quarta-feira, 20 de junho de 2018


Face a suposições da ‘Lava Jato’ como provas, STF absolve Gleisi Hoffmann e Paulo Bernardo
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Da Agência Brasil, via NOCAUTE  
A Segunda Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) decidiu nesta terça-feira(19) pela absolvição da senadora Gleisi Hoffmann (PT-PR) e de seu marido, o ex-ministro do Planejamento Paulo Bernardo, dos crimes de corrupção e lavagem de dinheiro. A Segunda Turma da Corte julgou nesta terça-feira a ação penal na qual a senadora foi acusada de receber R$ 1 milhão para sua campanha ao Senado em 2010.  |||  Segundo a acusação, o valor foi desviado no esquema de corrupção na Petrobras e negociado por intermédio de Paulo Bernardo e do empresário Ernesto Kluger Rodrigues, que também é réu. Na denúncia, a Procuradoria-Geral da República (PGR) usou depoimentos do doleiro Alberto Youssef e do ex-diretor de Abastecimento da Petrobras Paulo Roberto Costa para embasar a acusação.  |||  Seguindo voto do relator, Edson Fachin, o colegiado entendeu que há divergências nos depoimentos de Youssef e de Costa e que não há provas suficientes para comprovar que Paulo Bernardo solicitou o dinheiro, muito menos que a senadora teria dado apoio ao ex-diretor para mantê-lo no cargo em troca da suposta propina.  |||  Apesar de votar pela absolvição, Fachin ficou vencido ao propor a condenação da senadora pelo crime eleitoral de caixa dois por não ter declarado à Justiça Eleitoral R$ 250 mil que teriam sido recebidos pela sua campanha. No entanto, o voto foi seguido somente por Celso de Mello.  Dias Toffoli, Gilmar Mendes e Ricardo Lewandowski votaram pela absolvição integral de Gleisi e Paulo Bernardo, por falta de provas.  |||  No início do julgamento, a defesa da senadora e de Paulo Bernardo alegou que a PGR usou somente depoimentos de delações premiadas ao denunciar os acusados e não apresentou provas de que o recurso teria origem nos desvios da Petrobras.

Carta de Emílio Odebrecht 

desconfigura crime em

obras de Atibaia

   gourmet

FERNANDO BRITO, no TIJOLAÇO

Para “livrar o couro” do filho Marcelo, o dono da Odebrecht, Emílio, enviou carta a Sérgio Moro onde afirma que foi ele – e apenas ele – quem teria autorizado o uso de “recursos materiais e humanos” na reforma do sítio que, segundo(AQUI) o jornal O Globo, é “atribuído ao ex-presidente” (“atribuído”, aliás, virou a novidade da moda na Lava Jato).  |||  Esqueçam-se os aspectos éticos – que são de natureza subjetiva, não penal – e chega-se à seguinte situação: se foi uma iniciativa pessoal – e diz Emílio Odebrecht que a pedido de Marisa Letícia – não há ato de ofício praticado em contrapartida, nem mesmo o “genérico” usado por Sérgio Moro para transformar em “prova” a convicção de que o apartamento do Guarujá era – mesmo nunca tendo sido de Lula – produto de indeterminados contratos da Petrobras.  |||  Como a legislação penal começa do ato e não do indivíduo (uma obviedade que tem de ser repetida nestes tempos estranhos), passa-se à questão seguinte: qual é o crime da reforma do sítio, ainda que realizada com recursos empresariais? Pode haver, claro, ações de natureza fiscal, pois despesas não relacionadas à atividade empresarial, mas à vontade do dono da empresa equivalem a retiradas de seu caixa e isso tem de ser declarado e não pode gerar benefício tributário.  Nada mais.  |||  Ainda que seja falsa  – e tem muita pinta de ser – a versão de Emílio sobre as reformas do sítio, porque hoje mesmo uma arquiteta disse ter sido paga por Fernando Bittar, proprietário do imóvel, para fazer um projeto para as obras ali – não existe um mísero indício de que as benfeitorias sejam resultado de algum acordo envolvendo negócios públicos.  |||  Hipótese que já se revela absurda quando se imagina que aquele que o fanático Deltan Dallagnol diz ser o “comandante da corruptocracia” teria se beneficiado com um apartamento de segunda e um reforma furreca de uma casa de sítio.  |||  A Folha de S. Paulo, aliás, ilustra(AQUI) suas matérias com uma fotografia – a que reproduzo acima – cuja legenda é “salão principal do espaço gourmet” do sítio que, no máximo, merecia a descrição de “foto da cozinha”.  Basta o bom senso para ver que “o maior escândalo de corrupção do planeta” não combina com o que se arranjou para “provar” o envolvimento -e mais ainda, a chefia – de Lula nesta história.  |||  Em compensação, revela-se o jogo perverso de acordos de delação feitos “sob medida” para incriminar pessoas e que colocam pai e filho dizendo e desdizendo de acordo com o que é mais conveniente para seu dinheiro.  Não respeitam a honra alheia, mas têm um imenso amor pelo seu império bilionário.

terça-feira, 19 de junho de 2018


Neymar se acha ‘dono do time’ e ‘amarra’  jogo da seleção contra a Suíça
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AMgóes >>>  Definitivamente, a ridícula 'crista loira' que Neymar exibiu nesse domingo,no empate da seleção brasileira contra a Suíça, pela Copa do Mundo, na Rússia, só não foi  mais notada que o destoante desempenho do 'camisa 10' nas quatro linhas, como pretenso 'dono do time', distante anos-luz do sistema tático solidário apregoado desde as 'Eliminatórias' pelo treinador Tite.

Mesmo À distância, dá para depreender que Neymar recebe da comissão técnica e dos demais jogadores de nossa delegação toda a sorte de paparicagens que lhe garantem os dirigentes do  Paris Saint-Germain, onde, todavia, seu notório estrelismo coleciona desafetos na relação do vestiário desde que chegou à capital francesa. Deveria, logo após o jogo, ter sido chamado às falas por conta do prejudicial individualismo. Ao que se informa, não o foi. Consequentemente, seguirá achando, salvo uma(improvável) correção de rumo,  que a seleção é 'ele' e 'mais dez'.

Aqui, sob auspícios da Rede Globo(sempre ela), Neymar virou 'pop-star', cuja 'cereja do bolo' dessa notoriedade 'extra-campo' é seu relacionamento com a mediana atriz Bruna Marquezine, a pérfida 'Catarina' da telenovela 'Deus salve o Rei'.  Daí ser agraciado com um desses lacrimosos quadros do tipo 'Esta é sua vida' no 'Caldeirão' de seu 'amigo' Luciano Huck, em que voltou às origens familiares numa casa de cômodos em Santos, remontada no Projac/Rio de Janeiro, com direito a 'rever' amigos de infância que ficaram para trás.

Egresso de inatividade por conta de pequena fratura(por estresse) no pé direito em março, Neymar, sejamos francos,  não vive a plenitude físico-psicológica indispensável à intensa disputa de uma Copa do Mundo, embora liberado para jogar, até por força de compromissos midiáticos do jogador e da própria CBF.

Contra a Suíça, nesse domingo-17, em Rostov, assistimos a um Neymar  ensaiando recorrentemente improdutivos 'saracoteios' longe da área adversária, o que lhe valeu, segundo  estatística,  repetida à exaustão por nossa sabuja crônica esportiva(Globo à frente), cerca de dez desarmes faltosos tidos pelo Galvão Bueno como 'um verdadeiro atentado', para cuja 'gravidade' o árbitro mexicano teria feito vistas grossas. Certamente, esperavam que os suíços  oferecessem um tapete vermelho para aquele solista insólito e provocador, cujo efeito deletério  foi o de 'amarrar' o jogo no meio-campo  de nossa seleção.

O internauta retrucará, incomodado: por que só falar no Neymar? E a arbitragem, que não se valeu de seu 'colega' eletrõnico de vídeo, para anular o gol do Zuber, empurrando o Miranda, e o pênalte 'claro' no Gabriel de Jesus?  Há controvérsias, até porque nossa incapacidade em derrotar o 'esquadrão helvético' - convenhamos - decorreu do fato de o esquema tático do professor Tite ter ido para o ralo. 
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Nossos campeões de 1958, com Pelé aos 17 anos

A Suíça foi um duro e primeiro obstáculo em nossa superdimensionada aspiração  ao título. Poderemos avançar no torneio, desde que não insistamos nesse entediante 'samba de uma nota só' de dois dias atrás. Como ponderou Garrincha ao treinador Feola, em 1958, na Suécia, quando instado a driblar toda a defesa da União Soviética e cruzar para Pelé e Vavá estufarem as redes de Yachin: "Tudo bem. Só falta agora combinar com os russos...". Não foi preciso fazê-lo.  Naquela Copa que, faz 60 anos, conquistamos pela primeira vez, com Didi  na batuta, éramos uma orquestra cuja sinfonia desconcertante encantou o mundo, declaradamente submisso aos nossos pés.



Na  Argentina,  prisão perpétua para matador de transexual(e aqui?)
Amnacay Diana Sacayán, de 40 anos, foi encontrada morta em 11 de outubro de 2015
          Amnacay Diana Sacayán, de 40 anos, foi encontrada morta em 11 de outubro de 2015

Na Ag. France Press, via GAÚCHA/ZERO HORA


Um tribunal argentino condenou nesta segunda-feira um homem (18) à prisão perpétua por ter assassinado com 13 facadas uma dirigente transexual em 2015, uma sentença destacada como a primeira que reconhece nos fatos a característica de "travesticídio".  |||   O 4º Tribunal Penal Oral da capital argentina condenou à prisão perpétua Gabriel David Marino, de 25 anos, como coautor do "homicídio agravado por violência de gênero e ódio à identidade de gênero", segundo a sentença transmitida ao vivo pelo Centro de Informação Judicial.  O acusado ouviu a sentença sem se alterar.  |||   O ataque aconteceu entre sábado (10) e domingo (11) de outubro de 2015, c ausando a morte de Amnacay Diana Sacayán, de 40 anos, "cujo corpo sem vida foi encontrado (em seu apartamento) em 13 de outubro, com pés e mãos amarrados, amordaçado e apresentando sinais de ter sido vítima de uma ação cometida com alto grau de violência", segundo a sentença.  |||   Para a Promotoria e a acusação, trata-se de uma "sentença histórica" já que o judiciário reconheceu que o assassinato de Sacayán "foi um crime de ódio e por preconceito a sua identidade de gênero transexual", disseram em comunicado.   Destacaram "que este Poder Judiciário se expressa pela primeira vez na história sobre a morte de transexuais e reconhece que isto foi um 'travesticídio'".  |||   A ativista trans Lara Bernasconi sustentou que "essa condenação rompeu o dogma jurídico".  "A comunidade 'trans' teve que quebrar o paradigma de que não é apenas um assassinato, mas que foi um 'travesticídio'", declarou Bernasconi às portas do tribunal,  em Buenos Aires, onde dezenas de pessoas acompanharam por um telão.
PS do AMgóes >>> Quando, no Brasil, crimes hediondos, como o por homofobia,  serão exemplarmente punidos com pena máxima, sem direito ao calhorda instituto da 'progressão de pena', que reduz em 2/5 a permanência do condenado nas grades?            

Como caiu no Supremo  a ‘lei’
da condução coercitiva à moda de Moro e Dalagnol
 

AMgóes  >>>  CONDUÇÃO COERCITIVA é um procedimento de caráter  impositivo para levar sujeitos de um processo, ofendidos, testemunhas, acusados ou peritos, independentemente de suas vontades, à presença de autoridades policiais ou judiciárias. A medida é prevista no Código de Processo Penal Brasileiro como forma de obrigar o ofendido, a testemunha, o perito, ou qualquer outra pessoa que deva comparecer ao ato para o qual foi intimada, mas, injustificadamente, não o faz.  Renomados especialistas entendem  tratar-se de uma modalidade de 'prisão cautelar de curta duração', destinada a garantir a conveniência da produção da prova. Todavia,  equiparada à prisão cautelar, a condução coercitiva contraria o artigo 5°, inciso LXI, da Constituição Federal de 1988, embora a medida conste do CPP de 1941.   |||  Após quatro anos e três meses de ações desencadeadas pelo juiz Sérgio Moro e seu 'lugar-tenente' no curso da 'Operação Lava Jato', em meio a manifestações tergiversantes do Judiciário, a 'condução coercitiva', tal como abusivamente implementada a mando do magistrado de 1ª instância da Vara Federal de Curitiba, foi afinal barrada, por inconstitucional, em votação apertada, mas emblemática, do Supremo Tribunal Federal.  |||  Quem disseca o tema com propriedade é JANIO DE FREITAS, na Folha de S. Paulo.

segunda-feira, 18 de junho de 2018


Na real, em Copa do Mundo, só somos ‘bi’


A mentira do 'tri' na Copa do México(1970) foi 'oficializada pela Ditadura, combinada com os marqueteiros das Organizações Globo nos 'anos de chumbo', sob a farsa do 'milagre brasileiro' de Delfim Neto...
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Acima, a seleção do suposto 'tri' na Copa do México(1970).   Campeão em 1958(Suécia) e  'bi em 1962(Chile), o  Brasil foi eliminado  na 1ª fase do Mundial em 1966, na Inglaterra, interrompendo a sequência do 'tri'.


AMgóes  >>>  Vou à Morfologia que, com a Sintaxe e a Fonologia, integra a estrutura gramatical de nosso idioma(bem assim dos demais), para reiterar aos quatro ventos o fato concreto da falácia que o 'respeitável público', por ignorância ou descaso, adotou como 'verdade bíblica', sob massiva indução midiática em 1970, relativamente ao celebrado 'tricampeonato' de nossa seleção na Copa de futebol realizada no México. 

Vivíamos por aqui sob o falacioso 'milagre brasileiro' do então ministro da Fazenda Delfim Neto, em pleno 'governo' Médici, no auge dos 'anos de chumbo' da ditadura civil-militar.  A marchinha laudatória 'Pra frente, Brasil'(letra e música de Miguel Gustavo- - gravadora Copacabana, com orquestra e coro do maestro Guerra Peixe) foi executada à exaustão país afora, primeiríssima no 'hit parade' das emissoras de rádio e televisão.

Impuseram-nos a égide sanguinolenta do 'Brasil! Ame-o ou deixe-o!', à luz do famigerado AI-5 produzido pelo surreal 'golpe sobre o golpe de 1964' que sucedeu o período sabidamente corrupto(como os que o sucederam, embora negados) do segundo general no Planalto, Artur da Costa e Silva, em plena 'temporada de caça' aos contraditores do regime autoritário. Pela primeira vez, a Copa do Mundo chegava 'ao vivo' pela TV, ainda em preto-e-branco(a recepção de imagens coloridas só ocorreria em  fevereiro/1972, via sistema 'Pal-M',com a transmissão da 'Festa da Uva', em Caxias do Sul/RS).

Havíamos conquistado sequencialmente duas Copas(1958 e 1962), interrompendo a rota consecutiva do terceiro título com a eliminação precoce de 1966, na fase de grupos do Mundial da Inglaterra. Foi quando os 'acadêmicos' golpistas massificaram a história mentirosa de que seríamos 'tri' no México, afinal garantido por Pelé, Tostão, Gerson, Jairzinho, Carlos Alberto & cia, sob o comando de Zagalo.


Daí em diante, ficou valendo a lógica fraudulenta da ditadura. Perdemos consecutivamente as Copas de 1974 a 1990, chegando à farsa do 'hexa' em 1994. Derrotados na final de 1998, vencemos a impostura do 'penta' em 2002. Após o jejum em três torneios(inclusive com a 'tragédia' carimbada pelos 7 a 1 da Alemanha, dentro de casa,  em 2014), eis-nos mais uma vez às voltas com o 'hexa', transformado em psicose nacional.

O mais patético é a generalizada indigência vernacular que sacraliza um blefe a cada ano de Copa do Mundo. Como estamos, todavia, em tempo de 'convicções' e de contrapontos que 'não vêm ao caso', nada mais 'pertinente'(malgrado a estreia marota deste domingo, na Rússia) que a repetição de um embuste idiomático, na contramão do notório favoritismo,  entre os melhores,  à conquista do disputadíssimo troféu do futebol planetário.

Desculpe-me pela obcecada insistência: não fomos 'tri', nem 'tetra' ou 'penta' e, se acaso chegarmos  a pôr a mão no troféu neste 2018, jamais teremos sido 'hexa', com o incômodo de o festejarmos com uma 'desmoralizada' blusa  de frisos verdes e fundo amarelo, indumentária dos que, há pouco nas ruas, reivindicaram o golpe parlamentar-judicial-midiático em curso, do qual, precocemente frustrados, 'eles' e 'elas' mesmos nada têm a comemorar.

quinta-feira, 14 de junho de 2018

Parente na Sadia/Perdigão: se soubessem como são feitas as leis e as salsichas…

salsicha

FERNANDO BRITO, no TIJOLAÇO

Os jornais anunciam que Pedro Parente, dias depois de demitir-se da presidência da Petrobras por ter criado o caos no país com a paralisação dos caminhoneiros, vai ser escolhido presidente da BRF, empresa que reúne a Sadia, Perdigão e outras marcas de carnes e derivados – embutidos, sobretudo – que controla grande parte do mercado brasileiro e mundial do setor.  |||  O conhecimento de Parente sobre salsichas é, evidentemente, tão grande quanto o que ele tem sobre petróleo.  O seu negócio é ganhar dinheiro e o resto que se dane, seja com salsichas tipo 'Viena' ou petróleo tipo 'Brent'.  |||  É isto o que faz a diferença quando se dirige um negócio estratégico, seja com energia – e o petróleo ainda é a maior e mais vital fonte deste suprimento – e outro que é uma atividade simplesmente empresarial, ainda que de grande porte.  Não que um dirigente de uma empresa de petróleo precise saber tudo sobre rochas carbonáticas e sísmica 3D, óbvio.  |||  Mas precisa compreender a importância do que faz e muito mais quando esta empresa é estatal e joga um papel essencial no desenvolvimento de uma Nação.  E mais ainda quando esta Nação tem a ventura de descobrir os maiores depósitos de petróleo achados neste século em todo o mundo,  |||  Um presidente da Petrobras tem de amar o seu país, pois só assim entenderá o que ela representa e pode representar para o Brasil. Aí, vai se cercar de gente que também sonha e que sabe fazer o sonho a liga capaz de amalagamar-se ao conhecimento. Do contrário, serve apenas para chicotear os operários que enchem os embutidos de linguiças, com mais gordura barata em lugar de carnes. E para vendê-las de olho pregado nas cotações do dólar.  |||  Parente vai vender frangos, pernis e salsichas, dane-se o resto.  Mas, nas suas mãos, o Brasil vendeu pedaços imensos do filé que é nosso pré-sal a preço de carne de 2ª.  Dá vergonha de ver gente deste naipe, quando se tem, na Petrobras, um técnico como o herói nacional Guilherme Estrella, o homem que liderou a equipe que descobriu o pré-sal e com quem tive o privilégio de conversar algumas vezes, uma delas numa barca de passageiros que atravessa a Baía da Guanabara, falando sobre camadas geológicas formadas pelas algas em milhares de anos.  |||  E que, apesar de ser capaz de observar estes minúsculos organismos que nos permitiram acumular tanto petróleo é capaz de ver grande e definir, com o olhar de quem vê a história, aos grandes tubarões da indústria do petróleo não como piratas, mas como corsários, os bandidos que se nutriam, no mar, da riqueza alheia, mas a serviço das grandes potências do mundo.  |||  Assista ao video de Estrella que posto abaixo, pense em Pedro Parente cuidando de suas fábricas de embutidos e veja que tipo de  ser humano é feito para cuidar das riquezas que pertencem a um povo.

quarta-feira, 13 de junho de 2018


Americanófilo sem pudor, Moro  agora usa Direito dos EUA para blindar delatores da ‘Lava Jato’
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No JORNAL/GGN

Sergio Moro decidiu nesta quarta (13) levantar o sigilo de processos onde ele simplesmente decidiu que as empreiteiras e delatores da Lava Jato não devem estar sujeitos à mais processos em órgãos de controle federais, pelo menos não com base no material colhido pelo Ministério Público Federal.  |||  A Folha de S Paulo revelou hoje que, para atropelar órgãos como Receita Federal, Tribunal de Contas da União, Banco Central e outros, Moro apelou para o Direito dos Estados Unidos, argumentando que naquele País a lei impede que delações sejam usadas para processar civil ou criminalmente os colaboradores.  |||  O problema é que, além de ir além de suas atribuições em Curitiba, Moro foi além do que diz o próprio Direito americano pois, como ressaltou a Folha, o juiz "não só proibiu o uso das informações da Lava Jato em ações contra colaboradores como condicionou à sua autorização o prosseguimento de medidas que já tenham sido tomadas contra eles com base em documentos enviados pelos procuradores da força-tarefa [inclusive os que não têm relação com delações oficiais]."  |||  Os órgãos afetados pela decisão de Moro "têm a atribuição de buscar reparação de danos causados aos cofres públicos e aplicar multas  e outras penalidades de caráter administrativo."  Mas, o juiz reafirmou que há "necessidade de estabelecer alguma proteção para acusados colaboradores ou empresas lenientes contra sanções de órgãos administrativos, o que poderia colocar em risco os próprios acordos e igualmente futuros acordos", escreveu.   |||  Nos primeiros despachos, Moro decidiu sozinho que as sanções impostas por órgãos federais são "excessivas".  Ao levantar o sigilo, ele disse ainda que "é inapropriado que os órgãos administrativos, que não têm aderido aos acordos [fechados pelo Ministério Público Federal], pretendam servir-se das provas através deles colhidas contra os próprios colaboradores ou empresas lenientes."
(...)

Moro e seus X-9:  “Não põe a

mão neles, porque são meus”

 dono

FERNANDO BRITO, no TIJOLAÇO

Daniela Lima e Ricardo Balthazar, na Folha desta quarta-feira(13), publicam a escandalosa informação de que, por meio de um despacho mantido em sigilo, Sérgio Moro proíbe que órgãos públicos utilizem provas colhidas nos processos da Lava Jato para impor sanções e pedir indenização ao Estado pelos atos de corrupção e pelos sobre preços cobrados pelas empreiteiras cujos dirigentes tenham firmado acordo de delação premiada.  |||  Sim, é isso mesmo que você leu: AGU (Advocacia-Geral da União), a CGU (Controladoria-Geral da União), o Cade (Conselho Administrativo de Defesa Econômica), o Banco Central, a Receita Federal e o TCU (Tribunal de Contas da União) não podem usar o conteúdo dos processos para multar e obrigar empresas que fraudaram os cofres públicos a devolverem dinheiro aos cofres públicos.  Moro, com essa decisão – e diante da covardia dos tribunais brasileiros – proclama-se juiz universal.  |||  É evidente que os acordos de delação premiada, na esferal criminal, são – embora absurda sua obtenção por coação das “alongadas prisões de Curitiba – da competência de um juiz criminal, mas referem-se à punição do indivíduo, não da empresa. As empresas, porém, seguem respondendo pelos prejuízos que causaram e os acordos que ponham fim a estes contenciosos não são de sua competência legal.  |||  O juiz que não vê problemas em divulgar áudios de uma gravação ilegal da então presidenta da República, príbe  não só o uso “das informações da Lava Jato em ações contra colaboradores como submete à sua autorização o prosseguimento de medidas que já tenham sido tomadas contra eles e que tenham entre os seus fundamentos documentos enviados pelos procuradores”. Isto inclui qualquer – veja bem, qualquer – documento que tenha sido obtido até mesmo fora das delações, dando uma espécie de “anistia” a todo tipo de fraude contratual, sonegação ou evasão fiscal.  |||  Moro e os procuradores da “Força Tarefa” que lhe deram base para esta decisão absurda, dizem que isso é necessário para que não se “desestimule novos colaboradores, prejudicando o combate à corrupção”. Certamente, faz parte deste “estímulo” que as empresas, para não serem pubidas por aqueles crimes, assumam acordos que transfiram a eles o necessário para pagar as indenizações estabelecidas na esfera criminal, em lugar de terem de pagar ao Estado pelo que fizeram.  |||  De quebra, o juiz de Curitiba amplia seu poder para todas as esferas administrativas e judiciais, com uma decisão que, traduzida para o “popular” quer dizer que “quem manda aqui sou eu” e que todos só farão o que o “Mestre” mandar ou, pelo menos, deixar.  |||  Tal como aconteceu com Alberto Youssef, que praticou todas as suas falcatruas estando debaixo de um acordo de delação com Moro pelo 'caso Banestado', toda a fauna de bandidos empresariais da Lava Jato agora “pertence” ao juiz de Curitiba, como no jargão policial, os “X-9” pertencem ao “Doutor Delegado”e “deduram” quem ele quiser.  -Não põe a mão neste que ele é meu.

Médicos brasileiros formados em Cuba destacam rompimento com
a ‘ditadura do dinheiro’


Eles salientam as diferenças nos métodos de formação utilizados na área da saúde brasileira e cubana...
médicos brasileiros formados em Cuba

JOSÉ COUTINHO JÚNIOR, no PRAGMATISMO POLÍTICO

“Medicina cubana ensina a atender o povo
com qualidade e humanismo”
A saúde no Brasil tem sido tema de grandes debates nas últimas semanas, provocados tanto pelas manifestações das ruas, que exigem melhoras e mais investimentos na área, quanto pelas propostas recentes do governo em trazer médicos de outros países para trabalhar em regiões mais carentes.  |||  Essas propostas, assim como a obrigação dos estudantes de universidades públicas em cumprir dois anos no Sistema Único de Saúde (SUS), tem sido alvo de fortes críticas das associações de médicos, que afirmam que essas não seriam as soluções para os problemas.  |||  A´página do MST conversou sobre o tema com Augusto César e Andreia Campigotto, ambos formados em medicina em Cuba.  |||  Nascido em Chapecó e com 25 anos de vida, Augusto César ainda não exerce a profissão. Está estudando para fazer a prova de revalidação do diploma cubano e, assim, poder atuar no Brasil. Quando conseguir seu registro, pretende trabalhar na área rural, atendendo os Sem Terra e os assentados da Reforma Agrária.  |||  Andreia Campigotto tem 28 anos e nasceu em Nova Ronda Alta (RS). Trabalha em Cajazeiras, no sertão paraibano, como residente em medicina da família em uma unidade básica de saúde, que atende uma comunidade de 4 mil pessoas.
Formato
O curso de medicina cubano dura seis anos. Para estudantes de outros países, ele se inicia na Escola Latinoamericana de Medicina, localizada em Havana. Depois de um período inicial de dois anos, os estudantes são enviados para as diversas universidades do país. Augusto e Andreia foram para a universidade da província de Camagüey.  ||| O curso de medicina cubano não se difere muito do brasileiro, do ponto de vista curricular.  Os dois primeiros anos trabalham com as ciências médicas. Estudamos fisiologia humana, anatomia humana e desde o primeiro ano temos contato com os postos de saúde. Quando somos distribuídos para as universidades, vivenciamos o sistema público de saúde. Comparado com o Brasil, o nível teórico é igual, mas o nível de prática é maior”, afirma Augusto.  |||  Um estudo do governo federal mostra a compatibilidade curricular dos cursos de medicina de 90% entre Brasil e Cuba. Então, não há grandes diferenças teóricas”, conta Andreia.  |||  A diferença principal entre os dois cursos está na concepção de medicina e de saúde na formação dos médicos. “O curso brasileiro é voltado para as altas especialidades. Tem essa lógica de que você faz medicina, entra numa residência e se especializa. Já em Cuba o curso se volta à atenção primária de saúde, para entendermos a lógica de prevenção das doenças e o tratamento das enfermidades que as comunidades possam vir a ter”, diz Augusto.  |||  Em contrapartida, “saúde” e “medicina” no Brasil são sinônimos de pedidos de exames e tratamento com diversos medicamentos, calcados em sua maioria na alta tecnologia. Com isso, a medicina preventiva fica em segundo plano, alimentando uma indústria baseada na exigência destes procedimentos.  |||  No Brasil, temos uma limitação na formação do profissional, pois ela é voltada ao modelo 'hospitalacêntrico', que pensa só na doença e no tratamento. Em Cuba isso já foi superado. Lá eles formam profissionais para tratar e cuidar com qualidade, humanismo e amor cada paciente; aprendemos de verdade a lidar com a saúde do ser humano”, analisa Andreia.  |||  Ela destaca que os médicos formados na ilha são capazes de atender a população sem utilizar somente a alta tecnologia, condição que não necessariamente limita um atendimento com qualidade à população que mais carece.  |||  É mais barato fazer promoção e prevenção de saúde. No entanto, isso rompe com a ditadura do dinheiro. Com isso, os médicos aguardam o paciente ficar doente para pedir um monte de exames e dar um monte de medicamentos”, afirma Augusto.  |||  De acordo com ele, essa estrutura fortalece o complexo médico-industrial, que se favorece sempre que há alguém internado ou que precise tomar algum medicamento. Não negamos a necessidade de medicamentos e equipamentos, porque precisamos dar atenção a esse tipo de paciente. Mas não precisamos esperar que todas as pessoas fiquem doentes para começar a trabalhar a questão da saúde”, completa o médico brasileiro.