Putin deixa Obama de saia justa no debate sobre a crise provocada pelo terrorismo
A declaração do presidente da França, François Hollande, de que o presidente sírio Bashar Al-Assad pode não ser a solução, mas que o inimigo da França na Síria é o Estado Islâmico foi o sinal de que os Estados Unidos ficaram numa situação canhestra na posição de dar prioridade à derrubada do governante da Síria em relação ao enfrentamento aos grupos do “Estado Islâmico”.
Tanto é assim que, horas antes do atentado em Paris, Barack Obama havia dado uma declaração, de rara infelicidade” de que os grupo estava abalado e contido. O “inimigo a ser batido” era Assad, não o Isis.
Os tiros na noite parisiense mostraram que não.
O jogo duplo da OTAN, que fechava os olhos às possibilidades de que os grupos rebeldes tivessem ligações com o Isis – a própria França admitiu(AQUI) estar armando os rebeldes – criou uma situação de completo vazio de poder e de generalização dos conflitos, formando a maré humana que se despejou sobre a Europa, que os simpatizantes do grupo terrorista, claro, usam como covarde cobertura para suas ações.
Nesta segunda-feira(16), na reunião do G-20 na Turquia, o presidente russo Vladimir Putin capitalizou a ofensiva de seu país contra o Exército Islâmico: “Infelizmente, ninguém está a salvo de atentados. A França estava entre os países que mantinham uma postura muito firme contra o presidente sírio, Bashar al Assad”, disse.”Isto salvou Paris dos ataques terroristas? Não!”
Putin já disse que não defende a continuidade incondicional de Assad, mas não aceita – e não considera viável – qualquer acordo na Síria de que o atual governo seja excluído. Sugeriu que a “oposição armada” a Assad ataque o Isis e ofereceu até apoio aéreo para isso.
Ele está emparedando os norte-americanos porque a Europa, assustada, quer uma solução de curto prazo para defenestrar o Isis e sabe que não a terá sem presença física russa, tendo em vista a tal “oposição síria” não passar de grupos sem coordenação nem identidade. Muito provavelmente, boa parte dela é composta de grupos tribais – como aconteceu na Líbia – sem capacidade de impor a ordem em escala nacional, como não têm os governos instalados pelo Ocidente no Iraque e no Afeganistão.
Putin, o “duro”, está dando um banho diplomático nos americanos. Já fez exibição de força, exibindo seu poderio bélico – sobre o qual havia dúvidas tecnológicas – e estabeleceu um planejamento coordenado entre bombardeios aéreos e operações terrestres do exército sírio(e nem a velhinha de Taubaté acredita, a esta altura, que o esquema funcione sem a tácita orientação dos russos).
O videogame da guerra aérea é importante, decisivo e, por conta da tecnologia, devastador. Mas a guerra se ganha ou perde em terra e quem tem presença no tabuleiro - Putin, estrategista, tem consciência disso - é a Rússia.
PS do AMgóes - ABAIXO, VÍDEOS SOBRE O PODERIO MILITAR RUSSO NOS TEMPOS ATUAIS. PARA QUEM QUER SE INTEIRAR DOS DESDOBRAMENTOS DA GEOPOLÍTICA(COM OS ATORES DO TERRORISMO FUNDAMENTALISTA EM FRANCA ESCALADA), VALE A PENA ASSISTIR A TODOS, NA ÍNTEGRA...
1- AÇÕES RÁPIDAS DA RÚSSIA NA SÍRIA DEIXARAM OCIDENTE PERPLEXO
2- 2014: CAPACIDADE MILITAR RUSSA SURPREENDE A EUROPA E OS ESTADOS UNIDOS
3- PODER MILITAR RUSSO - 2014/2015...
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