segunda-feira, 13 de novembro de 2017

Documentos de Tacla 

Duran desmentem 

'Lava Jato'

 MIGUEL DO ROSÁRIO, n'O CAFEZINHO                

No dia 10 de agosto deste ano, um dos procuradores chefes da Lava Jato, o senhor Carlos Fernando dos Santos Lima, publicou o seguinte post no Facebook, ainda mantido em sua página.
Observe bem: Carlos Fernando dos Santos Lima chama um cidadão brasileiro não condenado, vivendo legalmente em outro país, de mentiroso.  Santos afirma, no texto, que o advogado Tacla Duran (Santos põe advogado entre aspas, como forma de atingir moralmente o profissional) “veio ao Ministério Público cheio de mentiras”.   Ora, como ele sabe que são mentiras antes mesmo de investigar? Que tipo de “procurador” é esse que não procura nada, e, sobretudo, não procura a justiça?  |||  Em seguida, Santos Lima, ele sim, diz uma mentira ao afirmar que Tacla Duran foi “rechaçado” pelo Ministério Público.  Documentos vazados do Ministério Público Federal, e publicados com exclusividade pelo Cafezinho, mostram uma outra história. Abaixo, vocês verão o e-mail corporativo do Ministério Público Federal do Paraná, assinado por um dos procuradores da Lava Jato,  Roberson Henrique Pozzobon, encaminhado também aos procuradores da mesma operação, Carlos Fernando Santos Lima e Julio Noronha.  |||  O e-mail era destinado ao doutor Leonardo Pantaleão, advogado de Rodrigo Tacla Duran, oferecendo um acordo a seu cliente. Tal proposta  foi rechaçada por Tacla Duran, não pelo MPF.  E  rechaçado porque, segundo Tacla Duran, era  irregular, pois o acusava de crimes que ele entendia não ter cometido.  |||  Detalhe importante: esse “acordo” foi possível porque, segundo Duran, ele havia sinalizado poder pagar R$ 5 milhões “por fora” ao amigo de Sergio Moro, o doutor Carlos Zucolotto que, possivelmente, repassaria o dinheiro para pessoas de dentro da 'Lava Jato'.

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