quinta-feira, 1 de outubro de 2015

A cumplicidade do 

PiG  com  Cunha        

E ele, 'boca de siri', não responde se tem ou não conta 

na Suíça...


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 Conversa Afiada reproduz artigo de Fernando Brito, extraído do Tijolaço:
Em qualquer país do mundo,  seria manchete a confirmação que o presidente da Câmara dos Deputados, terceiro na linha de sucessão presidencial de um governo que  está ameaçado de sofrer impedimento, e tanto da Presidenta quanto do seu vice, no caso da ação do TSE (é o que se noticia todos os dias, não é?) teve descobertas contas ilegais num banco suíço.

Não é “suspeita”, “denúncia”, “suposição” ou “dizem”. É informação oficial da Justiça da Suíça, com documentos, confirmada aqui pela Procuradoria Geral da República.

É uma “bomba”, no velho jargão jornalístico. Porque nem é preciso provar que o dinheiro é de corrupção, a simples evasão de divisas e a não declaração de patrimônio – obrigatória tanto como candidato quanto na posse do mandato – já é crime previsto no art. 13 da lei de improbidade administrativa, que vale também para os deputados:

§ 3º Será punido com a pena de demissão, a bem do serviço público, sem prejuízo de outras sanções cabíveis, o agente público que se recusar a prestar declaração dos bens, dentro do prazo determinado, ou que a prestar falsa.

Basta estar confirmada a existência da conta, de direito ou de fato, através de parente que não tenha razão econômica para tal para que se peça a condenação de Cunha e, antes disso, a cassação do seu mandato.

Nas edições de hoje da Folha e do Estadão, como assinalado na imagem, a notícia é uma “notinha” de primeira página.

Os destaques são para “suspeitas”, não para fatos; para o “supõe-se” e não para acontecimentos.

Claro, Cunha ainda pode ter serventia. Como escreveu um  daqueles inomináveis da Veja, citado hoje no ótimo artigo de Paulo Nogueira, no DCM, será que nossa imprensa “espera que Cunha derrube Dilma antes de ser preso.”?

O jornalismo brasileiro – salvo as ainda muitas exceções que, por isso mesmo, não o comandam – tornou-se o exercício do facciosismo político.

Um tipo destes, apanhado em flagrante, que se recusa até a negar que tenha as tais contas, esquecido (talvez nunca tenha sequer pensado nisso) de que é um homem público,, um servidor graduadíssimo da sociedade, o comandante do processo legislativo faz isso e dão-lhe “dez centímetros”, se tanto, das capas do jornais da “moralização” do país.

Que nome pode ter isso senão o de  cumplicidade?
 Em tempo: No Globo:

Cunha desiste de viagem à Itália e nega perder apoio

Ele participaria de um fórum no país europeu; Suíça investiga presidente da Câmara

BRASÍLIA — Após a Procuradoria-Geral da República (PGR) confirmar que o presidente da Câmara, Eduardo Cunha PMDB-RJ), e familiares dele têm contas bancárias na Suíça que são investigadas por autoridades do país europeu, o peemdebista desistiu da viagem que faria a partir desta quinta-feira para a Itália. Fragilizado pelo aumento de denúncias contra ele por suspeita de participação no esquema da Petrobras, o parlamentar reagiu com ironia ao ser perguntado se estaria perdendo apoio à sua permanência na presidência da Casa.
(...)
Em tempo-2: Na Fel-lha:

O presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), voltou a se negar na noite desta quarta-feira (30) a dizer se ele e familiares têm contas bancárias na Suíça.
Autoridades daquele país enviaram para o Brasil dados de contas secretas que, segundo a Procuradoria-Geral da República, são do presidente da Câmara e de familiares. Cunha foi denunciado pela Procuradoria sob acusação de envolvimento no esquema de corrupção da Petrobras.
“Querido, eu não vou comentar. Na medida que dizem que tem alguma coisa, vamos esperar que apareça. Não vou comentar, não vou cair na armadilha de dar para você qualquer tipo de lide [principal informação de uma reportagem] dessa situação”, afirmou Cunha, em entrevista coletiva.

(…)

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