargador um torpe “lulopetista” por afirmar que se deve ” lutar com todas as suas forças contra o obscurantismo advindo de apelos irracionais daqueles que acreditam que, para saciar nosso desejo de sangue e de justiça, nos tempos que correm, como na inesquecível canção de Cole Porter,  qualquer coisa serve, “qualquer coisa vai” (anything goes)?

quinta-feira, 28 de julho de 2016

Meirelles cobra a Temer a conta   do  ‘mercado’    por patrocínio do  golpe              

    meirellestemer
O que foi afirmado AQUI, nessa terça-feira(26), virou conversa corrente no mercado financeiro.
A luta política entre Michel Temer, que usa Eliseu Padilha como porta-voz, e a equipe “econômica dos sonhos” vai se tornando indisfarçada.
Semana passada, antes da reunião do Copom, quem moveu as pedras foi Padilha, dizendo uma aparente tautologia com endereço certo, ao afirmar que o Governo veria  “com bons olhos” uma queda na taxa de juros.  Tradução: podia até não acontecer, mas gostariam de uma decisão do Copom que apontasse para ela.
Depois da reunião, no comunicado do BC e mais fortemente ainda na ata liberada anteontem, o recado foi o inverso: “cortem aí que a gente pode pensar em abaixar a taxa, mais adiante”.
Ou seja, com “enrolation” não vão.
A rusga seguinte foi a mudança na lei de repatriação de recursos mantidos no exterior.
O Palácio plantou que o encontro entre Henrique Meirelles e Rodrigo Maia seria para possibilitar uma “flexibilização” da lei, aliviando sanções e aumentando prazo. Meirelles trancou o pé e, nessa quarta(27), foi Rodrigo Maia que teve de aceitar que a lei está em vigor e não faz sentido alterá-la.
Também não é difícil supor de onde vieram as afirmações(AQUI) de Miriam Leitão, de que a arrecadação continuava em queda e de que havia ameaças de, mesmo com a previsão ampliada para déficit de R$ 170,5 bilhões, houvesse dificuldades em manter o “rombo” dentro deste limite.
Meirelles não tem partido, exceto o do rentismo, dos juros sempre altos,  mas não não é homem de ceder facilmente.
Foi preciso Lula reclamar em público dos juros, na crise de 2008/2009, para ele começar a ceder, então no Banco Central.
Só que Lula era Lula, gentil, maneiroso, mas um líder nacional.
E Temer, o que é?
A cada dia se avoluma a conta que Meirelles vai cobrar dele.

'Fora, Temer!'  mobiliza  milhares  próximo domingo, Brasil afora. No Rio será na sexta, 5/8,   abertura  das  Olimpíadas                   


Laís Gouveia                     
  



Na avaliação de um dos coordenadores da frente, Guilherme Boulos, além do processo ilegítimo do impeachment ferir a jovem democracia brasileira, o governo interino Temer segue impondo sua agenda neoliberal e retirando direitos históricos da classe trabalhadora. 

Apoio ao plebiscito 

 A frente Povo Sem Medo considera que a decisão dos rumos políticos do país deve estar nas mãos do povo brasileiro, como afirma um trecho da nota divulgada pela organização. “A Frente Povo Sem Medo entende que, diante de um governo biônico e com uma pauta de duros retrocessos, o povo deve ser chamado a decidir. Neste sentido, a proposta de um plebiscito sobre a antecipação ou não das eleições, defendido mais de uma vez pela própria presidenta Dilma, pode ser uma bandeira aglutinadora para somar mais forças na luta contra o golpismo.”

>>> Confira abaixo os locais que já confirmaram suas manifestações pelo 'Fora Temer': 

(Obs - No Rio de Janeiro, em função da abertura das Olimpíadas, as O POVO SEM MEDO e a FRENTE BRASIL POPULAR decidiram por manifestação do 'Fora Temer' na sexta-feira-5 de agosto, à tarde, na orla de Copacabana)              

São Paulo (SP)- Largo da Batata, 14h00 



Curitiba (PR)- Praça da Mulher Nua, 15h00

 
Recife (PE)- Praça do Derby, 15h00

Brasília (DF)- Feira Central de Planaltina - 0900

Belo Horizonte (BH)- Praça Sete, 10h00 

Salvador (BA)- Campo Grande - 14h00

Brasília (DF)- Feira Central de Planaltina - 09h00

Uberlândia (MG)- Feira do Luizote - 09h00

Porto Alegre (RS)- Parque da Redenção - 15h00

No exterior...

Madrid- Espanha - Plaza Tirso do Molina, 13h30

Amsterdã - Holanda - Museu Eye, 15h00 

Lisboa- Portugal - Largo do Rossio, às 19h

Madri (Espanha) -  Rastro de Madrid

Barcelona (Espanha) La Negreta del Gòtic

Leipzig (Alemanha) - Johannapark

Berlim (Alemanha) Oranienplatz

Washington DC The White House


TEMER:  interino golpista, MAS  paSSÍVEL DE DESCARTE





Resultado de imagem para fotos de michel temerO governo interino de Michel Temer estaria apenas ganhando tempo, esperando pelo desfecho do impeachment para adotar medidas fiscais mais consistentes, se tivesse adotado uma política feijão-com-arroz de transição: se, mesmo sem condições de debelar o déficit com medidas fortes, estivesse pisando no freio para evitar a expansão do gasto público. Mas, aos olhos do mercado, enquanto acenam com medidas futuras e não garantidas, como a PEC do teto para o gasto e a reforma previdenciária que incendiará o país, Temer e Meirelles pisam é no acelerador fiscal, e não no freio. Por isso a grita de aliados, que foram do editorial de O Globo à manifestação do banco Crédit Suisse, passando por colunistas da grande mídia.

Se a autoconfiança de Temer não for desmedida, ele deve saber que a eventual consumação do golpe em agosto, com sua efetivação no cargo, não lhe garante os dois anos e meio de mandato. Ele é tanto ou mais descartável do que foi Dilma, que era presidente eleita. Se fugir do figurino esperado, as mesmas elites que o puseram lá podem tirá-lo. Caminhos existem.

O primeiro, seria pela condenação da chapa Dilma-Temer pelo TSE. Embora ele tenha apresentado um recurso pedindo que suas contas de campanha de 2014 sejam consideradas individualmente, isso não está resolvido. E só o será quando as coisas estiverem mais claras. Se seu governo tiver conseguido restabelecer a confiança dos agentes econômicos, de forma efetiva e não fantasiosa como andou apregoando a mídia, recorrendo até à manipulação de pesquisa como fez a Folha/Datafolha, só Dilma poderá ser condenada pela corte comandada por Gilmar Mendes. Do contrário, a ação estará lá, para a eventualidade de uma nova troca de guarda que atenda aos interesses supremos.

Outro caminho é o de seu impeachment, caso ele se torne indesejável. Já tem o pedido que Eduardo Cunha paralisou, e existe o risco de que seja alvejado por Eduardo Cunha com uma denúncia grave que, dependendo das circunstâncias, pode turbinar o processo. Ficou claro, com o caso de Dilma, que o impeachment no Brasil é uma questão de maioria, dispensados os fundamentos jurídicos que a Constituição aponta. A mesma maioria que lhe deu a cadeira de Dilma pode tirá-la, se os que de fato mandam quiserem trocá-lo por alguém mais palatável ou confiável. Por quem, por exemplo? Por um presidente que seja eleito indiretamente pelo Congresso, a partir de janeiro do ano que que vem, como prevê a Constituição. Não precisa ser congressista – onde hoje não há ninguém credenciado ao posto. Basta que tenha o voto da maioria, que sabe obedecer.

Isso, tomando-se como certa a condenação de Dilma em agosto. Faltam quatro semanas. No julgamento, se o Senado tiver juízo, pode considerar a proposta de Dilma de ser inocentada, voltar ao cargo com a legitimidade que lhe deram as urnas, convocar o plebiscito e daí para as novas eleições seriam um passo. Um passo mais seguro para a estabilização e a relegitimação da Presidência.

lei do cão’ em  multinacionais...


TRABALHADORES  OBRIGADOS

A USAR FRALDAS E  PROIBIDOS

DE  IR  AO  BANHEIRO          





                            MetalRevista

>> Sugestão da amiga MARIA LUÍSA PERSSON, de Palmeira dos Índios/AL, artista plástica e ativista social, residente há mais de 4 décadas na Suécia...

 


Parece história da época da Revolução Industrial na Inglaterra, mas não é. Para dar mais velocidade à linha produtiva, multinacionais de diferentes ramos obrigam seus funcionários a usar fralda geriátrica, proibindo-os de ir ao banheiro. Em pleno século XXI, casos como esses seguem se repetindo.

NISSAN

car_logo_PNG1658A montadora japonesa Nissan vem sendo acusada pela United Auto Works Union (UAW), sindicato dos trabalhadores da cadeia automotiva e maior entidade sindical dos EUA, de obrigar funcionárias da fábrica situada no município de Canton, Mississipi, a usar fralda geriátrica.
Colaboradoras da fábrica relatam que foram orientadas pela chefia a usar fraldas, embora tenha havido resistência por parte delas. O motivo: acabar com pausas e interrupções com idas ao banheiro.
Em fevereiro deste ano, houve protestos no centro do Rio de Janeiro, em frente à sede do Comitê Organizador dos Jogos Olímpicos e Paraolímpicos – Rio 2016, contra as condições de trabalho impostas pela Nissan nos EUA. A NISSAN patrocina o evento esportivo.

SETOR AVIÁRIO

imagem_3806_729Quatro empresas gigantes do setor avícola também são alvo de denúncias por abuso ao trabalhador. São elas a multinacional Tyson Foods, a Pilgrim’s Pride, pertencente à brasileira JBS, a Perdue Farms e a Sanderson Farms. Juntas, elas controlam 60% do mercado de aves nos Estados Unidos.
Segundo a Organização Oxfam América, que denunciou o caso por meio de relatório publicado em maio desse ano, a imensa maioria dos 250 mil trabalhadores do setor nos EUA são forçados a usar fralda no ambiente de trabalho.
Foram centenas de entrevistas com funcionários da linha de produção das maiores empresas do processamento de aves. Trabalhadores que pedem para ir ao banheiro são ameaçados de demissão. Muitos, por evitar beber líquidos durante muito tempo, suportam dores consideráveis para manter seus empregos.
A Oxfam alega inadequação nas pausas no trabalho, o que viola as leis norte-americanas de segurança no trabalho. A organização, em seu relatório, ainda traz dados de 2013 da associação Southern Poverty Law Center do estado do Alabama sobre condições de trabalho.
Por lá, dos 266 trabalhadores que participaram da pesquisa, quase 80% não pode ir ao banheiro. Já no Minnesota, em material realizado pela Greater Minnesota Worker Center lançado em abril, ao norte dos EUA, 86% dos trabalhadores pesquisados afirma ter menos de duas paradas para ir ao banheiro por semana.

WALMART

Walmart20A rede internacional de supermercados Wal Mart também tem histórico de violação dos direitos humanos.
Abusos cometidos pela multinacional foram divulgados por pesquisadores no livro Riqueza e Miséria do Trabalho no Brasil, organizado pelo professor titular de Sociologia no Instituto de Filosofia e Ciências Humanas da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), Ricardo Antunes. O assunto do uso de fraldas foi abordado por ele durante palestra no II Seminário – A Receita Federal e o Interesse Público, em Campinas-SP.
"Já detectamos várias tentativas de se trazer ao Brasil essa prática do uso de fraldas geriátricas, revela Ricardo Antunes. “Há abusos desse gênero documentados, tramitando na Justiça do Trabalho no Brasil”, completa.
Recentemente, o maior fornecedores de camarão do Wal Mart, sediado na Tailândia, foi descoberto utilizando escravos. O caso foi denunciado por veículos como o jornal britânico  The Guardian e a revista norte-americana Fortune.
EMPRESA SUL-COREANA
Resultado de imagem para imagens da empresa sul-coreana LearEm 2013, a multinacional sul-coreana Lear, fabricante de arnese (tipo de gancho usado para alpinismo), foi denunciada por impor a funcionários, principalmente mulheres, o uso de fraldas para não abandonar a posição com idas ao banheiro. O caso foi registrado em fábrica da empresa em Honduras, país da América Central, que contava com 4 mil empregados.
A denúncia foi feita por um dirigente sindical. Daniel Durón contou que só foi possível divulgar o caso após pressão de autoridades internacionais. Mesmo tendo repercussão no mundo todo, a Lear tentou resistir e impedir o acesso dos órgãos hondurenhos de fiscalização do trabalho.