segunda-feira, 24 de dezembro de 2018


Faz  escuro  neste  Natal, mas o sol do novo dia logo surgirá
Resultado de imagem para Imagem sobre o sol depois da noite de trevas

Do AMgóes  >>>  Você aí: ainda que nos esforcemos para apresentar espíritos desarmados, sob a evocação singela do Natal, supostamente inspiradora de paz na Terra entre homens e  mulheres de boa vontade, convenhamos que estamos em tempo de gemidos e ranger de dentes, face às sombras que pairam  sobre o Ano Novo e seus preocupantes subsequentes.  |||  Embora, momentaneamente, ensarilhemos as armas da resistência cidadã, cuidemos em preservar nossas salutares utopias, pois, à margem do ‘Jingle Bells’ cativante e do espoucar de fogos anunciando 2019, retornaremos à luta, sem perda de um minuto sequer, face à cruenta realidade que nos aguarda sob as luzes feéricas do Ano que vem.   |||   E mantenhamos acesa esta inabalável convicção sobre a  esperança, que nos norteia. Afinal, não importa que a noite em perspectiva, seja longa e tenebrosa: mais cedo do que imaginamos, o sol do novo dia surgirá.


Fabrício   Queiroz, 
o amigo oculto de Bolsonaro

FERNANDO  BRITO, no TIJOLAÇO

A charge – como sempre, genial – do Aroeira era inevitável.  Mas, no fundo, acho que Fabrício Queiroz – o primeiro  ‘desaparecido’ político do  período Bolsonaro – está sendo um presente para os brasileiros.   |||   Mesmo com a cooperação de uma mídia mansa que, como disse Xico Sá no Twitter, não foi capaz sequer de mostrar o hospital onde o “assessor-amigo” estaria internado, o caso está funcionando como uma “trava” aos planos do ex-capitão de “entrar rachando” em seu mandato. Os dele e os de Sérgio Moro.    |||   O quanto e até quando, não se sabe, porque Fabrício é uma mosca, perto do que está em jogo.  Mas não há dúvida que foi uma mosca que caiu na sopa de Jair Bolsonaro.  E que pode – apenas pode, tal a blindagem que a ele se dá – revelar o óbvio: que o atual presidente é uma farsa construída em três décadas de politicagem, sem causas ou compromissos com o país, mas com apenas e tão-somente uma carreira de oportunismo e exploração dos sentimentos mais vis da sociedade.   |||   Ninguém sabe onde está Fabrício, mas já se sabe que, salvo para seus incondicionais, o “Mito” decaiu de seu Olimpo moralista.  E, portanto, terá mais dificuldades de ser o “Deus acima de tudo” que se pretende.

sábado, 22 de dezembro de 2018


Por  que  os  eleitores brasileiros escolheram

o "mensalão"?


ROGÉRIO MATTOS, no JORNAL/GGN


Por que os eleitores brasileiros, ao optarem pelo "novo", colocaram o 'baixo clero', o "centrão", no poder e assim elegeram os temas mais rejeitados como a mesada a políticos ou a formação de quadrilhas parlamentares?  Enquanto isso o 'alto clero' continua com suas roubalheiras, com o Supremo, as Forças Armadas, com tudo...   É bem o caso comentado por Nietzsche (Genealogia da moral, § 146):"Quem deve enfrentar monstros deve permanecer atento para não se tornar também um monstro. Se olhares demasiado tempo dentro de um abismo, o abismo acabará por olhar dentro de ti."   |||   Como se formou o monstro? Na sequência de uma linha reta que demostra o mesmo motivo: o tema que relaciona as jornadas de junho de 2013 com as eleições de 2018 é a busca pelo "novo". Mas, pelos motivos mais banais, de forma alguma se pode falar de "novo" com a eleição de Jair Bolsonaro: o de ser parlamentar por três décadas e por pertencer ao "centrão" ou ao baixo clero da Câmara como tantos outros personagens - a depender - apagados ou exóticos.   |||   O que as denúncias mais recentes contra a família do futuro presidente revelam é o modo de vida desse extrato de políticos profissionais. Desde a assessora vendedora de açaí, a doação da JBS, passando pelo motorista que anda no banco de carona até o fato de Bolsonaro figurar na lista de Furnas.   |||   O episódio da Lista de Furnas circula há bastante tempo e, caso fosse investigado, seria um caso didático a respeito do funcionamento habitual do Congresso brasileiro. É fácil lembrar que nas barganhas para se votar a favor do impeachment de Dilma, Romário pediu e conseguiu uma diretoria em Furnas. A Lista de Furnas é uma espécie de corrente que liga o alto ao baixo clero. Silêncio na sala.     O problema do 'baixo clero' é que ele é isso mesmo: inferior. As grandes jogadas, os acertos com o capital financeiro internacional, as contas CC5, a dilapidação do patrimônio público, o cúmulo de riqueza que pode ser entrevisto no caso, por exemplo, de José Serra, ou o misterioso apartamento tucano, uma casa de câmbio que trocava moedas estrangeiras em dinheiro vivo - nada disso "vem ao caso". O que importa é o novo.   |||   O fato de mais de uma centena de delatores estarem soltos enquanto Lula e Vaccari estarem presos não apavora ninguém. Muito menos estar intacta a fortuna dos beneméritos criminosos confessos. De outro lado, Geddel e Cunha estão presos: políticos a varejo do baixo clero para servir de exemplo da eficiência da justiça brasileira. Temer deve estar tremendo nas bases com a terceira denúncia que recebeu da PGR. Como mais um membro do "centrão", sua prisão também servirá para amaciar a moralidade pública.   |||   Aí você vê como ele foi burro achando que sua união com Cunha e o golpe contra Dilma iria lhe trazer as graças dos donos do poder.   No mais, o PP, partido de Bolsonaro até ele criar o "novo", gordo e esquisito PSL, é o partido que tem mais políticos investigados. Sua convivência nesse meio, além dos 100 mil reais confessadamente recebidos da JBS, não interessa à mesma moralidade pública. Onix Lorenzoni e seu divino perdão explicam em parte como são obtidas essas concessões feitas pela "sociedade" (high society).   |||   No meio popular propriamente dito, acredito que vale o que disse em outra publicação: O descompasso entre economia e realidade no Brasil, acaba por produzir o efeito de não se vincular um significado político a uma realidade social (não seria um empenho doutrinador do PT que resolveria esse descompasso histórico na percepção do brasileiro). Como resultado, para a população de um modo geral, pouco importa a eleição entre um ou outro candidato. Passa a impressão de que tudo o que é imaginado acaba por apontar sempre para a mesma realidade. Supostamente vestir farda (porque nem isso o capitão talvez jamais foi visto) e dizer, como o pessoal de junho de 2013, que é "contra tudo o que está aí" já serve.   |||   O dado concreto é que Roberto Jefferson não é exatamente um ficcionista: pressionado pela CPI dos Correios, levantou uma palavra de ordem, "mensalão", mas atribuiu a políticos errados. O que se mostrou extremamente útil. Deu o nome popular para algo muito antigo e que Temer continuou a fazer à luz do dia soltando recursos para emendas parlamentares para sua base aliada.  A parte ficcional coube a justiça e a mídia inventarem, sacudindo as bandeiras do neomacartismo e colocando o PT como uma quadrilha ao estilo Al Capone.   |||   O desejo difuso pelo "novo" como expresso por parte da classe-média e das classes populares (por sua vez, impedidas de exercerem seu direito pleno de voto tanto pela tramoia da biometria, pela prisão do Lula, pela correria do TSE em apressar a escolha das chapas e no seu objetivo de criar uma eleição asséptica, sem bandeiras, panfletagens e que tais - muito parecido nesse caso com junho de 2013) acabou se materializando.   |||   A política do 'baixo clero', do chamado "mensalão", acabou por prevalecer e o alto clero continua roubando como nunca. Por exemplo, a isenção de impostos de Temer a petroleiras estrangeiras que retirarão mais de 1 trilhão de reais em arrecadação nos próximos anos é uma jogada de bispos e não de padres. Se foi um cônego ou padreco qualquer que assinou a medida foi obedecendo ordens superiores. O governo Bolsonaro já arranja, também à luz do dia, roubalheiras cada vez mais hollywoodianas.  E isso não tem nada a ver com o "mensalão", que continuará firme e forte depois que o povo "escolheu" essa opção, claramente limitado por toda sorte de manobras que fizeram dessa última eleição a mais artificial de toda a história, talvez até se comparada com as que ocorriam durante o Império. Algo a ser pesquisado.  |||  A busca pelo "novo" ou até a busca por Ciro Gomes, por exemplo, mostra que a inovação não nasce a golpes de força ou na opção por supostos "carismas" (o Bozo também entra nessa história; parafraseando Jucá: com Ciro, com Barbosa, com tudo). O fim do governo Bolsonaro (daqui a um mês ou daqui a oito anos - tudo é possível atualmente) talvez seja o momento onde se revele não exatamente a novidade, mas o que de maduro, se tornará inovador. E Lula e o PT continuarão a não ser coisa do passado.   |||   Já que iniciei falando do óbvio, terminarei do mesmo jeito: todos os que se apresentam ou optam pelo "novo" têm alguma da História do Brasil. É bom lembrar o caso  durante o processo de impeachment, quando pediram "diretas-já" no meio da luta pela manutenção da legalidade. É uma contradição em termos e mostra a idiotice generalizada. Isso para ficar com o suposto setor mais esclarecido, a chamada "esquerda".


Queiroz resolveu esperar  a posse do amigo Bolsonaro  para dar as caras
KIKO NOGUEIRA, no DCM
O PM Fabrício José Carlos de Queiroz, ex-assessor de Flávio Bolsonaro que movimentou R$ 1,2 milhão em um ano, quantia suspeita para sua renda mensal, faltou novamente a seu depoimento.  O MP do RJ tinha deixado tudo armado para que ele falasse na clandestinidade (quanta diferença dos tempos do Japonês da Federal…).  Queiroz ia entrar por uma das cinco portas do edifício, a imprensa não seria avisada de nada, nem tampouco a conversa seria gravada ou filmada.  Seu 'cano' é um escárnio.   |||   O advogados alegam que “não tiveram tempo hábil para analisar os autos da investigação”.  E o cliente teve “inesperada crise de saúde” e estaria realizando “exames médicos de urgência, acompanhado de sua família”.  Flávio declarou que o ex-funcionário tinha uma “história plausível”, mas nunca soube explicar qual era.  É evidente que a plausibilidade não existe, senão o sujeito já teria aberto o bico.   |||   Não se sabe em que hospital ele está, não se sabe o mal que o afligiu de surpresa.  Queiroz vai esperar o amigo Jair Bolsonaro ser empossado para dar as caras.  Provavelmente espera que, depois disso, as coisas fiquem mais tranquilas para ele.  Fabrício frequenta o círculo íntimo bolsonarista, brilhando em fotos de jogos de futebol, atos de campanha e churrascos.   |||   Policial militar desde 1987, já foi lotado no Batalhão Policial de Vias Especiais do Rio de Janeiro.  Familiares dele estiveram lotados no gabinete de Flávio e no do pai. Assim, abafar o caso é inviável.  Neste momento, Fabrício é o homem mais procurado do Brasil.  Não vai assumir a bronca sozinho. Se for isso, a coisa vai ter que ser bem acertada. E Fugir é admissão de culpa. Tem que sair da sombra até por questões de segurança. Ele, por óbvio, conhece a 'turma da picanha' e sabe que o pessoal não é de brincadeira.
Jair e Eduardo Bolsonaro, ao lado do amigo Queiroz, curtindo um churrasco com certeza bancado pelo 'laranjal'



A  misteriosa  “cirurgia”  de Fabrício Queiroz e o atestado médico mais lento do mundo
FERNANDO BRITO, no TIJOLAÇO

E o Fabrício Queiroz segue ‘desaparecido’. Nessa sexta(21) mandou dizer ao Ministério Público que teve  uma “inesperada crise de saúde”(???) e ““precisou ser internado, para realização de um procedimento invasivo com anestesia, o que será devidamente comprovado, POSTERIORMENTE, através dos respectivos laudos médicos”, informa o G1.   |||   O que Fabrício tem, não se sabe. Onde estaria internado, muito menos.  Fabrício, como se disse ontem cedo, é um cidadão acima de qualquer suspeita.  Mas se Fabrício tem, enquanto lhe dão, o direito de calar e sumir, as autoridades públicas – sim, os ferozes e impiedosos promotores – não têm o direito de se tornarem cúmplices da “Operação Sumiço” do amigo e mutuário de Jair Bolsonaro.   |||   Por que os médicos que o tratam da suposta “grave enfermidade” precisam ter até o dia 28, uma sexta-feira à qual se seguem dias mortos do final de semana e da véspera do Ano Novo, a fim de darem um atestado  de cinco ou seis linhas, dizendo que ele está sendo operado, por exemplo, das amígdalas(ou de hemorroidas)?  Ou algo assim, que justificasse a sua mudez prolongada.   |||  Vai ficando cada vez mais claro que Fabrício só aparecerá depois da posse de Jair Bolsonaro na Presidência.  Tá OK?

sexta-feira, 21 de dezembro de 2018


Ministros,  juízes  e  perus(que, surrealmente, festejam o Natal)

FERNANDO HORTA, no JORNAL/GGN 


O Supremo Tribunal Federal é uma instituição relativamente pequena, com composição fixa (salvo pequenas mudanças), com regimento interno conhecido, que tem certa transparência e produz documentos escritos que sobrevivem à aceleração dos tempos contemporâneos. O STF é, pois, um excelente exemplo para compreensão do que ocorre no Brasil. Especialmente a partir do momento que a corte deixou de ter o lado jurídico como balizador de suas ações. Quando as doutrinas, os argumentos lógicos e o respeito às leis deixaram lugar à retórica conveniente, ao conchavo político e ao descaramento abusivo, a corte se tornou um espelho das forças que agem sobre ela. Ao invés de ser um polo de poder contra-hegemônico, plural e garantista, o STF cedeu e se tornou igual ao monstro que deveria conter. Suas mudanças, ao fim e ao cabo, espelham o que ocorre com o Brasil.   |||   E o que terá provocado essas mudanças na maioria dos ministros da Corte  Consitucional em tão pouco tempo? Teriam sido apenas os  “erros do PT”, como gosta de afirmar uma parte da esquerda que jamais arcou com o ônus de ser governo?   Acho que não. As mudanças que vemos no microespaço do STF, afeito ao exercício do poder em escalas muito maiores do que no resto da sociedade, reflete o objetivo de quem o exerce, demonstrando suas práticas, valores e estratégias. Mesmo sem querer, o STF pode ser o grande delator do que está por detrás das tais ‘mudanças’ que o país vive desde 2013.   |||   O período de Carmem Lúcia na presidência do Supremo foi o período do golpe liberal. Ela  era bajulada pela mídia e tinha frases de efeito para coroar uma retórica inepta e rudimentar, repetindo que “as instituições estão funcionando”. O golpe de Temer e as piruetas exercitadas nos anos seguintes precisavam da teatralidade da Corte, através de termos jurídicos que ficarão na História para legitimar os abusos.  tais como “Mutação constitucional”, “a norma como exegese viva da sociedade”,  “o direito que ouve os anseios da sociedade”  e outras ‘pérolas jurídicas’ estão entre as reboladas ouvidas no Supremo para legitimar o fim da presunção da inocência, da hierarquização do Direito (permitindo a Sérgio Moro, um juiz de 1ª instância, fazer o que quisesse) e, em última análise, o desmonte da Constituição de 1988.   |||   Os juristas contemporâneos chamam todo este carnaval retórico que age como fantasia a esconder o uso do poder de “poder desconstituinte”. Marx definia isso como a ideologia da classe dominante, cuja ação visa apenas à manutenção da hegemonia burguesa com fantasia jurídica. Havia a necessidade do empolamento teatralizado das cortes e das togas. As leis eram parcialmente respeitadas, e se não eram o corrompedor da lei, era um juiz, o que garantia  a continuidade da encenação. O TRF4 chegou a dizer em sentença que a Lava a Jato NÃO precisava seguir os ritos jurídicos pois era de “exceção” a ser normatizada pela retórica dos tribunais, criando uma teatralidade ao emprestar uma legitimidade pornográfica aos desinformados.   |||   Os  liberais tinham a pretensão de controlar a mudança, confiando em que seria  mais um golpe branco, pois mudariam a presidenta para não mudar mais nada, preservando as aparências. As cortes e os juízes ainda tinham serventia. A mudança, para eles, deveria apenas fazer com que a esquerda caísse, e mais nada, evitando-se transformações indesejadas.   |||   Nossos golpistas desconhecem a frase de Luís XVI ao tentar fugir do Palácio de Versalhes, em plena Revolução Francesa. Surpreendido pelo povo na frente da sua carruagem, o monarca foi perguntado pelo cocheiro sobre a velocidade em que deveriam escapar. O rei teria dito: “Nem tão rápido para que pensem que estamos fugindo, nem tão devagar para que achem que é deboche”. Agora, entre nós, o que se tenta é manter as aparências para se conseguir o que a História do Brasil chama de “mudança pelo alto”. Foi assim  a Proclamação da independência e da República. Mudanças, claro, mas para pouco ou quase nada mudar.   |||   Não é, pois, sem sentido que os “liberais” brasileiros pensassem que poderiam fazer isso de novo. Contudo, cometeram um enorme erro.  Nem Bolsonaro assumiu e o fascismo já implementa uma diferença radical no STF. Sai a retórica piruetal exegética jurídica e entra o uso duro e frio da exceção como forma de poder. Toffoli, que subservientemente aceitou nomear  um general para supervisionar seus trabalhos, não teve o mínimo de pudor em cassar de forma monocrática a decisão de Marco Aurélio. “Nunca antes na História deste país” um ministro tinha sido calado por decisão individual do presidente da Casa. Era sempre o pleno, que é,  digamos,  a fantasia liberal da decisão como exercício de uma democracia, ainda que mínima.  |||    A decisão de Toffoli, amparada por generais que se reuniram, dizem, no segundo andar do STF, é o descortinar do fascismo. Toffoli inaugura a hierarquia entre os ministros, tornando o STF uma cópia do Exército. E sabe-se que Toffoli decide conforme seu supervisor ‘verde-oliva’ lhe ordena. Marco Aurélio, de forma ousada,  expôs o golpe dentro do golpe. Os liberais perderam a mão, porque o fascismo transforma tudo à sua volta em espelho de si mesmo, seguindo o estágio da monstruosidade que Aécio, Eduardo Cunha e tantos outros impuseram ao país.   |||   A ignorância de procuradores pedindo a intervenção no STF é da mesma lavra da felicidade de alguns ministros e juízes com a queda da decisão de Marco Aurélio. É como o peru comemorando o Natal. Se Marco Aurélio denunciou as “manipulações de pauta” para atacar a esquerda e o PT, é preciso que se diga que elas não são tão distantes da “competência estendida” que Mendes e Moro usaram para cassar atos que não estavam em suas esferas de influência. De qualquer forma, não somos mais uma República, e Marco Aurélio mostrou bem isto. Estamos em transformação acelerada para algo monstruoso que a História chama de fascismo. Com o STF e tudo mais.

Toffoli, o dócil, suspende liminar que  soltaria  “o  perigoso  Lula”
FERNANDO BRITO, no TIJOLAÇO
O Supremo Tribunal Federal vai confirmando  a pequenez a que está disposto a se reduzir.  Toda a conversa fiada sobre o risco de “libertar milhares de presos”, de fato, reduziu-se ao 'perigo' de libertar um único preso, um homem de 72 anos: Lula.  Toda essa história de prisão com decisão de 2a. instância tem a marca do ódio ao ex-presidente.   |||   O STF revogou, no finalzinho de 2016, já de olho no que se fariam com Lula, a regra vigente de que prisão – salvo em caso de risco à ordem pública ou ao andamento do processo – só poderia ocorrer após o trânsito em julgado de sentença pois, como estabelece a Constituição, só então alguém pode se considerado culpado.   |||   O Supremo adiou, vergonhosamente – como não cessa de reclamar Marco Aurélio Mello – o julgamento do recurso a essa absurda decisão.  Votou, apenas, o habeas corpus de Lula, para que desabasse sobre a fragilíssima Rosa Weber o peso que a fez votar contra, mesmo dizendo-se a favor.   |||   Não há, ali no STF, nenhum “bobo”.  Marco Aurélio Mello deu a liminar sabendo que Toffoli a revogaria, mesmo sendo isso um atropelo às tradições da Casa.  E a deu porque Toffoli descumpriu a promessa de colocar em votação, assim que passadas as eleições, a votação das cautelares que revogariam a regra da prisão antes do trânsito em julgado.   |||   Na última quarta(18),  anunciou(tal votação) para 10 de abril, já com três meses e meio do reinado de Sergio Moro no Ministério da Justiça e no exercício de seu potencial de “convencimento” sobre a Corte.  Um dia depois do “temos tempo” de Toffoli, Marco Aurelio deu a liminar como que a reagir: “terás tempo, mas terás também desgaste”.   |||   Certamente sem desgaste diante da mídia, que aplaudirá como 'demonstração de independência' o fato de Toffoli prestar-se ao papel de algoz de seu ex-patrono, o presidente sem o qual seguiria sendo(apenas) um obscuro advogado eleitoral paulistano.  Mas sem dúvida diante o que resta de consciência jurídica no Brasil e, sobretudo, no juízo que nosso país merece nos foros internacionais, onde está evidente aquilo que aqui se esconde: que a Justiça, no Brasil, está a serviço de um projeto político que tem como pedra angular, sem a qual desmorona, a necessidade de manter Lula preso.


terça-feira, 18 de dezembro de 2018

Família Bolsonaro mantém silêncio

nas  redes  sobre  escândalo  de

Fabrício,  ex-assessor de Flávio



O caso Queiroz já vai fazer duas semanas e até agora Carlos e Eduardo Bolsonaro não deram uma tuitadazinha sequer para defender o irmão Flávio.


A 'fina flor'  que financia Ricardo Salles, ministro do Meio Ambiente de Jair Bolsonaro

Ministro de Bolsonaro entre ruralistas
Ricardo Salles (terceiro da direita para a esquerda) durante cerimônia de posse de dirigentes da Sociedade Rural Brasileira, em março de 2017. Ao seu lado, sua futura colega de governo: Tereza Cristina, a 'dama do veneno', que assumirá a pasta da Agricultura
CIDA OLIVEIRA, na RBA, via JORNAL/GGN

Mais de 100 empresários do agronegócio, e de setores como armas e munição, deram dinheiro para a campanha de Ricardo Salles a deputado federal. Vídeo anuncia "sinergia" dos ruralistas com o novo ministro
Anunciado pelo presidente eleito Jair Bolsonaro (PSL) para ministro do Meio Ambiente, o advogado  e   ex-secretário de  Geraldo Alckmin(PSDB),    Ricardo Salles,  é tudo  que  os ruralistas desejam: um homem afinado com os interesses do agronegócio e   que vai atuar em sinergia com quem "quer trabalhar", como têm anunciado com   entusiasmo expoentes do setor. Em outras palavras, retirar entraves e acabar  com   a   "indústria de multas  do Ibama"    conforme   promessa  de  campanha  do capitão reformado do Exército que deve tomar posse neste 1º de janeiro.
Além de entrevistas, circula em grupos de WhatsApp um vídeo, gravado na Granja do Torto, em que o futuro ministro aparece entre o dirigente da Sociedade Rural Brasileira, deputado federal eleito Frederico D’Ávila (PSL-SP) e o “comandante em chefe das forças agrícolas”, o presidente da União Democrática Ruralista (UDR) Luiz Antônio Nabhan Garcia e o futuro ministro. 
Meus amigos, estou aqui com Frederico D’Ávila, nosso deputado estadual, liderança do agro, e nosso presidente Nabhan Garcia, grande força de todo setor, para dizer a vocês que nós teremos total sinergia da agricultura com o meio ambiente. Total respeito ao produtor rural e nosso apoio”, afirma Salles. Afago para os ruralistas, a convicção de suas palavras reforça, mais uma vez, seu compromisso com o setor. E demonstra que ele se sente  representado por essas lideranças. 
Desejando sorte ao futuro ministro, o “comandante em chefe” Nabhan diz que Salles fará uma grande administração. “Porque (Salles) à frente do Meio Ambiente significa o fim do estado policialesco e o fim do estado confiscatório (sic) em cima de quem trabalha e produz nesse país”.
Criado em 1993, o Ministério do Meio Ambiente tem como missão formular e conduzir políticas públicas para o setor em todo o país. Isso significa proteger as florestas, os recursos hídricos, os ecossistemas, florestas e toda a biodiversidade do avanço de um modelo de agropecuária predatória, baseado no desmatamento para pastos e para a monocultura, dependente do uso de sementes transgênicas e de agrotóxicos – que já consumiu praticamente todo o Cerrado e avança em direção à Amazônia.
No entanto, pelo conteúdo do vídeo (assista a seguir), o Meio Ambiente tem tudo para ser submetido à Agricultura, tal como Bolsonaro pretendia com a duramente criticada fusão das duas pastas.  
                        

Suplente

Outra forte evidência de que o escolhido por Bolsonaro é o homem sob medida para transformar o Ministério do Meio Ambiente em uma sucursal do Ministério da Agricultura é o perfil dos apoiadores de sua disputa por uma vaga na Câmara. Sem conseguir votos suficientes para se eleger deputado federal pelo Novo paulista, Salles, que é fundador do Movimento Endireita Brasil ficou como suplente.
A campanha, aliás, está sendo questionada pelo Ministério Público Federal por abuso de poder econômico. O então candidato publicou diversos artigos sobre sua plataforma em jornais de grande circulação dias antes da eleição.
Dados do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) mostram que o total arrecadado foi de R$1.567.339,90, montante bem menor que os R$ 2.239.027,97 da campanha da deputada federal eleita e futura ministra da Agricultura Tereza Cristina (DEM-MS).
Presidente da Frente Parlamentar Agropecuária, a parlamentar viu seu cacife aumentar depois de conseguir, com suas manobras, aprovar em comissão especial o substitutivo para projetos que compõem o Pacote do Veneno, que praticamente revoga a atual Lei dos Agrotóxicos. O pacote que visa facilitar o registro e alavancar ainda mais as vendas desses produtos está pronto para ser votado pelo plenário da Câmara. Se for aprovado, segue para sanção presidencial.
A lista inclui financiamento coletivo de um pequeno grupo e mais 108 nomes de pessoas físicas. A RBAapurou se tratar de grandes empresários dos mais diversos setores, que têm no agronegócio o carro chefe de suas empresas ou mesmo uma atividade secundária.
É o caso do presidente do conselho de administração da Porto Seguro Seguros, Jayme Brasil Garfinkel. Principal acionista da Porto, é também o principal doador da campanha de Salles, tendo contribuído com R$ 260 mil, equivalente a 16% do total. Mais conhecido por dirigir uma das três maiores seguradoras do país, o empresário tem entre seus negócios a Fazenda Periquitos Companhia Agropecuária. A propriedade que se estende por parte de Três Lagoas e Selviria (MS), produz soja e gado de corte.
Outro é José Salim Mattar Junior, controlador da Localiza Hertz, empresa mais valiosa do setor de locação de automóveis. Anunciado como futuro secretário de Privatizações de Bolsonaro, é o segundo maior doador de Salles. Depositou na conta da campanha R$ 200 mil. Entre outros de seus negócios está o Haras Sahara, em Matozinhos (MG). Embora o site remeta apenas à criação de cavalo árabe, a ficha no cadastro nacional da pessoa jurídica (CNPJ) da Receita Federal informa que a fazenda, entre as atividades econômicas secundárias, cria gado de corte.

Remédios

Diretor-superintendente da Companhia Comercial de Drogas e Medicamentos, a Codrome, Ronaldo José Neves de Carvalho segue em terceiro na lista dos financiadores da campanha do agora futuro ministro. Doou R$ 100 mil. O comandante da Drogaria São Paulo, uma das maiores redes do setor, tem negócios que vão além da venda de remédios.
Conforme a Receita Federal, a Agropecuária Codrome é proprietária do Sítio Rancho Alegre, em Mirandópolis (SP), que tem como atividade principal o cultivo de seringueira. A secundária é a cana de açúcar. Na Fazenda Moinho, em Guaracai, com 4.308 hectares, também cultiva cana de açúcar e seringueira. No mesmo município, uma terceira fazenda do grupo, a Caetés, produz cana, seringueira, abacaxi e gado leiteiro.
Outro famoso patrocinador é Luis Stuhlberg, gestor do Fundo Verde do Credit Suisse Hedging-Griffo (CSHG), com R$ 50 mil para a campanha. O fundo, elogiado pelos analistas como dos mais rentáveis, recebe aplicações de pessoas físicas, jurídicas e de outros fundos de investimento administrados pela própria CSHG. Os recursos captados são então investidos em mercados de capital como ações, câmbio, juros e commodities agrícolas. Segundo analistas de investimentos, só obtêm ganhos com aplicação em papeis dessas commodities quem realmente "conhece bem" o setor.
Também aplicou R$ 50 mil na campanha de Salles o empresário Gastão de Souza Mesquita, controlador de uma das maiores empresas do agronegócio do país, a Companhia Melhoramentos do Norte do Paraná (CMNP). O grupo atua na produção de etanol e na pecuária.
Alexandre Balbo Sobrinho, da Cana Verde – que tem em seu portfólio açúcar orgânico para um nicho de mercado que pode pagar mais caro –, doou R$ 41 mil. Ele é também controlador da Agropecuária Iracema, que tem canaviais e usinas de produção convencional de açúcar e de etanol  espalhadas pela região de Sertãozinho (SP).

Grãos, armas e munição


Contribuíram com R$ 30 mil cada os empresários Flávio Pascoa Teles de Menezes, Eduardo Define e Antonio Marcos Moraes Barros.
Menezes, que já foi presidente da Sociedade Rural Brasileira, tem fazendas em Buritama, Vicentinópolis, Birigui, Araçatuba, Castilho e Santo Antonio do Aracangua, onde produz soja, cana, milho e gado de corte. Ele é parte de uma disputa por terras em Japorã (MS), reivindicando a fazenda Remanso-Guaçu, em posse de famílias indígenas por uma determinação judicial.
Define tem entre seus negócios a criação de gado de corte, a comercialização de matérias-primas agrícolas, armazéns e o processamento do conhecido arroz Brejeiro.  A marca cresceu e incorporou novos produtos, como óleos de soja, entre outros.
Também dedicado à produção agrícola, com fazenda de café em Caconde (SP), e de produção de grãos e gado de corte em Amambaí (MS), Moraes Barros é presidente da Companhia Brasileira de Cartuchos, a CBC. Além de dirigir a empresa fabricante de munições, é um dos maiores acionistas das fábricas de armas Taurus.
Seguindo a lista, agora com doações de R$ 25 mil estão Salo Davi Seibel, Marcelo Campos Ometto, João Guilherme Sabino Ometto e Helio Seibel. Salo e Hélio controlam o Grupo Ligna, constituído pela Leo Madeiras, Duratex e a Ligna Florestal, com 60 mil hectares de terra em Minas Gerais e Rio Grande do Sul.
Marcelo Ometto é presidente do conselho de administração do Grupo São Martinho e João Guilherme, o vice. Com três usinas no interior de SP e uma no interior de Goiás, a companhia está entre os maiores grupos produtores de açúcar e etanol. 
Num grupo de 17 que doaram valores próximos a R$ 25 mil estão ainda empresários como Elie Horn, da Cyrela e Tecnisa; Rafael Sales Guimarães, do setor de shopping centers; João Carlos de Paiva Veríssimo, da Moinho Paulista, e Arthur Vicintin Neto, do setor metalúrgico. A reportagem não encontrou vínculo direto desses nomes com propriedades de produção agropecuária.
Entre aqueles que oficialmente investiram valores menores estão Gustavo Diniz Junqueira (R$ 500), Renato Diniz Junqueira (R$ 2.000), Roberto Diniz Junqueira Filho (R$ 5.0000) e Carlos Viacava (R$ 5.000).
Ex-presidente da Sociedade Rural Brasileira e nomeado futuro secretário estadual da Agricultura de São Paulo, gestão João Doria (PSDB), Gustavo é sócio das fazendas Santa Claudia, em Pirapozinho (SP), onde planta cana, e da Bela Vista Agropecuária, em Guaíra, com soja – nesta Gustavo é sócio de Roberto Diniz. Renato Diniz cultiva cana na fazenda Pontal da Onça, em Guaíra (SP), e na fazenda Sucuri, em Morro Agudo (SP), cria gado de corte.
Ministro da Agricultura no governo do general João Figueiredo (1979-1985), Carlos Viacava é produtor de soja, cana, milho e gado de corte em fazendas em Presidente Epitácio (SP).  Um dos seus sócios é seu filho, Ricardo Caldeira Viacava, casado com Ana Luiza Junqueira Vilela Viacava. O casal está entre os acusados pelo Ministério Público Federal de grilagem e desmatamento de terras públicas no Pará. 
Em junho de 2016, o Ibama, a Polícia Federal, o Ministério Público Federal (MPF) e a Receita Federal deflagraram a Operação Rios Voadores.  Segundo várias denúncias oferecidas pelo MPF, um grupo chefiado pelo ruralista socialite e irmão de Ana Luiza, Antônio José Junqueira Vilela Filho, o AJ Junqueira, e Ricardo Viacava, teriam desenvolvido metodologia para conversão forçada de florestas em pastagens, com uso de mão de obra análoga à escravidão,  movimentando R$ 1,9 bilhão em quatro anos (2012-2015) e destruindo  290 quilômetros quadrados de florestas em Altamira (PA) – uma área do tamanho de Belo Horizonte.
AJ passou a ser chamado de maior desmatador do país, tendo causado um prejuízo ambiental estimado em R$ 420 milhões. Clique aqui para acessar o processo na Justiça Federal do Pará.
Na época, Vilela Filho, Viacava e Ana Luiza chegaram a ser presos, mas acabaram libertados por um habeas corpus e respondem ao processo em liberdade. Outra irmã, Ana Paula Junqueira Carneiro Vianna, socialite que foi casada com bilionário sueco, teve mandado de condução coercitiva, mas estava fora do Brasil.
Os envolvidos, que negam qualquer participação nos crimes apontados pelo MPF, questionaram a legitimidade do foro onde tramita o processo. No começo de novembro passado, a Justiça Federal em Altamira acatou ação de AJ Junqueira, que questiona a competência da subseção para julgar o caso, que deverá passar para a subseção de Itaituba, também no Pará. 
Já o Ministério Público de São Paulo (MPSP) acusa AJ de tentar matar a trabalhadora sem terra Dezuíta Assis Ribeiro Chagas, no acampamento 1º de Maio, vizinho a fazendas da família em Euclides da Cunha Paulista, no pontal do Paranapanema. 
O inquérito que apurava a tentativa de homicídio estava arquivado por falta de provas. No entanto, com o episódio do Pará, o MPSP utilizou provas coletadas nas investigações da operação Rios Voadores para denunciar novamente AJ, que responde em liberdade.
Segundo desafetos, o futuro ministro do Meio Ambiente – do qual pouco se sabe sobre sua história – é um lobbista que enriqueceu de uma hora para outra, que é investigado por adulterar processos e tem ligações nebulosas com os Junqueira. Em abril de 2013, Salles estaria entre os convidados da festa de 35 anos de AJ Junqueira em sua casa, no Jardim Europa, região nobre de São Paulo. 


Eduardo Bolsonaro critica ENEM e toma invertida: “Flávio tinha 4 laranjas. Carlos escondeu uma. Onde está Queiroz?
"O motorista recebia R$ 20 mil por mês, movimentou R$ 1,2 milhão em um ano, quantos meses teve esse ano?", tuitou outro seguidor...
Ativista e diplomata em mensagem pelo Twitter, o deputado federal eleito Eduardo Bolsonaro (PSL/SP) tomou uma invertida neste domingo (17) ao criticar questões do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) que focavam patrimônios linguísticos do Brasil, chamando de “bizarrices”. “Imagino que se nada tivesse mudado no Brasil ano que vem as questões do ENEM seriam sobre pajubá e mansidiome”, tuitou. 
Imagino que se nada tivesse mudado no Brasil ano
que vem as questões do ENEM seriam sobre pajubá
e mansidiome.  
Pior é que quando essas bizarrices
caem no ENEM passam diretamente o recado de que
os alunos do 1º ano do ensino médio já devem 
estudar isso p se prepararem p vestibular.

Doutora em Filosofia, mestre em História, vencedora do Prêmio Saraiva Literatura e colunista da Fórum, a escritora Elika Takimoto explicou ao filho do presidente eleito, Jair Bolsonaro (PSL), a questão – “Se tivesse visto a prova e interpretado corretamente a questão, veria que não precisa saber o significado das palavras” – e sugeriu um novo teste.
“Sugiro uma questão de Matemática boa aqui: Flávio tinha 4 laranjas. Carlos escondeu uma. Eduardo disse que não sabe do que se trata. Onde está Queiroz?”, tuitou a escritora.
Outros seguidores do deputado, deram sugestões. “Já tenho uma questão para o ENEM dos bolsominions: onde foi parar Fabricio Queiroz?”, sugeriu Renan Araújo.
Agora teremos questões mais objetivas e relevantes, tipo: O motorista recebia R$ 20 mil por mês, movimentou R$ 1.2 milhão em um ano, quantos meses teve esse ano?”, tuitou outro seguidor.