Barões golpistas: freio
de mão contra tiro
no próprio pé
Do AMgóes - As recentes
notas públicas da FIESP e da FIRJAN, coadjuvadas por bombásticos e ‘solidários’
editoriais das organizações Globo e Folha/SP(a ‘Veja’ ainda rosna, isolada e pré-falimentar) foi
dissimulado ‘autopuxão’ de orelhas do baronato empresarial, face à perspectiva
de tiro no próprio pé com a crise política engendrada por conta da quarta,
consecutiva e ‘intolerável’ vitória do projeto capitaneado pelo Partido dos
Trabalhadores, determinante da inclusão de
compatriotas historicamente à margem de nosso contexto socioeconômico.
Afinal, não mais
vivemos sob a desinformadora ordem vigente em 1964 e o embolorado discurso
contra 'os perigos' da 'república comuno-sindical'(massificado com precioso
adjutório de eminências cardinalícias da Igreja Católica(majoritariamente
refratárias, no Brasil, à conciliar opção pela ‘Mater et Magistra’ de João XXIII), não cola mais, salvo no astigmatismo
‘cerebral’ de empedernidos e pândegos
herdeiros dos falaciosos(quão oportunistas ou insipientes) fiadores da 'redentora', meio século atrás.
Todavia, a
súbita 'mudança' de intenções, refreando a histeria fascistoide da noviça 'coxinhagem' nacional, ávida em destilar, no próximo domingo(16), sua baba peçonhenta pró-impeachment
de Dilma e delirantes apelos à ‘volta dos militares’ (agora sem apoio formal de
Aécio e seus tucanos, em prudente revoada de ‘meia volta, volver!’), deve ser entendido, salvo melhor juízo, como
matreira alteração na logística da rota golpista em curso.
Assim, qualquer
arrefecimento, justificado por simplista dedução de que os contumazes desafetos
da democracia, arrependidos, estariam em marcha-à-ré, implicará graves consequências para o
país ora em promissora(embora penosa) etapa de construção cidadã. Ocupar os espaços
públicos, sem medo de ser feliz, com as
cores da guerra libertária que nos compete protagonizar, é pertinente tarefa dos
comprometidos com o novo país, reconhecida potência emergente rechaçada sem
contrarrazões pelas hordas ‘paneleiras’,
representativas do atraso social.
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