Operação XXX: “Para, para,
que
deu merda!”
Weden Alves, no Facebook
O teatro do Lava Jato em três atos e o caso da operação pornô triplo x. (Nassif fez uma descrição minuciosa sobre o caso, é bom ir lá ver. Mas aqui a gente simplifica).
| Cassio Conserino, o procurador de SP que acusa Lula de sonegar patrimônio |
1º A imprensa anti-Lula insiste durante quase um ano sobre um triplex que o ex-presidente não quis comprar. Mas ninguém no MP ou na Justiça dá muita bola. A acusação vai perdendo crédito até que arranjam um procurador disposto a aparecer. Negocia-se com ele. O cara já fora condenado por outra presepada em anos anteriores.A oferta pareceu ser irrecusável. Presepeiro, ele anuncia, pela Veja, que está investigando Lula sem comunicar aos interessados. Lógico, será processado.
2º Moro vê no caso uma chance de atingir Lula. E salvar o procurador em apuros. A PF monta uma operação, dá um nome bacaninha, mas que acaba revelando um sintoma. Triplo X pode ser lido como XXX, extensão para sites de sacanagem. Pronto: era o próprio menage à trois entre mídia, polícia federal e Moro para sacanear Lula. Descobre que por lá há uns sócios brasileiros metidos até o pescoço com lavagem de dinheiro. Leva os publicitários presos. Quem sabe não prende os caras e obriga-os a dizer que tinha relações com Lula?
3º Durante as operações, descobre-se no entanto que o casal tem negócios com a família Marinho, por conta de um luxuoso imóvel em Paraty.
É quando Moro chama os garotos da PF e os procuradores e grita:
Tarde demais. A rede descobre outro bacanal: Marinhos, empresas off shore e paraísos fiscais. Moro não é bobo. Nesse suingue ele não põe o dele na reta.
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