segunda-feira, 9 de julho de 2018


Resultado de imagem para Fotos de LulaO judiciário
brasileiro
virou  'zona'



Resultado de imagem para Fotos do desembargador FavrettoAMgóes  >>>  Rescaldo do domingo de  samba  do  crioulo doido,      no país    da  ditadura Judicial-midiática encenada pela Rede Globo e seus comparsas da imprensa golpista: 

Desembargador de plantão no Tribunal Regional Federal da 4ª Região, com sede em Porto Alegre, ROGÉRIO FAVRETTO (foto) acolhe fundamentado habeas corpus em favor da liberdade  de Lula, condenado sem prova e preso em Curitiba e manda o juiz da vara federal de execuções penais, da capital paranaense,  soltar de imediato o ex-presidente. 


O juiz Sérgio Moro, direto das férias em Lisboa, afastado, dessa forma,  do rotineiro exercício de suas funções, por conta do recesso judiciário do meio do ano, tirar a bermuda e veste a toga para desrespeitar a decisão da instância hierarquicamente superior.

Resultado de imagem para fotos de sergio moro irritadoMoro, o superjuizeco da ‘Lava Jato’, decide que o desembargador Rogério Favretto, responsável pelo plantão  do fim de semana no recesso do Judiciário e seu superior hierárquico, não tem competência para autorizar a soltura de Lula. Quem está falando é ele, o todo-poderoso Moro de primeira instância,  mesmo em férias na Europa, e ponto final.

Moro passa um ‘zap’ para o presidente do TRF4, Thompson Flores, e avisa que não vai cumprir a decisão do desembargador de plantão. E que ele,  Thompson Flores, dê seu jeito para convalidar sua tese de ‘incompetência do desembargador de plantão’, porque Lula não pode ser solto e estamos conversados.

Thompson Flores, presidente do TRF4, diz ‘deixe comigo, que vou dar um jeito nisso’.
Na tarde  desse domingo-8, com o juízo da primeira instância de Curitiba desconhecendo o ‘habeas corpus’ para Lula, o desembargador de plantão no TRF4, em Porto Alegre, reitera sua decisão e expede ele mesmo, sem intermediários, o alvará de soltura do ex-presidente.

Resultado de imagem para fotos de Gebran NetoO relator do processo de Lula no TRF4 , Gebran Neto(foto), embora também em férias, decide avocar a decisão sobre o caso,  alegando a condição de ‘juiz natural’, batendo o martelo favoravelmente à extemporânea manifestação  Moro, para manter o ex-presidente preso.

O desembargador de plantão, única autoridade habilitada  no atendimento a demandas  durante o recesso do Judiciário, reitera mais uma vez sua decisão e dá uma hora de prazo para a Polícia Federal liberar Lula.

Resultado de imagem para fotos de Thompson FloresEntra em cena o presidente do TRF4, Thompson Flores(foto), e recomenda à Polícia Federal não soltar Lula até ele 'dar seu jeito', derrubando a liminar do desembargador de plantão.

Tudo isso transmitido ao vivo pela Globo News, cujos desesperados analistas se revezam na tela, inclusive mudando o foco da discussão com recorrentes alusões às consequências no quadro da pré-campanha eleitoral, advertindo que, de qualquer forma, mesmo em liberdade, Lula não seria candidato em função de estar impedido de candidatar-se – eles também batem o martelo, como  se juízes fossem – pela ‘lei da ficha limpa’. 

A Globo News e a BandNews buscam, na emergência do domingo, a opinião de  professores de Direito  logicamente há muito contratados para dizer o óbvio,  que a liminar do desembargador Favretto implica preocupante ‘insegurança jurídica’ e, dessa forma, não pode ser cumprida.

No começo da noite do domingo, sai a decisão surreal do presidente do TRF4, (foto) também em férias, derrubando a liminar do desembargador de plantão, para manter Lula preso e remetendo o pleito da defesa para o pleno do Tribunal que, como de antemão se depreende, deixará tudo como dantes no quartel d’Abrantes.

Enquanto isso, militantes do PT, convocados à mobilização, já estão nas ruas com suas bandeiras,  exigindo ’Lula livre’. Só os combativos militantes de sempre,  da Frente Brasil Popular, gatos pingados em relação às multidões recolhidas às suas casas, sem motivação para ir à guerra em praça pública e declarar desobediência civil, porque as bases sociais petistas e das esquerdas em geral, no curso dos exitosos  governos do PT, foram solenemente relegadas a segundo plano. Chamadas agora a intervir, não dispõem  de mínima compreensão política para tal.

E segue o líder das pesquisas condenado e preso sem provas, com tudo armado para que ele fique fora do pleito presidencial deste ano.  Nosso Judiciário, pertinente lembrar, virou ‘zona’ desde que avalizou o golpe, em 2016, cujo copatrocínio divide com o Congresso e a mídia golpista, à frente o jornalismo de esgoto da Rede Globo de Televisão.

quarta-feira, 4 de julho de 2018

Socialismo: desmistificando

algumas lendas urbanas

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PEDRO LUIZ TEIXEIRA DE CARVALHO, no VERMELHO

Já fazia algum tempo que eu tinha vontade escrever um texto sobre as lendas urbanas que são construídas em cima dos termos “socialismo” e “comunismo”. Semana passada, ao me deparar com o 'show' de horrores, machismo, deselegância e bizarrices que foi o programa Roda Viva(TV Cultura/SP) com a candidata do PCdoB a presidenta do país, Manuela D'Ávila, resolvi que era hora de falar um pouco sobre isso de maneira simples e direta. Para isso, escolhi para este mês 5 bobagens espalhadas acerca dos comunistas.   |||   O primeiro ponto que quero desmistificar é o papo furado de que ser socialista é fazer voto de pobreza. Quem fala isso com certeza comete um erro grave, pois quem faz este voto, não são os comunistas, mas sim a Ordem Franciscana da Igreja Católica e quem pediu para vender tudo que se tinha e fazer caridade foi um famoso santo católico(Francisco de Assis), e não Marx ou Engels.   |||   A segunda lenda sem pé nem cabeça que cabe comentar é aquela de que  socialista não pode usar Iphone. Mais um erro grave de definição, pois os comunistas querem socializar os meios de produção, não os bens de consumo. Portanto, se à classe operária tudo pertence pelo fato dela tudo produzir, não há problema algum em se ter um celular, um carro ou um computador.   |||   A terceira bobagem proferida popularmente é a de que os comunistas odeiam Deus. Esta é uma das mais famosas! Por acaso existe obrigatoriedade de crer ou não crer em algo, alguém ou alguma coisa para adentrar nas fileiras comunistas? Obviamente que não, inclusive vários padres, pastores, pais e mães de santo militam em agremiações socialistas. E sabe por que? Pois são estas mesmas pessoas que defendem o livre credo, tendo sido do deputado federal Jorge Amado (PC do Brasil) na década de 1940 a lei de liberdade religiosa até hoje vigente no país.   |||   A quarta fábula está relacionada ao fato de que o comunismo nunca deu certo. Esta é a mais fácil de responder, e com outra pergunta: o capitalismo deu certo? Tanta fome, miséria e desigualdade social para mim são provas mais que justas do fracasso do sistema econômico burguês. Nos países socialistas não existe luxo, mas não existe miséria, este é um ponto chave! “A cada um de acordo com a sua necessidade”, este sim é um pensamento balizado nas ideias marxistas.   |||    A última das bravatas que pretendo comentar tem a ver com o papo de que o nazifascismo era de esquerda. Chega a dar dó da falta de estudo histórico de algumas figuras que repetem este tipo de bobagem por aí. Mussolini na Itália e Hitler na Alemanha foram dois sanguinários que odiavam não só os judeus, ciganos e imigrantes, mas também os comunistas, prendendo e assassinando muitos de seus  militantes (Antonio Gramsci na Itália, Rosa Luxemburgo e Olga Benário na Alemanha são apenas alguns bons exemplos). O fato de o Partido Nazista ter-se chamado(oficialmente) Partido Nacional Socialista dos Trabalhadores Alemães (do alemão: Nationalsozialistische Deutsche Arbeiterpartei - NSDAP) não o faz ter sido uma agremiação comunista ou que representasse a enorme gama de operários alemães, muito pelo contrário.   |||   O que faz um partido ser ou não comunista é o seu estatuto e as suas ações, coisa que os nazistas não tinham em sua ideologia, como dizia Lênin: “A prática é o critério da verdade”. Acusar figuras deploráveis de serem 'socialistas'., por conta da similaridade de nomenclatura, é o mesmo que eu propagar que o fato de ter 'Camargo' em meu nome me faz parente da falecida Hebe Camargo ou do Zezé de Camargo., Não subsiste a menor lógica! Assim,  quem propaga esse tipo de correlação age de pura má fé.   |||   Para concluir, proponho uma reflexão: por que tantos temas importantes são tratados com desdém, mentira e desrespeito? Você faz ideia? Eu faço: porque é mais fácil manipular os ignorantes explorados. Se a maior parte da população soubesse o que significa 'mais valia', com certeza se revoltaria muito, mas muito mais do que com a corrupção.

Juízes substituíram militares na nova onda de dominação na América Latina

correa

FERNANDO BRITO, no TIJOLAÇO

A ordem de prisão contra o ex-presidente Rafael Correa, do Equador, é o novo capítulo das farsas judiciais que são uma versão “reciclada” da onda de golpes militares com que, nos anos 60 e 70, a direita conseguiu reempalmar o poder numa América Latina que já  não podia ser contida por governos oligárquicos.   |||   O motivo, claro, oscila entre o fantástico e o pueril. Seria uma ordem de “sequestro” dada por Correa contra um opositor, apontado como “mentor intelectual” de uma rocambolesca tentativa (frustrada) de um equatoriano que fazia parte do círculo do ex-presidente colombiano – e arquiinimigo de Correa – Álvaro Uribe.   |||   Evidente que não tem lógica pensar que um presidente com prestígio político para reeleger-se, vencer plebiscitos e eleger seu sucessor – embora este já se tenha bandeado de lado – iria meter-se numa aventura com áreas de pastelão policial.   |||   Como é absurdo que Correa, tendo se apresentado no consulado equatoriano na Bélgica, onde está, para cumprir a ordem judicial de apresentar-se às autoridades, ser considerado “foragido” e ter a prisão pedida à Interpol.   |||    Mas tem toda a lógica observar como o Poder Judiciário, em toda América do Sul, está sendo transformado no instrumento de destruição das lideranças que, eleitas, se forjaram como ferramentas de afirmação de suas nações.  Exatamente, como foram há 40 anos, as ditaduras militares no continente.   |||   Cristina Kirchner, Lula, agora Correa, não são enfrentados na política e nas urnas, mas no juízo dos tribunais, habitados pela mesma elite que jamais se conformou com a inclusão das massas na existência nacional.  No nosso caso, em aceitar que o Brasil tem 210 milhões de habitantes, não 50 ou 60 milhões que “existem”.   |||   Alguém, no Facebook, falou em “Plano Condor 2.0” referindo-se às ações militares e policiais para exterminar as lideranças progressistas da América Latina, e não sem razão.  Afinal, porém, só conseguirão, como aquelas,  retardar o tempo, jamais fazê-lo parar ou retroceder.


Milhares irão a Brasília para  registrar  no  TSE candidatura  de  Lula


Movimentos sociais, partidos de esquerda, centrais sindicais, artistas e intelectuais preparam uma grande manifestação no dia 15 de agosto em Brasília, dia em que a candidatura do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva a presidente será registrada no Tribunal Superior Eleitoral (TSE).   |||   Os apoiadores de Lula farão uma marcha que deve sair da cidade de Luziânia três dias antes e terminar com grande ato na capital federal que deve reunir milhares de pessoas.   |||   A senadora Gleisi Hoffmann, presidente nacional do PT, defendeu a mobilização para registrar a candidatura de Lula. "É muito importante a movimentação que estamos fazendo aqui fora pela afirmação da candidatura de Lula. Queremos reunir milhares de pessoas no dia e, junto com o povo, confirmá-lo na disputa", conta Gleisi.   |||   Sobre o encontro recente que teve com Lula em Curitiba, Gleisi tratou de animar a militância. "Ele está com a cabeça ótima, com a saúde de um garoto de 25 anos. Mais do que indignado pela atuação do Judiciário ele está preocupado com a situação do Brasil. Das crianças brasileiras, com a falta de autonomia do governo, a soberania do país, com a falta de respeito perante o mundo, com a economia. O povo tem que voltar a ter confiança. É isso que ele quer. O povo sabe porque nós já fizemos isso", acrescenta.   |||   Um dos organizadores do ato, Alexandre Conceição, que pertence à coordenação Nacional do MST, explica a importância da manifestação em defesa de Lula candidato. "Queremos convocar todos aqueles que acreditam na inocência do Lula e que estão na luta contra o golpe e os ataques à democracia. A marcha é um recado de paz para o Brasil".   |||   Para a vice-presidenta Nacional da CUT, Carmen Foro, além do peso simbólico de sair às ruas em defesa de um candidato que lidera todas as pesquisas mesmo mantido como preso político, o ato também é estratégico. "Não há como fazer justiça sem ouvir o que o povo quer. E as propostas de Lula estão em sintonia com o desejo da maioria. No ato, vamos estar todos juntos nas ruas de Brasília em sua defesa", espera.

No México,  a chave da vitória e os desafios de

López  Obrador

López Obrador teve a votação mais expressiva da história recente do país e conquistou também maioria parlamentar


FERNANDO BUEN ABAD(*), no VERMELHO

A vitória do partido Morena (Movimento de Regeneração Nacional) e LÓPEZ OBRADOR é uma rebelião nas entranhas de uma estrutura democrática severamente destruída pelo corporativismo bipartidário (PRI-PAN) e por uma lista imensa de vícios e corruptelas que levaram à bancarrota institucional todo o aparato político. Uma rebelião assediada pela violência macabra desatada pro uma falsa guerra contra o “crime organizado” que na prática não te sido mais que a militarização “encoberta” de todo o território para colocar as riquezas nacionais a serviço das empresas transnacionais e seus cúmplices locais. Uma rebelião que enfrentou milhares de emboscadas em todos os repertórios odiosos da depauperação econômica e das guerras midático-psicológicas.   |||   O México padece da virulência do neoliberalismo e os embates coloniais do império ianque. É um país sequestrado por gerentes – impostos pela via da fraude – para entregar recursos naturais, para oferecer mão de obra. No México até hoje ninguém garantiu ao povo a defesa do território e a defesa dos recursos naturais. Ninguém garantiu o exercício independente da justiça. Ninguém freou o crime organizado e sua metástase em toda as estruturas sociais e culturais do país.    |||   Ninguém exerceu reitoria alguma em matéria de democracia comunicacional. Ninguém garantiu o direito à educação, o direito ao trabalho, o direito à saúde, o direito à alimentação... Ninguém assegurou dignidade às pessoas porque uma moral entreguista e rasteira, adoradora do império ianque, serve das formas mais ignominiosas à opressão. Neste contexto López Obrador vence as eleições.    |||    Agora começa o mais difícil. López Obrador se propõe a pacificar o país; acabar com a corrupção e recompor a economia com dignificação trabalhista e salarial. Pretende incluir os mais postergados e a distribuir de forma equitativa os cargos federais. Isso implica derrotar as máfias que sequestraram o governo eo Estado para fazer justiça, por exemplo, aos estudantes de Ayotzinada, aos povos originários, e assegurar que estas ações perdurem para ampliar a participação social no governo mobilizado como organizador capaz de somar força que possa oferecer soluções à força popular que alcançou o triunfo.    |||    Os desafios são muitos e são enormes num país que tem o tecido social profundamente desgastado, mas que, apesar dos pesares, se rebelou contra o establishment para fazer visível sua multiculturalidade e sua plurinacionalidade unidas às “classes médias” para somar a maior votação que nenhum presidente nunca tinha tido no México e que líder de esquerda algum havia conquistado.    |||    O México enfrenta seu futuro imediato mobilizado como nunca, com as praças cheias, com as ruas tomadas, com uma mobilização magnífica que encuba ideias emancipatórias. Contra a fraude, contra o saqueio e contra a exploração históricas... é uma identidade nova, uma festa que começa de baixo, uma situação social inédita.    |||    Bem, pode ser que o nascimento de um novo México, desta vez decidido pelo povo, com as armas de sua democracia em reparação, com uma moral renovada e muita claridade nos desafios, possa derrotar qualquer tentativa de regressão.    |||    Por agora o México é um ponto de inflexão, um desafio à nossa capacidade de luta e unidade dentro e fora do país... Ponto de inflexão para que nos reconheçamos até a tomada do poder impulsionados com nossas próprias forças populares e os trabalhadores do campo e da cidade... para mudar o sistema e mudar a vida.
(*) Fernando Buen Abad é mexicano, diretor de cinema e especialista em Filosofia da Imagem, Filosofia da Comunicação, Crítica à Cultura, Estética e Semiótica.

Globo baixa AI-5  interno  e 

impõe censura a  jornalistas

no uso de redes sociais


No último fim de semana as Organizações Globo baixaram um édito assinado pelo dono, João Roberto Marinho, impondo censura a seus jornalistas no uso de redes sociais.  |||  A censura patronal (denominada “Item 5 dos nossos Princípios Editoriais”) abrange não apenas as redes existentes, mas até as que ainda não foram inventadas.  |||  “Isso se aplica a todas as redes — Twitter, Instagram, Facebook, WhatsApp” decretou Marinho, “ou qualquer outra que exista ou venha a existir”.  |||  A imposição de censura seria uma reação da empresa ao vazamento, dois meses atrás, de um áudio em que o jornalista Chico Pinheiro, do grupo Globo, protesta contra a prisão do ex-presidente Lula.
TRECHOS DO 'AI-5' DAS ORGANIZAÇÕES GLOBO:
"O Grupo Globo considera que toda rede social é potencialmente pública. Mesmo que alguém permita o acesso ao que nela diz ou publica a apenas um grupo de pessoas, há uma alta possibilidade de que tal conteúdo se torne público. E, quando essa pessoa é um jornalista, a sua atividade pública acaba relacionada ao veículo para o qual trabalha. Se tal atividade manchar a sua reputação de isenção manchará também a reputação do veículo. Isso não é admissível, uma vez que a isenção é o principal pilar do jornalismo. Perder a reputação de que é isento inabilita o jornalista que se dedica a reportagens a desempenhar o seu trabalho.    (...)   Isso se aplica a todas as redes — Twitter, Instagram, Facebook, WhatsApp ou qualquer outra que exista ou venha a existir    (...)   É evidente que, em aplicativos de mensagens, como WhatsApp e outros, em que há mais controle sobre o acesso, todos têm o inalienável direito de discutir o que bem entender com grupos de parentes e amigos de confiança. Mas é preciso que o jornalista tenha em mente que, mesmo em tais grupos, o vazamento de mensagens pode ser danoso à sua imagem de isenção e à do veículo para o qual trabalha. E que tal vazamento o submeterá a todas as consequências que a perda da reputação de que é isento acarreta. Assim, compartilhar mensagens que revelem posicionamentos políticos, partidários ou ideológicos, mesmo em tais grupos, exige a confiança absoluta em seus participantes — confiança que só pode ser avaliada pelo jornalista    (...)    Em síntese, esses jornalistas não devem nunca se pôr como parte do debate político e ideológico, muito menos com o intuito de contribuir para a vitória ou a derrota de uma tese, uma medida que divida opiniões, um objetivo em disputa. Isso inclui endossar ou, na linguagem das redes sociais, “curtir” publicações ou eventos de terceiros que participem da luta político-partidária ou de ideias   (...)    O Grupo Globo tem a compreensão de que, muitas vezes, o jornalista pode se sentir em dúvida sobre se um texto seu nas redes sociais resvala na tomada de posição, ferindo o princípio da isenção. A única solução é consultar a chefia.”  

Com país voltado  para  a  Copa do Mundo, entreguistas da Câmara aprovam urgência de projeto para privatizar Eletrobras

  

No DCM


Folha de S.Paulo informa que a Câmara dos Deputados aprovou na noite desta terça-feira (3) a urgência do projeto de lei que destrava  a venda das distribuidoras da Eletrobras. Com isso, o texto poderá ser votado já na nesta quarta-feira (4), para quando está prevista a próxima sessão.  |||  Segundo o jornal, a votação da urgência, aprovada por 226 votos, desagradou a oposição, que considerou a articulação uma manobra. Isso porque o requerimento se baseou no artigo 154 do regimento da Câmara, que exige apenas maioria simples dos presentes para ser aprovado. O requerimento inicial, baseado no artigo 155, precisaria de maioria qualificada (257 votos favoráveis) para ser aprovada, explica o analista político Leandro Gabiati.  |||  O projeto de lei é visto como um passo essencial para a venda das distribuidoras da Eletrobras, pois permite que a dívida bilionária das empresas seja transferida à conta de luz do consumidor, o que viabilizaria a atração de investidores, complementa a reportagem.


STF  tira de si mesmo

tornozeleira que Moro

pôs em Dirceu

morososup

FERNANDO BRITO, no TIJOLAÇO


O Supremo Tribunal Federal, por liminar do Ministro Dias Toffoli, cassou a ordem de Sérgio Moro para recolocar uma tornozeleira eletrônica em José Dirceu. (AQUI na íntegra)  Certo? Sim, mas não apenas.  A anulação da ordem de Moro era mais que previsível, pelas razões(AQUI) que se apontou antes, mas vai além disso.  |||  Na verdade, o STF deu uma ordem para que a própria Suprema Corte sai da condição de “liberdade vigiada” que o juiz de Curitiba ” resolveu mantê-la. |||  Toffoli diz que a decisão de Moro, que nem mesmo havia sido comunicado da decisão, pelo fato de não estar sob sua jurisdição, mas da Vara de Execuções de Brasília, é uma “afronta” á decisão do Supremo.   (…)o Juízo da 13ª Vara Federal de Curitiba/PR, em decisão com extravasamento de suas competências, restabeleceu medidas cautelares diversas da prisão, outrora determinadas em desfavor do paciente, à míngua de qualquer autorização deste Supremo Tribunal Federal, que, em decisão colegiada da Segunda Turma, deferiu medida cautelar em habeas corpus de ofício, para assegurar a liberdade plena ao ora reclamante até a conclusão de julgamento da ação.  |||  O descabimento da decisão de Moro é tão flagrante que não é, claro, um erro de interpretação, mas um ato de insubmissão de um juiz à própria hierarquia do Judiciário.  |||  Mas, se o Judiciário, em nome de seus pendores autoritários e de ódio político ideológico, assistiu inerme a tanto destes atos, a troco de que deveria agora ser respeitado?   Tanto que a tosca caricatura de procurador da República que atende pelo nome de Deltan Dallagnol já partiu a ofender Toffoli, dizendo que ele “libertou o ex-chefe”.  |||  Infelizmente, porém, embora o Supremo tenha passado a dar alguns espasmos de dignidade, o mais provável é que tudo fique por isso mesmo, encorajando a próxima “peitada” de Moro às decisões do STF que não lhe agradarem.

segunda-feira, 2 de julho de 2018


Lula absoluto até em São
Paulo, centro do golpe e do tucanato entreguista
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FERNANDO BRITO, no TIJOLAÇO

Uma nova pesquisa Ibope, encomendada pela Rede Bandeirantes,  sobre a intenção de voto presidencial em São Paulo confirma e acentua o drama da direita até mesmo em São Paulo, seu quartel-general e maior colégio eleitoral do país.  Lula não apenas lidera, como acontece em quase todo o pais (tem 24% das intenções de voto, ou 34,4% dos que declaram ter a intenção de votar em um candidato), crescendo 4 pontos desde que foi preso, há mais de dois meses.  Geraldo Alckmin não sai do lugar, com os mesmos 13% da pesquisa anterior.  |||  A crise tucana não é privilégio de Alckmin: na disputa pelo Governo de São Paulo, João Dória não vai além de 1(% no primeiro turno, menos do que tinha há um mês.  Marina Silva e Jair Bolsonaro caem, ainda que dentro da margem de erro: ela perde um ponto e fica com 8%; ele, cai 2% e fica em 17%.  |||  Em matéria de “votos válidos”, Lula praticamente se igual ao resultado que teve, naquele  estado, na reeleição, em primeiro turno: 36,77%.  Já Alckmin, com 17,6 % dos eleitores que têm candidato, fica com menos de um terço do que alcançou em 3006: 54,2%.  Bolsonaro parece ter estagnado e ninguém parece ter ascendido, mesmo quando são apresentadas ao eleitor opções sem a presença de Lula.  |||  Está evidente que a manobra para excluir o ex-presidente das eleições é um fracasso.  Não se trata de ser “lulista” ou não; trata-se de verificar que há uma crise de legitimidade em eleições que se façam sem ele, ou sem o seu reconhecimento, pelo apoio a uma candidatura que o encarne, politicamente.  |||  Estamos sendo levados para o abismo eleitoral, essa é uma evidência.  Nem em São Paulo, berço do golpe, encontram uma alternativa a Lula.

México elege López Obrador: direitos sociais, combate à corrupção e fim da exploração de seu petróleo pelos EUA
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O Instituto Eleitoral do México informou nesta madrugada de segunda-feira(2) que o candidato de esquerda Andrés Manuel López Obrador venceu ontem as eleições presidenciais do país com ampla margem, estimando que ele recebeu mais da metade dos votos. Obrador tem  53,8%, enquanto o segundo colocado, Ricardo Anaya, somou 22,1%.  |||  "Uma 'contagem rápida' baseada em resultados de cerca de 8 mil locais de votação, ou 5% do total de cabines, mostrou que Obrador estava com 53,8% dos votos, de acordo com o instituto. O método tem uma margem de erro de meio ponto percentual. O presidente do Instituto, Lorenzo Córdoba, disse que o comparecimento dos eleitores foi estimado em 63,8% dos mais de 89 milhões  registrados.  |||  Ricardo Anaya, de uma coalizão liderada pelo conservador Partido da Ação Nacional, recebeu 22,1%  dos votos, e José Antonio Meade, apoiado pelo governo atual,  15,7%. O candidato independente Jaime Rodriguez ficou com 5,3%, segundo o instituto. A margem estimada pelo instituto é ainda maior que a das pesquisas de boca de urna, indicadoras de 43% a 48% pró-Obrador. Pesquisas de opinião também sugeriram que o partido Morena, de Obrador, garantirá uma maioria simples na câmara baixa do Congresso."
Confira, abaixo, artigo de Leonardo Attuch, editor do 247, sobre os caminhos opostos trilhados por Brasil e México:
Brasil e México, que se enfrentam nesta segunda-feira por uma vaga nas quartas de final da Copa do Mundo da Rússia, vivem situações praticamente opostas na política e na economia. Lá, a esperança acaba de derrotar o medo e o político nacionalista Andrés Manuel López Obrador, que é chamado de 'Lula mexicano', venceu as eleições presidenciais desse domingo(1º).  Aqui, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que representa a esperança de dias melhores para a maioria do eleitorado, segue encarcerado numa cela fria em Curitiba.
O sucesso de AMLO, como López Obrador é chamado, e a tragédia de Lula passam por uma questão central: a disputa por recursos naturais e a luta por soberania. No México, o eixo central da campanha de AMLO é a defesa do petróleo mexicano para os mexicanos. Durante décadas, o país foi espoliado e o general Porfirio Diaz (1830-1915), que governou os mexicanos por mais de trinta anos, cunhou uma frase que ficou gravada na alma nacional. "Pobre México: tão longe de Deus e tão perto dos Estados Unidos".
No modelo mexicano, o petróleo é explorado sob a forma de concessão por grandes multinacionais estadunidenses, como Exxon e Chevron, e exportado como óleo bruto para as refinarias localizadas no Texas. Depois, na forma de derivados, é importado pelos mexicanos. O resultado é um superávit comercial de US$ 15 bilhões por ano dos Estados Unidos no comércio energético entre os dois países. Enquanto os mexicanos vendem a matéria-prima, os estadunidenses exportam diesel e gasolina, com maior valor agregado.
Por isso mesmo, AMLO propõe o fim dos investimentos exploratórios no Golfo do México sob esse modelo de concessões e defende a construção de refinarias em território mexicano. Nada muito diferente do que o Brasil pretendia fazer depois da descoberta das maiores reservas de petróleo localizadas no século 21, que estão justamente no pré-sal.
No entanto, o projeto brasileiro de desenvolvimento foi bruscamente interrompido. Tanta a presidente deposta Dilma Rousseff como a Petrobras foram espionadas pela NSA, a agência de inteligência dos Estados Unidos, na administração de Barack Obama. Pouco depois, foram criadas as condições para a derrubada de Dilma, a entrega do pré-sal e o encarceramento de Lula, cuja prisão, segundo o ministro Marco Aurélio Mello, é inconstitucional.
Em condições normais, os Estados Unidos dificilmente aceitariam a vitória de um político nacionalista como AMLO no México. No entanto, como encontraram um tesouro muito mais valioso no Brasil, generosamente cedido por uma elite entreguista, talvez a substituição do óleo do Golfo do México pelo pré-sal esteja valendo a pena. Na Copa, o Brasil é sempre favorito contra o México. Mas na luta por soberania os mexicanos estão vencendo de goleada.