Moro segue pendurado na ‘Vaza Jato’ do ‘Intercept/Brasil’
FERNANDO BRITO, no TIJOLAÇO
A defesa – e o ataque – de Sérgio Moro, nessa terça(2), na Câmara dos Deputados, não o levaram um passo além do que teve domingo, com as manifestações de apoio dos grupos de extrema-direita. ➤ Nada aconteceu algo de novo na audiência, que se prolongou até a noite, corroborando, desde o início, o comportamento do atual ministro da Justiça. ➤ Suas evasivas e as negativas de assumir peremptoriamente que não tinha dito o que tinha sido revelado deixam-no na mesma posição de fragilidade que está desde o dia 9 de junho, quando o 'Intercept' publicou a primeira reportagem. ➤ Tudo depende do que vai aparecer. Não posso, é claro, adivinhar o que Glenn Greenwald tem em seu arsenal. Mas Moro não melhorou sua defesa além das alegações de 'hacker' e manipulações sobre as quais não pode dar informações. ➤ Mas piorou sua situação, em muito, quando não foi capaz de responder sobre a investigação da Polícia Federal e do Coaf sobre o autor das reportagens, Glenn Greenwald. Isto é, não foi capaz de negar que estivesse zelando para que as investigações não preservassem a proteção constitucional de fonte jornalística. ➤ Moro colocou o jornalista como objeto de perseguição policial. Ele está pendurado na hipótese de não haver um diálogo explícito, de um áudio comprometedor. Não inverteu as pedras e deixou para seus acusadores, em breve, o próximo movimento.
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