Pouco a Temer
Como a grande imprensa manipula os fatos para emplacar o 'vice' como fiador do golpe em lugar do desmoralizado Cunha...
Weden Alves, em seu blog
A grande imprensa vem forçando a mão para emplacar Michel Temer como fiador do golpe. A estratégia é substituir o descredenciado Eduardo Cunha na linha de frente. O raciocínio é simplista, bem ao estilo. "Se Cunha é um imoral, Temer não tanto". E tome matérias em off, do que "aliados" de Temer "teriam dito". Além disso, uma boa intriga poderia levar o PT a acossar o vice. É preciso cuidado, portanto. Ou se acredita ou não se acredita (o que é mais sábio) na grande mídia.
Ontem o Globo sentenciou que o vice "teria" um "QG do impeachment" Hoje o Valor afirma que "Temer já teria um ministério". Possivelmente, amanhã "teria tomado" posse. Só esquecem de lembrar uma coisa: Temer não disse nada disso e, sequer, é um grande cacique peemedebista. Vale desconfiar, mas não cair nesta conversa. E mais: o PMDB é um adendo importante. Mas o governo precisaria se muito de 30% dos seus votos. Não é difícil (ver AQUI interessante cálculo feito pelo IG).
Além disso, falta de juízo dos outros é fácil. Contra si mesmo, sempre pesa mais um pouquinho. A pauta econômica é recessiva. E será recessiva ao longo de 2016, embora em escala menor. E curiosamente só o PT tem "legitimidade" para tocar, na medida em que sempre se imagina ser uma pauta transitória. Já na loucura de um governo peemedebista, ninguém desconfiaria de que seria o todo não a parte do pacote. É quando centrais sindicais, movimentos sociais, etc, partiriam pra cima, sem pisar em ovos. Como diante do governo Dilma. Não é Temer que vai querer segurar esta bomba. Na altura deste campeonato. E tendo muito baralho pra jogar em casa, tranquilo e de meias.
Cumpre ficar alerta. Mas sem histeria. Nem agressões.
PS do AMgóes - No título do 'post', sugestivo 'duplo sentido' com o Pouco a Temer(o vice) ou Pouco a temer(o verbo), matreira sutileza para forçar o leitor ao uso da lupa na percepção das(malcheirosas/golpistas) querelas midiáticas quanto ao entrevero político em curso. De resto, pertinente 'sacada' de meu professor de Teoria da Comunicação, na Faculdade Pinheiro Guimarães/Rio de Janeiro, com quem não me encontro faz anos, face às premências do cotidiano profissional(mais dele do que meu), para lucubrações de varizados matizes necessariamente regadas a chope, entre as quais 'profundas análises de conjuntura' sobre nosso Mengão(rsrsrs)...
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