sexta-feira, 11 de setembro de 2015

Folha/SP  divulga (e repete)  notícia falsa
sobre  inquéritos inexistentes contra
Mercadante e Aloysio Nunes

Denúncias contra o ministro da Casa Civil e o senador tucano referem-se a suposto caixa 2 e não esquema de corrupção da Petrobras. Para se justificar, Folha culpa Jornal Nacional...

                 Luis Nassif Online imagem de RICARDO EDMUNDO CECONELLO      

 
Jornal GGN - A Folha de S. Paulo publicou falsamente, dois dias seguidos - no último domingo, dia 6 e segunda, dia 7 -, que o ministro da Casa Civil Aloizio Mercadante e o senador tucano Aloysio Nunes já eram alvos de inquéritos abertos no Supremo Tribunal Federal (STF). Mas o ministro relator, Teori Zavascki, não abriu o inquérito. 
 
A própria Procuradoria-Geral da República explicou que as denúncias contra os dois políticos "não têm relação aparente com corrupção na Petrobras". Mas seriam, segundo as suspeitas, casos de caixa 2, crime eleitoral.
 
Assim, Teori redistribuiu os casos referentes a Mercadante e Aloysio, para a possível abertura de um novo processo. O ministro Celso de Mello é o novo relator desses dois autos, e ainda não decidiu sobre a abertura ou arquivamento dos inquéritos. 
 
A Folha de S. Paulo responsabilizou O Jornal Nacional, que foi o primeiro a publicar a informação, seguido do jornal O Estado de S. Paulo. Explicando algum tipo de apuração, a Folha disse que "duas fontes, sob condição de anonimato, teriam confirmado" as informações ao jornal. A justificativa do veículo adere à Teoria Crítica da Comunicação, sobre os efeitos de produção massiva da mídia e a tendência de se repetirem notíciasa não confirmadas.
 
Leia a nota da Folha de S. Paulo:
 
 
A Folha cometeu um erro grave ao noticiar, no domingo (6) e na segunda, que o ministro do STF (Supremo Tribunal Federal) Teori Zavascki havia aberto inquéritos sobre o ministro Aloizio Mercadante (Casa Civil) e o senador Aloysio Nunes Ferreira (PSDB-SP) no âmbito da Lava Jato.
 
A informação incorreta foi veiculada no site do jornal no domingo e no impresso do dia seguinte. O dado correto passou a ser veiculado a partir da noite de segunda. Uma nota apontando o erro foi publicada no site na quarta e na seção "Erramos" da quinta.
 
Mercadante e Aloysio Nunes foram citados pelo empreiteiro Ricardo Pessoa, dono da UTC e delator, como(supostos) beneficiários de recursos ilícitos pagos por ele em 2010. Na época, o petista disputava o governo de São Paulo; o tucano era candidato a senador. Ambos negam as acusações.
 
As delações fizeram com que a PGR (Procuradoria-Geral da República) solicitasse abertura de inquéritos ao STF, o que foi encaminhado juntamente com o pedido referente ao também ministro Edinho Silva (Comunicação Social), acusado por Pessoa de tê-lo coagido a doar à campanha da presidente Dilma Rousseff.
 
Responsável pela Lava Jato no STF, Teori autorizou inquérito só sobre Edinho. Nos casos de Mercadante e Aloysio Nunes, ele aceitou sugestão da PGR para que os casos fossem redistribuídos. Isso porque, segundo a PGR, os materiais contra ambos não têm relação aparente com corrupção na Petrobras. Seriam situações de caixa dois, um crime eleitoral.
 
A redistribuição foi feita e os casos acabaram nas mãos do ministro Celso de Mello, que ainda não decidiu sobre abertura desses inquéritos.
 
O primeiro veículo a noticiar existência de inquéritos no STF sobre Mercadante e Aloysio Nunes foi o "Jornal Nacional", da TV Globo, na noite do sábado (5).
 
No domingo, o jornal "O Estado de S. Paulo" apresentou a mesma informação.
 
Duas fontes ligadas à investigação da Operação Lava Jato, sob condição de anonimato, confirmaram o dado à Folha/SP. Foi quando o jornal passou a veicular a informação incorreta. 

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